quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

domingo, 6 de setembro de 2009

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Eu, o Ministro da Cultura Juca Ferreira e o Diretor da Funarte - Sergio Mamberti na re-inauguração da Funarte São Paulo

segunda-feira, 4 de maio de 2009

O nosso “Espec – ator” estará sempre vivo


Não morre quem lutou

Não morre um ideal”


“Mesmo quando inconscientes, as relações humanas são estruturadas em forma teatral: o uso do espaço, a linguagem do corpo, a escolha das palavras e a modulação das vozes, o confronto de idéias e paixões, tudo que fazemos no palco fazemos sempre em nossas vidas: nós somos teatro!”. Augusto Boal.

Um dos maiores dramaturgos, diretor e ensaísta do Brasil nos deixou este sábado. Aos 78 anos, ás 02h40 da madrugada, Boal veio a falecer por insuficiência respiratória, vítima de Leucemia, no hospital Samaritano, no Rio de Janeiro. “Uma grande perda. Ele foi um homem que sempre lutou com todas as forças para a mudança social através da arte”, declara o presidente Luis Inácio Lula da Silva.

No enterro, que aconteceu no Cemitério do Caju, na zona portuária da cidade do Rio de Janeiro hoje, estavam muitos amigos, admiradores e parentes. E para demonstrar o reconhecimento por este homem de teatro, todos mergulham no conceito que ele sempre pregava: “Os atores são os próprios espectadores, o palco é a platéia e a platéia, palco”. Recebido de pé, com muitos aplausos como em um grande espetáculo. “A gente sempre diz que os mortos são insubstituíveis, mas Boal, de fato, o é. Ele é um dos deuses do arquipélago do teatro, um dos mitos da nossa religião. É uma perda irreparável”, lamentou Aderbal Freire Filho, grande amigo e que esteve com ele na sala de espera do consultório do Dr. Flavio, médico de Boal, antes do internamento.

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“Todos os seres humanos são atores – porque atuam – e espectadores porque observam. Somos todos ‘espec-atores”. Este lema, é o fundamento de um dos legados de Boal: o Teatro do Oprimido, criado por ele na década de 60, e que lhe rendeu uma indicação ao Prêmio Nobel da Paz em 2008. Ainda no ano passado, no dia 16 de março, mesmo dia do nascimento de Boal, foi instituído o Dia Mundial do Teatro do Oprimido.

Hoje, a metodologia do Teatro do oprimido é difundido por todo o mundo, nas três últimas décadas do século XX mais precisamente. A sua relevância vai além do teatro, está no instrumento de emancipação política nas mais diversas áreas: educação, saúde mental e no sistema prisional. Suas teorias sobre o teatro são estudadas nas principais escolas de teatro do mundo.”Boal reinventou o teatro político e é uma figura internacional tão importante quanto Brecht ou Stanislavski”, afirmou o jornal inglês The Guardian.

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Saiba mais sobre Augusto Pinto Boal ….

Ele nasceu em 16 de março de 1931, na Penha, bairro da zona Norte do Rio. Boal chegou a se formar em Química pela Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ, em 1950, mas viajou em seguida para os EUA, onde estudou artes cênicas na Universidade de Columbia. Na década de 70, por estar exilado do país pela ditadura militar, difundiu seu método pela Europa.

De volta ao Brasil, sua primeira peça como diretor do Arena foi Ratos e Homens, de John Steinbeck, que lhe rendeu o prêmio de revelação da APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte). Dirigiu ainda, entre outras peças, Eles Não Usam Black-Tie, de Gianfrancesco Guarnieri, e Chapetuba Futebol Clube, de Oduvaldo Vianna Filho. Foi o diretor do espetáculo Opinião, com Zé Ketti, João do Vale e Nara Leão, que passou para a história como um ato de resistência ao golpe militar de 1964.

domingo, 3 de maio de 2009

Monto o que? Outro Nelson!

Fim do espetáculo, todos os atores se desnudam e recolhem o grande colchão redondo – único elemento do cenário. Em um bate papo corriqueiro com a Cia, o Diretor fala informal e descontraído: Monto o que? E o grupo, que acaba de realizar uma obra do Nelson Rodrigues, exprime: Outro Nelson!

Ilustração: Tito Oliveira

Ilustração: Tito Oliveira

Curiosa, eu lanço a enquete: Por que visitar e revisitar Nelson Rodrigues? Que ele é considerado um dos melhores dramaturgos da segunda metade do século XX, o mais polêmico e o mais montado, pelo menos é o que parece pela quantidade de encenações, o público já sabe. Só o ano passado, aqui em São Paulo, Nelson foi montado pelos Satyros, com “Vestido de Noiva”, por Marco Antonio Braz, e 17 X Nelson - O Inferno de Todos Nós, seleção de cenas de diversas peças que, apresentadas em seqüência, mostram a evolução da dramaturgia de Nelson Rodrigues, apresentada pela Cia. Antikatartika Teatral. “Senhora dos Afogados”, ganhou duas versões: uma versão musical do diretor Zé Henrique de Paula - que inseriu dez canções para acentuar o lirismo do texto -, e outra assinada por Antunes Filho, que permaneceu em temporada estendida no SESC Anchieta devido ao sucesso de crítica e a platéia cheia. Além das atividades complementares aos espetáculos, foi realizada uma mostra dedicada ao dramaturgo no Centro Cultural São Paulo: “Gestos Rodriguianos”, onde foi apresentada 60 imagens, entre cartazes e fotografias, de antigas montagens de peças do autor, e documentários sobre a vida do dramaturgo. Nelson Rodrigues definitivamente rouba a cena nos palcos e nas mesas redondas sobre o Teatro Brasileiro. E olha que o autor só está completando 97 anos, já imaginou o que vai acontecer no seu centenário em 2012? E para dar a sua versão, o diretor Claudio Mendel, responsável pelo “Monto o que?”, juntamente com a Cia Teatro da Cidade, responsável pelo “Outro Nelson”, trazem de São José dos Campos, uma nova roupagem para o “Toda Nudez Será Castigada” (1964).

Foto: Tito Oliveira

Foto: Tito Oliveira

Uma montagem que não deixa nada a desejar a cena paulistana e que representará, juntamente com mais três outros espetáculos “verde e amarelo”, o Teatro Brasileiro na Bolívia. O espetáculo cumpre turnê nos dias 17 e 18 de abril no Festival de Santa Cruz De La Sierra e 21 de abril no El Bicentenário de Teatro La Paz, ambos na Bolívia. Falando em Bolívia, é possível verificar também o reconhecimento internacional do autor. “Sou um grande admirador de Nelson Rodrigues. Considero um dos grandes autores latino americanos e o maior dramaturgo brasileiro de todos os tempos. Será uma grande oportunidade para o público boliviano ver representada uma de suas obras”, declara Marcelo Arauz, coordenador do Festival Internacional de Santa Cruz De La Sierra. Então, além da relevância que já está explícita, vamos saber através do diretor Claudio Mendel, em entrevista exclusiva, a grande questão que permeia esta matéria:

Foto: Tito Oliveira

Foto: Tito Oliveira

Porque montar e remontar Nelson Rodrigues em pleno século XXI?

CM: Essa foi a pergunta que norteou a decisão de retomar um trabalho de sucesso já realizado por nós, no início da década de 90. E a resposta não demorou muito a aparecer, pois a companhia estava mais madura, às vésperas de completar seus 18 anos de atividade, e, portanto, pronta para um mergulho radical na busca da teatralidade do ator, enquanto Ser Criador de uma obra de arte. E nada melhor que se “retrabalhar” numa obra do Nelson.

O que o levou a este mergulho na teatralidade?

CM: Esta busca foi proveniente da inquietação do desconhecido e da necessidade de desenvolvimento do ator.

Quando se deu o trabalho?

CM: Iniciamos este processo de trabalho com Toda Nudez Será Castigada, no final de 2005 e em cada montagem existe sempre uma descoberta, uma mudança.

Discorra um pouco mais sobre essas descobertas provenientes de uma montagem já concebida.

CM: Ao longo de dois anos, a obra de Nelson foi revista e revisitada até chegarmos neste resultado. Ao mesmo tempo que despojada, esta atual montagem, alcançou uma ousadia estética e de interpretação, comprometida com a grandiosidade de um texto sintético, preciso e intenso do dramaturgo.

O que norteou o seu trabalho como Diretor nesta remontagem?

CM: Buscamos subsídios nos instintos humanos, na Narrativa, no Épico e na teatralidade dos mestres do Teatro. Durante o processo, muitas ferramentas utilizadas pelo ator nos permitiram traduzir para a cena todas as contradições aparentes nas relações humanas, dentro do símbolo macro que é a “família” e do “círculo” familiar propriamente dito.

Você rompeu com o antigo cenário e trouxe para cena os espectadores. Conta um pouco sobre essa concepção circular.

CM: Rompemos o espaço cênico, por necessidade e por desnudamento do elenco e da platéia. Avançamos. Trouxemos o espectador para dialogar conosco. Acabamos com a comodidade da platéia e fizemos “circular” sobre ela, todas as imagens contadas e vivenciadas por cada uma das personagens. E por isso a concepção circular da encenação. Ao mesmo tempo núcleo e ao mesmo tempo célula.

E para finalizar, qual a sua próxima montagem?

CM: Que tal mais uma dose de Nelson Rodrigues?! (risos)

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Bolívia em foco

Pela primeira vez na história da Bolívia, dois festivais internacionais de teatro do país, de caráter bi anual e que geralmente ocorre de forma intercalada, acontecem no mesmo período. O Festival Internacional de Teatro de Santa Cruz De La Sierra está comemorando a sua sétima edição, desde do dia 16 de abril até o dia 26 de abril de 2009 com uma programação cultural diversificada, e o Escênica Festival, que está homenageando o Bicentenário da cidade de La Paz neste ano, tem sua programação marcada entre os dias 16 e 30 de abril de 2009, também promete 14 dias de muita arte.

Os dois festivais recebem grupos de mais dez países diferentes, eles eles, Argentina, Bélgica, Alemanha, Chile, Brasil e Holanda. Em média, quatro representantes de cada país terá espaço garantido nos diferentes centros culturais do festival, como também o prestígio do público, que está lotando as platéias todos os dias.

Os representantes das Artes Cênicas do Brasil nos festivais da Bolívia, neste ano, estão sendo - em Santa Cruz - , “Instantes de Felicidade”, realizado pela “Cia de dança Quasar” que brilhou nas apresentações já realizadas, que tem a concepção do coreógrafo Henrique Rodovalho; a “Cia Seres de Luz” mostrou a obra “Convocadores de Estrelas”, de Lily Curcioi e direção de Rafael Curci; o grupo “Oculto do Aparente” com “Além da Mágica”, trouxe direção de Celio Amino e Ricardo Malebi e a “Cia Teatro da Cidade”, com a obra Toda Nudez Será Castigada, de Nelson Rodrigues, com direção de Claudio Mendel e que marca presença nos dois festivais, dividindo a representatividade brasileira com a “Cia Arte in Vitro”, com “Quase de Verdade”, de Caetan Gotardo e direção de Cainan Baladez.

Mais informações :

http://www.festivalesapac.com/teatro.htm

http://cic2009.lapaz.bo/escenica/

segunda-feira, 23 de março de 2009

Um grande ator, Esther Góes e Carla Maciel

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Hoje é o Dia Mundial do Teatro, Dia Nacional do Circo… e também dia de Futebol. Viva!

Importante data! Dia Mundial do Teatro e Dia Nacional do Circo, 27 de março, um momento para podermos refletir, discutir e prestigiar a cena das Artes Cênicas no Brasil com todos os artistas e público que fazem parte dessa história. Mas para comemorar, vamos falar de futebol! É isso mesmo: o “Chapetuba Futebol Clube” está de volta! Um dos primeiros textos de Oduvaldo Vianna Filho, que após 50 anos de afastamento, reestréia o espetáculo e retorna ao histórico Teatro de Arena Eugênio Kusnet. Dirigido por um dos fundadores do espaço, o veterano José Renato, o clássico do Vianinha é atemporal. Com jogos de canalhismo e heroísmo, o espetáculo aborda o drible na percepção do voyeur torcedor e traz o futebol como tema central para discutir todo o universo cotidiano apresentado. O atual elenco conta, em boa parte, com jovens intérpretes. Ivam, Cléo, Penna e Phedra atribuem ao espetáculo, energia e vigor permeados por uma história consciente e simples. Um convite a quem prestigia teatro brasileiro de qualidade. Não percam!

Espetáculo: Chapetuba Futebol Clube
:: Onde: Teatro de Arena Eugênio Kusnet
:: Endereço: Rua Dr. Teodoro Baima, 94 – Vila Buarque -São Paulo
:: Telefone: (11) 3256-9463
:: Temporada: de 20 de março até 19 de abril 2009
- Quinta, sexta e sábado (21 horas)
- Domingo (20 horas)
:: Ingressos: R$ 10,00 (¹/2 entrada: R$ 5,00)
:: Duração: 120 min
:: Classificação: Livre

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Eleito os novos representantes da Comissão Nacional de Folclore


Hoje, dia 17 de setembro de 2008, realizou-se a reunião da Comissão Nacional de Folclore onde foi apresentado os relatórios de trabalhos das Comissões Estaduais no último mandato e perspectivas para o próximo. A Presidente da Comissão Nacional de Folclore, Paula Símon, abriu a sessão convocando a todos para o momento de confraternização e convidou para um caminho conjunto rumo ao êxito do trabalho.
As primeiras palavras foram para os representantes da: comissão de Goiás, Prof. Bariani; comissão do Rio Grande do Sul, Prof. Ivo Bonfatto e comissão de Santa Catarina, Profa. Lélia Nunes. Às 11h25min, a Prof. Paula Simon apresentou as atividades da referida comissão, dando ênfase a criação da Medalha Brasileira Folclorista Emérito dedicada pela Comissão Nacional aos folcloristas de destaque acada mandato da Comissão Nacional. A Profa. Cascia Frade passou a palavra para o Presidente de Honra da Comissão Nacional, Prof. Bráulio do Nascimento que chamou atenção para o processo de continuidade dos trabalhos rumo aos ideais originais, sem perder a referencia ao tempo atual.
Deu-se inicio ao processo de eleição da nova diretoria para o próximo mandato. As Comissões Estaduais do Ceará e de Sergipe, como chapa única, anunciaram o resultado. Ao final da sessão às 13 horas, a presidente da Comissão eleitoral deu por encerrada a presente assembléia.

“Estou muito tranqüila por ter contribuído durante a minha gestão. Estou feliz pelo resultado e tenho certeza que eles vão fazer um ótimo trabalho”
Paula Simon – Conselheira da Diversidade da Identidade do MINC e ex presidente da Comissão Nacional de Folclore

“ Estou super feliz. Queremos levar adiante o que já foi feito e dar uma propulsão maior a roda. Vamos dar uma abertura também para os jovens pesquisadores que estão colaborando de forma efetiva na valorização da cultura popular. Estamos em um momento importante e mais dinâmico. A tecnologia nos servirá para nos aproximar e difundir as tradições”
Lourdes Macena (CE) – Eleita a presidente da Comissão Nacional de Folclore

“ Não quero ser uma vice do esquecimento. Serei uma vice de verdade. Darei todo apoio presidente eleita Lourdinha - a qual tenho um respeito muito grande. Quero juntar minha experiência com a juventude que está junto lutando pelo Folclore Brasileiro”
Aglaé Fontes, eleita a vice-presidência da Comissão Nacional

“O desejo dos mais novos, sobretudo neste momento é honrar o trabalho dos mais antigos agregando valor ao que já foi feito. Criar novas alternativas diante das demandas tanto dos mestres quanto do despertar e reconhecimento dos poderes públicos para a riqueza da cultura tradicional na construção da identidade brasileira. E não queremos ser porta vozes desses mestres e sim caminhar junto com eles ”
Simone Castro (CE) – eleita a Secretária da Comissão Nacional

Resultado:

Presidente: Maria de Lourdes Macena Filha

Vice- Presidente: Aglaé D’Avila Fontes

Segundo Vice-Presidente Affonso Furtado da Silva

Secretaria: Simone Oliveira Castro

Vice-Secretário: Sergio Figueiredo Ferretti

Tesoureiro: Raimundo Oswald Cavalcante Barroso

Vice-Tesoureiro: Francisca Raimunda Nogueira Mendes.

Uma prova de respeito à diversidade

Um momento de Paz e União. O Revelar, presente nas tradições religiosas espirituais e a Cultura de Paz, que sempre permeou as diretrizes do XII Revelando São Paulo, marca a XIII Caminhada pela Paz. Um encontro Transreligioso - que reuniu além dos 20 segmentos de expressões religiosas, diversos grupos de manifestações culturais – que celebraram um momento de integração, respeito e fé.A imagem de São Jorge chega rodeado de flores coloridas no carro da defesa civil de Osasco para integrar a cerimônia juntamente com a Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Aparecida, trazida da Basílica conduzida em cima de uma charola enfeitada com flores laranjas, puxada por quatro bois. Ambos abençoam este momento.A congada de Sta Efigênia homenageia o encontro com a marcha a São Benedito e a Nossa Senhora do Rosário, que encantou com cores verdes e brancas.Um grande círculo se forma, os fiéis dão as mãos e falam da importância do respeito e da diversidade. O Padre de Santa Efigênia trouxe a saudação de paz do Bispo Católico D. Tarcísio. O Xeique Armando Hussen – da Mesquita Brasil realizou uma oração de Alá e pediu paz a todos. O Monge Zen budista Josshin pediu um minuto de inspiração e respiração. E de mãos dadas, todos fecharam os olhos e acompanharam a meditação em silêncio.Em homenagem aos cem anos da Umbanda, o Pai Milton Aguirre deu início ao hino da tradição. Dezenas de devotos responderam o coro de fé. Todos os representantes das tradições religiosas espirituais enviaram uma mensagem de paz. Os Filhos do Cacique completaram este encontro com o afoxé. Todos os tambores tocam pela paz. A bandeira da Paz é suspensa e os presentes celebram em caminhada até o Parque da Água Branca.
A Imagem Peregrina chegou ao parque e conduzida pelo Padre Alberto foi homenageada com pétalas de flores através das mãos da Mãe Liliana – representante de Umbanda. Todos celebraram o compromisso com a paz e com a continuidade das ações que envolvem o respeito pela diversidade. Cinco bandeiras são hasteadas: São Benedito, Sto Antônio, São João Menino, Divino Espírito Santo e a bandeira da Paz, seguindo a tradição, substituída todo ano.As religiões que celebraram este encontro foram os representantes da Umbanda e do Candomblé; Budistas; Hinduístas; Islamismo ou Mulçumanos; Cristãos – católicos e evangélicos; Espíritas; Espiritualistas; Xamânicos e representantes da Cultura Cigana.
Estavam presentes: Autoridades, representantes da Comissão Nacional e Paulista de Folclore e diversos Folcloristas de todo o Brasil.

“Não importa a forma de cultuar o divino , o importante é respeitá-lo e nos respeitarmos”
Mam'eto Kayandewa – representante do Candomblé

“Este encontro é a realização de um sonho. Todas as pessoas unidas pelo laço de amor, independente da tradição religiosa de cada um. E este sonho precisa ser vivido sempre para que se torne uma realidade cotidiana”
Sidnei Carvalho – Espirita Kardecista e Representante da UNI - LUZ.

“Um momento importante de união não só entre as religiões como também de raças e culturas.”
Nani Afonso é a terceira geração da Congada de Sta Efigênia (Mogi das Cruzes)

“Acho de fundamental importância trazer para o espaço público onde todos os movimentos religiosos propagam suas expressões com o lema único de propagar a paz.”
Mãe Liliana de Oxum - representante da Umbanda e membro da URI no Brasil.

“ A união de tradições, manifestações, expressões distintas que unidos compõe um colorido incrível. Um momento que deixemos ser tocados. Uma oportunidade maravilhosa de um contraste fantástico. A cidade do concreto também é da cultura colorida"
Augusto Curi – Folclorista do Paraná

“Nós vivemos em um país da pluralidade e de várias etnias. Estes encontros é uma oportunidade de intercâmbio de tradição. Sistema de vida digno e pacífico. Todos somos filhos do criador”
Xeique Armando Hussen – da Mesquita Brasil

“São Paulo se resume na complexidade. Este é um grande encontro da cultura Paulista e Nacional”
Lula Gonzaga – Artista Plástico e Membro da Comissão Pernambucana de Folclore

Como começou...

A Celebração Transreligiosa e a Caminhada pela Paz começou a partir de uma reunião, realizada em outubro de 1999, para organizar o encontro Inter-Religioso da Inici- ativa das Religiões Unidas (URI), cujo o nome era "72 horas pela Paz". Neste encontro, o Diretor Artístico da Abaçaí Cultura e Arte, Toninho Macedo participou e acolheu, no ano de 2000, a Cerimônia Transreligiosa e a Camin- hada pela Paz no programa Revelando São Paulo. Desde então, mais grupos se integram e cooperam pela cultura de paz, justiça e transformação.

“No início cada um queria um espaço e a cooperação não era tão profunda. A cada ano a integração foi se tornando mais evidente e a confiança cresceu”, afirma o Reverendo Elias - Conselheiro da URI e parceiro na organização do encontro.

Desconstruindo e reconstruindo a noção de símbolo

Símbolos Cívicos do RS: uma herança farroupilha tem seu pré lançamento no VI Seminário de Ações Integradas. O Novo Livro de Ivo Benfatto traz 137 páginas de consistência e argumento no que se refere a construção dos símbolos e suas mensagens. Foram 10 anos de pesquisa e esta literatura é a primeira do gênero, marcando a importância do símbolo tradicionalista gaúcho e brasileiro através de novos conceitos sobre suas construções simbólicas.
O autor traz um embasamento importante na desconstrução do significado simbólico das cores e dos elementos da bandeira brasileira. “As explicações históricas ensinadas ainda hoje sobre a bandeira do Brasil não cabem”. E vai mais a fundo, provando que a vontade de separação do Rio Grande do Sul e do Brasil foi somente a nível de governo, não a nível de povo, através de uma análise sobre as duas bandeiras e suas mensagens. Segundo Ivo, ele procurou uma linguagem simples, clara e sucinta para todos terem acesso. “A proposta é socializar a idéia para possibilitar o entendimento de todos”, afirma o autor.
Ivo Benfatto, é natural de Porto Alegre. Mestre em Artes Militares, Presidente da Comissão de Folclore do Rio Grande do Sul e Conselheiro de Cultura.

Trabalho para o MINC - Apresentação do PNC em SP


São Paulo contribuiu em pelo menos 30% nas modificações doCaderno de Diretrizes do Plano Nacional de Cultura


São Paulo sediou ontem (19), o 13° encontro do Plano Nacional de Cultura (PNC) do Ministério da Cultura, que possibilita a interferência pública no novo caderno deDiretrizes do PNC. Os presentes puderam sugerir e contribuir nas diretrizes atuais que serão levadas para discussão em Brasília. O encontro começou às 9h com uma mesa, onde estavam representantes da Secretária da Diversidade e Identidade do Ministério da Cultura, entre eles, o Secretário Sérgio Mamberti, o Gerente Américo Córdula, os Coordenadores Gustavo Vidigal e Maurício Dantas, a Conselheira Paula Símon, além de 5 equipes técnicas do MINC. O Secretário Sergio Mamberti exclamou: “Este é um momento de renovação do Brasil se reconhecer como Brasil. Transformar tudo em políticas que tenha perenidade com a construção através da sociedade”. Segundo o gerente Américo Córdula, discutir o Plano Nacional de Cultura durante o VI Seminário de Ações Integradas e no mesmo período do XII Revelando São Paulo, possibilitou o diálogo com vários estados e a discussão com o norte das Culturas Populares. Américo Córdula também falou das principais preocupações do grupo sobre a diretriz que ele coordenou , no caso, o eixo 1: O fortalecimento da ação do Estado no planejamento e execução das políticas culturais. “Em todos os encontros foi possível perceber necessidades semelhantes entre vários segmentos e foi muito importante ver as Culturas Tradicionais também antenada. Na discussão do meu eixo apareceu muita preocupação sobre a legislação e os fundos”. Maurício Dantas , o novo coordenador do PNC foi quem apresentou, no Auditório Simon Bolivar, as atuais diretrizes do caderno e seguiu para ministrar a oficina do eixo 4, onde discutiu a: Ampliação da participação da cultura no desenvolvimentosocioeconômico sustentável. O eixo 2 foi coordenado por Gisele Dupin que pontuou sua observação sobre o grupo presente. “ O trabalho foi muito sério. Os presentes neste encontro não debateram por debater. Eles estavam inteirados e muito participativos”.“Estou sentindo nas pessoas a vontade e o interesse em participar. Agora cabe aoGoverno aproveitar e dar prosseguimento nesse processo. Sobre as contribuições que foram dadas, achei bastante contundentes num sentido de deixar o texto mais claro, mais explícito”, afirmou Daniel Castro que acompanhou o eixo 5 - Consolidar os sistemas de participação social na gestão das políticas culturais. “Universalizar o acesso dos brasileiros à fruição e produção cultural” foi a diretriz do eixo 3 e teve coordenação da Natália Caetano. Segundo os ministrantes houve uma contribuição muito significativa: cerca de 30% de alterações, e a construção de 3 ou 4 novas diretrizes em cada eixo. Em dezembro, o Ministério da Cultura volta a São Paulo para um novo encontro, onde irá discutir, de forma mais geral, o Plano Nacional de Cultura e as modificações resultantes nos próximos 12 encontros, que acontecerão até o fim do ano por todo o Brasil.
Mais informações: www.minc.gov.br

Release - Dia 14 – domingo - Trabalho para SEC

Encontro Transreligioso reuniu mais de 20 tradições religiosas espirituais em Caminhada pela Paz

A Caminhada pela Paz marcou o domingo (14) com a Cerimônia de Transreligiosa durante o XII Revelando São Paulo – Festival de Cultura Tradicional Paulista. Quarenta grupos de tradições religiosas espirituais e culturais, e centenas de pessoas se concentraram às 9h, na Esplanada do Memorial da América Latina e seguiram para o Parque da Água Branca. A Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Aparecida chegou por volta das 11h, trazida da Basílica de Aparecida pelo padre Alberto.Um grande círculo de fiéis, de diversas expressões religiosas, deram as mãos e confluíram a importância do respeito à diversidade entre os homens. As 13h, os participantes seguiram juntos com a Imagem Peregrina Nossa Senhora para o Parque Água Branca.Em todo o percurso da Caminhada pela Paz a Imagem Peregrina foi conduzida em cima de uma charola enfeitada com flores e puxada por quatro bois. O percurso durou cerca de uma hora e foi recebida por 300 violeiros. Antes de subir ao palco a imagem Peregrina foi homenageada com pétalas de flores através das mãos da Mãe Liliana - representante do Umbanda e pelos diversos representantes reunidos.Acompanharam a cerimônia autoridades do Estado de São Paulo, representantes da Comissão Nacional e Paulista de Folclore e diversos Folcloristas de todo o Brasil. Entre as religiões que participaram da Caminhada estavam: os representantes da Umbanda - que este ano comemora o seu centenário -, do Candomblé; Budistas; Hinduístas; Islamismo ou Mulçumanos; Cristãos – católicos e evangélicos; Espíritas; Espiritualistas; Xamânicos e representantes da Cultura Cigana.A Imagem Peregrina permanece na Capela, montada no Pergolado do Parque, e fica exposta a visitação do publico até o fim do evento – dia 21 – onde voltará a Basílica do município de Aparecida.

Release 20/09 - Revelando SP - Texto para a Secretaria de Cultura do Governo


Integração de duas tradições

Penúltimo dia (20) do XII Revelando São Paulo e as ruas de São Paulo ganham cortejo de centenas de Bonecões e Cabeções, que se encontram no Parque da Agua Branca com a X Reiada – encontro de quarenta Folias de Reis.Durante toda a manhã de hoje aconteceu o VI Cortejo dos Bonecões, Cabeções ePereirões que saíram do Memorial da América Latina colorindo as ruas com cores eritmos das tradicionais marchas de carnavais do interior de são Paulo.Pessoas de todo o Brasil marcaram presença no evento para conhecer as raízes paulistas desvendadas no XII Revelando São Paulo – o maior evento de cultura tradicional paulista. Cerca de 11 municípios mostraram sua identidade cultural.Entre os municípios presentes, os tradicionais e seculares Pereirões e a banda de marcha de Atibaia e Iguape; A cultura Piraquara, representado por São José dos Campos; Os Bonecões da Barra, do Município de Salto; Colina, Torrinha, Tatuí, Santana de Parnaíba, Angatuba e Monteiro Lobato completaram, com muita animação, a celebração da cultura viva.De tarde as crianças foram contempladas com a Festa Tradicional de Cosme e Damião. Foram distribuídos doces, balas, bolos e salgados. Depois das 19h, o XII Revelando São Paulo esquentou a arena do Parque da Água Branca com a Noite dos Tambores, levando centenas de pessoas a dançar ao som do Batuque do Jongo e da Umbigada.Apesar dos chuviscos, durante todo o dia os pavilhões de culinária e artesanatoficaram lotados.

RIQUEZA CULTURAL É APRESENTADA EM NOITE CIGANA


“Santa Sara Kali foi jogada ao mar e fez uma única promessa, que se chegasse em terra firme com vida, em sinal de gratidão, usaria um lenço em respeito ao povo que lhe acolhesse. E estes povos foram os ciganos”

O Revelando São Paulo mostra e desvenda a riqueza cultural cigana para o Estado e para o mundo. Uma noite encantada e especial é marcada com o Cortejo de Santa Sara, que desce do alto do parque da Água Branca, com mais de trezentos ciganos reunidos. Colorido, brilho e estampas fizeram da I Noite Cigana uma festa de alegria e integração. Quatro gerações de famílias, de distintos clãs de São Paulo, traziam diversas características dos ciganos de todo o mundo. Tradição, resistência e fé. Em cima do carro de boi estavam quatro crianças (CHAVORES) e a figura feminina mais respeitada do clã, a cigana Esmeralda Bibi. A Santa Sara é levada, seguindo a tradição, através das mãos de uma criança. Em torno do carro de boi, quatro guardiões representando os pontos cardeais – Norte, Sul, Leste e Oeste - e os elementos – Água, Terra, Fogo e Ar protegem a Santa. Todos acompanham o cortejo e caminham em direção a arena para dar início ao Ritual do Fogo. A cigana Lyanka, da clã LOVARI, inicia o ritual de limpeza espiritual, acompanhada pela oração em Romanês, feita pelo cigano PURO ROM - o mais velho e respeitado do clã MATCHUAIA, Horácio Nicolich - contemplando a paz, saúde e prosperidade. A fogueira se acende e o cigano Yago inicia, também no dialeto Romanês, a oração de Santa Sara. Todas as pessoas celebraram este momento de fé. O ritual finaliza, e Santa Sara é levada para o seu altar preparado na arena. Um momento inédito e espontâneo encanta a todos: a reunião de diversas ciganas dançando em agradecimento a Santa Sara Kali ao redor da fogueira. As apresentações têm início no palco. O grupo MANIJI apresentou a dança cigana característica da Índia, marcadas por bastões de madeira (KALI), espadas e punhal. A Hungria é exposta através da dança dos grupos JOHAN e do ESPÍRITO GUITANO. A dança cigana espanhola foi apresentada através do grupo LUZ AMETRINO e encantaram o público com as danças flamencas ciganas e com diversos lenços coloridos. A região Oriental também esteve presente na apresentação da Surya Moura. Um grupo de crianças ciganas apresentou a Rumba Flamenca e fecharam com chave de ouro as apresentações de dança. Nesse momento, uma homenagem é feita. O cigano Yago presenteia Toninho Macedo – diretor Artístico do evento - com a figura da Santa Sara Kali. A festa finaliza em ritmos ciganos com a banda GUARDIÕES DA NOITE DO ORIENTE. Todos os ciganos seguem para comemorar esta grande celebração com um jantar oferecido pelo evento que teve como cardápio o tradicional “Canjão”. OS GRUPOS QUE SE APRESENTARAM FORAM: JOHAN (CAPITAL), ROMANYI DJI (SANTO ANDRÉ), MANIJI (SANTO ANDRÉ), LUZ AMETRINO(CAPITAL), SURYA MOURA ( SÃO BERNARDO), ESPIRITO GITANO (CAPITAL), CONCHITAS, (CAPITAL), LUNA GITANA (PIRITUBA), ROMANYI CHAVORE (SANTO ANDRÉ), GRUPO CIGANO DA TERCEIRA IDADE (CRUZEIRO).

GERALMENTE O CIGANO NÃO TEM IDENTIDADE, CPF E CONTA EM BANCO. TODA A RIQUEZA É CARREGADA NO CORPO, POR ISSO INVESTEM EM OURO E MUITOS DELES APLICAM NO DENTE.


MUDANÇAS

ANTES:
OS CIGANOS ERAM ENTERRADOS COM TODA OS SEUS PERTENCES, INCLUSIVE COM A RIQUEZA QUE TINHAM CONSEGUIDO DURANTE SUA VIDA.

HOJE: A RIQUEZA É REPASSADA PARA OS FILHOS.

CULINÁRIA SARMÁ (mistura de arroz, lentilha, carne de porco e tempero cigano).
SARMALI (troixinha de folha de repolho com recheio de carne bovina e tempero cigano).

O ARTESANATO CIGANO TRAZ MUITO METAL E TACHOS DE COBRE.

TRABALHO DA MULHER - COZINHAR, LER CARTA E MÃO.

TRABALHO DO HOMEMCOMÉRCIO, ARTESANATO, MÚSICA E DANÇA.CURIOSIDADES

NA CULINÁRIAOS HOMENS SÓ PREPARAM O PORCO E O CARNEIRO.

EXISTEM CIGANOS EM VÁRIAS RELIGIÕES DIFERENTES.

O LEMA ÚNICO DO CIGANO É A CONFIANÇA.

O ESPÍRITO CIGANO NASCEU DA LIBERDADE E ESTA PALAVRA MARCA A CULTURA
CIGANA. INDEPENDENTE DOS TEMPOS ATUAIS, ONDE MUITOS JÁ TEM MORADIA FIXA, ESTE ESPÍRITO DE LIBERDADE É PRESENTE EM TODOS.

CURIOSIDADES:

MUITOS CIGANOS QUE NÃO QUEREM PERDER O COSTUME TRADICIONAL, MESMO TENDO UMA CASA, MONTAM UMA TENDA NO QUINTAL PARA DORMIR.

Na cultura cigana, a tradição só permite apenas que mulheres virgens, crianças ou senhoras carreguem a Santa Sara.


O Romanês é o dialeto mundial dos ciganos ROMS – do leste europeu – e permite que ciganos de todos os lugares se entendam. Este dialeto é ensinado de pai para filho e sua base é a fala, não a escrita. Quando transcrito, escreve como se fala.


Em algumas regiões, o dialeto é mais específico, refere-se ao dialeto usado pelos ciganos KALONS, que se dialogam através do KALÉ. Esta diferenciação se mantém e permite que os outros clãs não os entendam, além de não possibilitar as misturas dos clãs.

O altar da Santa é composto por todos os seus elementos: girassol, trigo, maça, punhais, vinho, água e sal, MANRÔ (pão cigano).


NA LÍNGUA CIGANA – DEUS PRONUNCIA DEULA


IGREJA CATÓLICA – NO SUL DA FRANÇA SAINT MARIE DE LA MER – EXISTE UMA GRUTA COM O ALTAR DA SANTA SARA. ONDE NO DIA 24 DE MAIO, CIGANOS DO MUNDO INTEIRO SE REUNI PARA COMEMORAR O DIA DE SANTA SARA.


LEMA DOS CIGANOS:

“O CÉU É NOSSO TETO, O CHÃO É NOSSA PÁTRIA”


BANDEIRA

NA PARTE SUPERIOR - (COR AZUL) REPRESENTA O TETO PARA O CIGANO.

NA PARTE CENTRAL - O SÍMBOLO REPRESENTA A RODA VURDOM (CARROÇA DOS CIGANOS) COM O QUAL PERCORRERAM O MUNDO.

NA PARTE INFERIOR – (COR VERDE) REPRESENTA O CHÃO PARA O CIGANO.


A RELAÇÃO DE UM CIGANO HOMEM COM UMA NÃO CIGANA (GADJI) É PERMITIDO. A MULHER QUANDO SE RELACIONA COM UM NÃO CIGANO – TEM QUE FUGIR DO CLÃ.
ENTRE 12 OU 13 ANOS A MULHER SE CASA. O CASAMENTO É ACERTADO ENTRE AS FAMÍLIAS ANTES DO NASCIMENTO. O CASAMENTO IDEAL É COM A FAMÍLIA MAIS TRADICIONAL E COM MAIS DOTES DO CLÃ.

DESMISTIFICAÇÃO:

TEM ALGUNS GRUPOS (KALONS) QUE MANTÊM A TRADIÇÃO DE LÊ CARTAS E MÃO NAS RUAS, ISTO POSSIBILITA A INTEGRAÇÃO DE NOVAS PESSOAS QUE COMEÇAM PRATICAR ESTE TRABALHO PARA CONSEGUIR DINHEIRO, APLICAM GOLPE E SE DIZEM CIGANOS. MAS NÃO SÃO. ISTO CONTRIBUI PARA A MÁ FORMAÇÃO E COMPREENSÃO DA CULTURA CIGANA.

OFICINA DO PLANO NACIONAL DE CULTURA – CULTURAS POPULARES

São Paulo sedia discussão sobre as diretrizes de planejamento de longo prazo para as políticas culturais.

O Ministério da Cultura, a Comissão Nacional de Folclore e a Comissão Paulista de Folclore promovem no dia 18 de setembro, em São Paulo, a Oficina do Plano Nacional de Cultura – Culturas Populares. O evento, organizado em parceria com a Abaçaí Cultura e Arte e a Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, integra a programação do VI Seminário de Ações Integradas em Folclore e deve reunir representantes do segmento, do poder público, da iniciativa privada e outros interessados, para avaliação e elaboração de propostas de diretrizes para o texto que subsidiará a votação do Projeto de Lei do Plano no Congresso Nacional.Trata-se da primeira discussão com foco setorial que se realiza desde a abertura, em junho, do ciclo de consultas para aprimoramento das propostas do caderno de diretrizes gerais para o Plano, que foram revisadas e aprovadas no primeiro semestre pelo Conselho Nacional de Política Cultural.A etapa atual de diálogo entre Estado e sociedade engloba um fórum virtual (www.cultura.gov.br/pnc) e os Seminários Estaduais do PNC, que deverão percorrer todo o País até o final do ano. Até o momento, foram recolhidas contribuições de aproximadamente 2 mil participantes de 11 estados – Minas Gerais, Ceará, Maranhão, Piauí, Paraná, Rio Grande do Norte, Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco e Amapá. Os relatórios das propostas podem ser consultados no site do Plano. O Seminário de São Paulo, que terá a participação de todos os setores culturais, ocorrerá até dezembro, em data a ser confirmada.
PROGRAMAÇÃO:
A Oficina do Plano Nacional de Cultura – Culturas Populares contará com até 50 participantes em cada um dos cinco grupos de trabalho dedicados a uma das estratégias gerais do caderno de diretrizes para o PNC.
18/9 - QUINTA-FEIRA
LOCAL: Fundação Memorial da América Latina
Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664, CEP 01156-001, Barra Funda, São Paulo, SP
Telefone: 11 3823.4600. www.memorial.sp.gov.brCredenciamento: das 8 às 9 horas
Mesa de Abertura Plenária: das 9 às 10 horas
Presenças confirmadas:- Secretário da Identidade e Diversidade Cultural do MinC, Sérgio Mamberti;- Coordenador do Plano Nacional de Cultura, Gustavo Vidigal;- Integrante da equipe do Plano, Mauricio Dantas;- Secretário de Estado da Cultura de São Paulo, João Sayad;- Conselheira e Presidente da Comissão Nacional de Cultura, Paula Simon;- Presidente da ONG Abaçaí Cultura e Arte, Toninho Macedo.
Grupos de Trabalho: das 10 horas às 12h30 e das 14 às 18 horas.
Sala 1: Fortalecer a ação do Estado no planejamento e execução das políticas culturais
Sala 2: Incentivar, proteger e valorizar a diversidade artística e cultural brasileira
Sala 3: Universalizar o acesso à fruição e produção cultural
Sala 4: Ampliar a participação da cultura no desenvolvimento sustentável
Sala 5 : Consolidar a participação social na gestão das políticas culturais
As inscrições devem ser feitas pelo e-mail cultura.sp@minc.gov.br (Representação Regional do Ministério da Cultura em São Paulo). Os interessados devem informar nome completo, telefone e e-mail de contato, município de residência e as instituições a que esteja eventualmente vinculado. Devem também escolher em qual grupo de trabalho querem participar.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

O Folclore em foco


VI Seminário de Ações Integradas em Folclore discute e estabelece políticas públicas para preservação da cultura brasileira.



No período de 14 a 18 de setembro acontecerá o VI Seminário de Ações Integradas em Folclore que irá discutir e estabelecer políticas públicas fundamentais para a valorização e preservação do patrimônio material e imaterial da cultura brasileira. Na programação, além das palestras, o Seminário, oferecerá o Curso de Atualização em Cultura Folclórica com duração de três dias. Durante toda a programação também teremos apresentações de diversas manifestações folclóricas do Estado de São Paulo. No último dia (18), o caderno de diretrizes do Plano Nacional de Cultura – PNC - será discutido pela primeira vez na capital paulista, com foco nas culturas populares no Memorial da América Latina.

O Seminário é uma iniciativa da Comissão Nacional de Folclore e Comissão Paulista de Folclore, com apoio do Ministério da Cultura, da Secretaria de Estado da Cultura e produzido pelo Abaçaí Cultura e Arte. O Memorial da América Latina e o Parque da Água Branca, receberão durante toda a programação, dirigentes e membros das Comissões Estaduais de Folclore, entre eles, os cem maiores pesquisadores e folcloristas do Brasil.

A programação contará com diversas atividades e o objetivo é definir e estabelecer ações integradas entre as Comissões Estaduais; formular projetos específicos destinados à valorização da cultura popular em relação à identidade e diversidade cultural no contexto histórico brasileiro; debater programas de aproveitamento do folclore nas instituições de ensino e discutir a importância dos meios de comunicação para divulgação do Folclore.

Entre as políticas e as leis, será discutida a Lei n° 11.645/08, de 10/03/2008, que torna obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena, nos estabelecimentos de ensino médio e fundamental em todo o Brasil. Dia 18 de setembro - último dia do seminário -
o Ministério da Cultura, a Comissão Nacional de Folclore e a Comissão Paulista de Folclore promovem a Oficina do Plano Nacional de Cultura – Culturas Populares para avaliação e elaboração de propostas de diretrizes para o texto que subsidiará a votação do Projeto de Lei do Plano no Congresso Nacional.

O programa oferecerá também o Curso de Atualização em Cultura Folclórica com 18 atividades durante os três dias que será realizado (15 a 17 de setembro). Além das apresentações de grupos folclóricos e tradicionais do Estado de São Paulo, tais como: Batuque, Samba-lenço, Congada, Jongo, Folias de Reis.

O SEMINÁRIO EMITE CERTIFICADO PARA OS PARTICIPANTES.

PÚBLICO ALVO: PROFESSORES, ESTUDANTES, PESQUISADORES, INTERESSADOS EM GERAL.


VI Seminário de Ações Integradas em Folclore oferece curso durante o evento

A Comissão Estadual de Folclore ministrará durante três dias o Curso de Atualização em Cultura Folclórica.


O VI Seminário de Ações Integradas em Folclore acontecerá pela primeira vez em São Paulo, de 14 a 18 de setembro. Durante toda a programação acontecerão encontros, palestras e atividades. Nos dias 15, 16 e 17 de setembro, o Seminário oferecerá o Curso de Atualização em Cultura Folclórica composto por seis diferentes atividades diárias e ministrado por membros da Comissão Nacional e Estadual de Folclore. Além das palestras que fazem parte da programação e do curso, estarão presentes no evento, os cem maiores pesquisadores e folcloristas do Brasil. Durante a programação serão apresentadas diversas manifestações folclóricas de todo território nacional.

O horário do curso será das 09h ás 18h durante os três dias e tem como objetivo valorizar e preservar o patrimônio material e imaterial da cultura brasileira. Esta iniciativa é de esforço conjunto entre a Comissão Nacional de Folclore em parceria com Comissão Paulista de Folclore e produzido pela Organização Social de Cultura: Abaçaí Cultura e Arte.

Entre os estados presentes, estão a Amazônia, Amapá, Maranhão, Bahia, Rio de Janeiro e outros. O Curso de Atualização em Cultura Folclórica abordará as mais diversas manifestações folclóricas de todo o território nacional. O primeiro tema abordado na programação serão os jongos e os caxambus do Rio de Janeiro, às 9h. A programação segue com a tradição musical afro-brasileira; os Açores e o Maranhão; Literatura de Cordel na atualidade e Conto Popular.

No segundo dia, a manhã será marcada por temas que abordam as influências e as manifestações do Negro Brasileiro, entre eles, a África nas projeções da dança e a presença do Negro nos folguedos Sergipanos. À tarde, a programação segue com flautas e maracás do Mato Grosso; folguedos e danças do Piauí e com a pesquisa de: Câmara Cascudo e Mário de Andrade.

O terceiro e último dia, finaliza com Tambores do Maranhão; culinária popular do centro-oeste; folclore gaúcho e o tradicionalismo gaúcho; fatos folclóricos do Amapá; folguedos e danças da Amazônia. Para os interessados, as inscrições podem ser feitas neste site, no link: INSCRIÇÕES e a taxa única, no valor de 30 reais, válida para os três dias – correspondentes aos 18 módulos que compõe a programação do curso.

SERÁ OFERECIDO CERTIFICADO PARA OS PARTICIPANTES.


PÚBLICO ALVO: PROFESSORES, ESTUDANTES, PESQUISADORES E INTERESSADOS EM GERAL.

Carla Maciel

O Folclore em foco


VI Seminário de Ações Integradas em Folclore discute e estabelece políticas públicas para preservação da cultura brasileira.



No período de 14 a 18 de setembro acontecerá o VI Seminário de Ações Integradas em Folclore que irá discutir e estabelecer políticas públicas fundamentais para a valorização e preservação do patrimônio material e imaterial da cultura brasileira. Na programação, além das palestras, o Seminário, oferecerá o Curso de Atualização em Cultura Folclórica com duração de três dias. Durante toda a programação também teremos apresentações de diversas manifestações folclóricas do Estado de São Paulo. Esta iniciativa da Comissão Nacional de Folclore e Comissão Paulista de Folclore, com apoio do Ministério da Cultura, da Secretaria de Estado da Cultura e produzido pelo Abaçaí Cultura e Arte. O VI Seminário reunirá no Memorial da América Latina e no Parque da Água Branca, os dirigentes e membros das Comissões Estaduais de Folclore, entre eles, os cem maiores pesquisadores e folcloristas do Brasil.

A programação contará com diversas atividades e o objetivo é definir e estabelecer ações integradas entre as Comissões Estaduais; formular projetos específicos destinados à valorização da cultura popular em relação à identidade e diversidade cultural no contexto histórico brasileiro; debater programas de aproveitamento do folclore nas instituições de ensino e discutir a importância dos meios de comunicação para divulgação do Folclore.

Entre as políticas e as leis, será discutida a Lei n° 11.645/08, de 10/03/2008, que torna obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena, nos estabelecimentos de ensino médio e fundamental em todo o Brasil e o “Plano Nacional de Cultura”, em parceria com a Secretaria de Identidade e Diversidade do Ministério da Cultura.

O programa oferecerá também o Curso de Atualização em Cultura Folclórica com 18 atividades durante os três dias que será realizado (15 a 17 de setembro). Além das apresentações de grupos folclóricos e tradicionais do Estado de São Paulo, tais como: Batuque, Samba-lenço, Congada, Jongo, Folias de Reis.

O SEMINÁRIO EMITE CERTIFICADO PARA OS PARTICIPANTES.

PÚBLICO ALVO: PROFESSORES, ESTUDANTES, PESQUISADORES, INTERESSADOS EM GERAL.


Carla Maciel


Desvendando as raízes culturais paulistas



Revelando São Paulo reunirá mais de 200 municípios do Estado representados por 600 artesões e culinaristas e mais de 350 grupos de manifestações artísticas do interior paulista.

A 12° edição do Revelando São Paulo acontece no período de 12 a 21 de setembro e revela, através de uma vitrine viva e encantadora, as mais diversas manifestações culturais oriundas de 200 municípios do Estado. Produzido pela Abaçaí Cultura e Arte – Organização Social de Cultura e realizado pela Secretaria de Estado da Cultura, a programação conta com uma vasta gastronomia, com os mais variados artesanatos e apresentações artísticas peculiares da cultura paulista. Entre elas, a caipira, caiçara, piraquara, além das culturas dos imigrantes – que revelam traços marcantes na cultura do Estado. Este ano, uma das novidades é a Noite Cigana, que desvendará todas as manifestações desta cultura. Com mais de 30 eventos, o programa oferece ao público a oportunidade de apreciar muitas manifestações raras como: as Folias de Reis, Cavalgadas, Cortejos de Bonecões, Violas e Violeiros. O evento é gratuito e acontece das 09h ás 22h no Parque da Água Branca, na Capital.

Música, dança, culinária e artesanato se encontram e celebram o maior evento da cultura paulista e de suas raízes. O espaço oferece 80 estandes de culinária, 155 de artesanato e 400 grupos de manifestações características. Entre as apresentações, estão as Cavalgadas, Cavalhadas, Tropas de Mulas e Carros de Bois. Mais de 200 animais, entre cavalos, touros, búfalos e tropas de mulas. No Festival da Amizade apresentaremos a cultura imigrante presente no Estado. A comemoração da colheita fica por conta de 5 grupos de Trança Fitas. Em homenagem as raízes Negro Brasileiro, teremos a Noite dos Tambores, com apresentações de 10 grupos entre Batuque de Umbigada, Sambalenço, Maracatu e Afoxé. O Festival contempla também as violas representadas por 18 orquestras de violas, 50 duplas de violeiros e sanfoneiros, 14 grupos de catira, 10 grupos de Fandangos, 40 Folias de Reis, entre outros.

O Revelando São Paulo reafirma, em todas as suas edições, os compromissos com a construção da cultura de Paz e o respeito à diversidade. A imagem de Nossa Senhora Aparecida, trazida da Basílica de Aparecida - tradicionalmente reverenciada no Parque da Água Branca - chegará no Memorial da América Latina no dia 14 de setembro e segue em cortejo para a abertura oficial no Parque da Água Branca.

O evento é gratuito e ficará aberto todos os dias das 9h às 22h. Mais Informações pelo site www. cultura.sp.gov.br ou www.brazilsite.com.br

Carla Maciel


Serviço

Revelando São Paulo – XII Festival da Cultura Paulista Tradicional
De: 12 a 21 de Setembro – 9h às 21h
Local: Parque da Água Branca - Av. Francisco Matarazzo, 455 – Água Branca - São Paulo
Assessoria de Imprensa (no Parque)
Tel: (11) 3803 – 8943
(11) 3672 – 2166
Diego Dionísio: 11 - 9205-6602
Carla Maciel: 11 - 8982-9032 – 7108-5416

imprensa@abacai.com.br / www.brazilsite.com.br

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PROGRAMAÇÃO DO REVELANDO

12/09 - Sexta-feira

12h00
Mesa Paulista - Coletiva de Imprensa

18h00
Noite Cigana


13/09 - Sábado

09h00
- Banda Marcial Municipal de Cesário Lange (Cesário Lange) - Arena

Encontro de Orquestras de Viola

- Grupo de Viola Caipira Alma Sertaneja (Angatuba)
- Clube da Viola de Bauru (Bauru)
- Orquestra de Violeiros Estrela de Ouro de Caraguatatuba (Caraguatuba)
- Orquestra de Viola Caipira de Cesário Lange (Cesário Lange)
- Orquestra de Violeiros de Mauá (Mauá)
- Orquestra Piracicabana de Viola Caipira (Piracicaba)
- Grupo Morena da Fronteira de Viola Caipira (Socorro)
- Orquestra de Violeiros de Três Lagoas (Três Lagoas)
- Orquestra de Viola Caipira de Votorantim (Votorantim)


13h00

Festival da Amizade
- Oficina Grupo Cheiro de Mate - Tradições Gaúchas (Capão Bonito)
- Associação Cultural Anástases (Olímpia)
- Ra'ísa - Ciganos (São Paulo) - - Oficina Cultural de Barueri - Dança Russa
(Barueri)
- Grupo Nuriah - Árabe (Bauru)- Grupo Folclórico Casa dos Açores de São Paulo (São Paulo)
- Grupo Magia da Dança - Itália (São Paulo)
- Guaricana Tazgruppe - Alemanha (Pariquera-Açu)
- Lustige Kinder - Alemanha (Pariquera-Açú)
- Grupo Strahlende Jugend - Alemanha (Pariquera-Açu)- Rancho Folclórico Típico
Madeirense do Morro São Bento - Portugal (Santos)
- Grupo Folclórico Kantuta Bolívia (São Paulo)
- Associação Cultural Grupo Volga de Folclore Russo (São Paulo)
- Fraternidad Tobas Jaguares - Bolívia (São Paulo)- Grupo Morenada Bolívia Central (São Paulo)
- Grupo Lua Gitana - Ciganos (São Paulo)
- Roberto Petronichi - Ciganos (São Paulo)
- Súrya - Ciganos (São Paulo)Grupo Samira Furuno Rimkus - Lituania (São Paulo)
Grupo Folclórico Sociedade Hispano Brasileira Lembrança e Agarimo - Espanha (São Paulo)
Grupo Folclórico Jadran - Croácia (São Paulo)
Hare Krishina Bhaja Mantras Band - Índia (São Paulo)
Grupo de Danças Folclóricas Lituana Rambynas - Lituânia (São Paulo)
Grupo Luana da Melhor Idade - Damça Cigana (São Paulo)


Encerramento: Grupo Piracuara



14/09 - Domingo

09h00
Memorial da América Latina
- Fanfarra Municipal de Guarani D'Oeste (Guarani D'Oeste)
- Fanfarra da Escola Estadual Nascimento Sátiro da Silva (Iporanga), - Fanfarra de Sarapuí (Sarapuí)
- Banda Marcial Municipal Oswaldo Domingos Pereira (Luiz Antônio)
- Banda Marcial Municipal de Mairiporã "Tia Emília"(Mairiporã)

Palco:
- Corporação Musical Municiapal Irineu Santa Catarina (Luiz Antônio)
- Banda Musical Municipal de Peruíbe (Peruíbe)
- Banda União dios Artistas Ferroviários (Rio Claro)
- Orquestra de Violeiros "Reino Encantado" (Guarani D'Oeste)

12h00
Recepção da Imagem Peregrina (ORQUESTRAS DE VIOLA):
- Orquestra Piracuara de Viola Caipira (São José dos Campos)
- Orquestra de Violeiros de Taboão da Serra (Taboão da Serra)
- Orquestra Paulistana de Viola Caipira (São Paulo), Orquestra Sertaneja
Itapirense (Itapira)
- Orquestra de Violeiros de Araras (Araras)
- Orquestra de Viola Matutos da Mantiqueira (JOanópolis)
- Orquestra Ibiraci de Viola Caipira (Ibiraci)


13h00
Festival da Amizade (continuação)
- Grupo Grupo Folclórico Infanto-Juvenil da Casa Ilha da
- Madeira (São Paulo)
- Grupo Chaverim - Israel (São Paulo)
- Grupo Cultural Cabo-Verdiano (Santo André)
- Rancho Folclórico Verde Gaio - Portugal (Santos)
- Grupo Folclórico Vasco da Gama - Portugal (Santos)
- Grupo Folclórico Nostra Itália (São Caetano do Sul)
- Zorbás - Grécia (São Paulo)
- Fraternidad Caporales San Simon SP Brasil - Bolívia (São Paulo)
- Companhia Balalayka de Danças e Folclore da Rússia (São Paulo)
- Grupo Folclórico da Sociedade Hispano Brasileira - Espanha (São Paulo)Samira
- Furuno Rimkus - Lituania (São Paulo)
- Tenodè Porã - Guarani (São Paulo)Prema Hare - Hare Krishiina (Suzano)

19h00
Abertura do VI Seminário de Ações Integradas em Folclore.
Com a presença do Secretário de Identidade e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura - Sérgio Mamberti

Apresentação de Abertura com o Abaçaí Balé Folclórico



15/09 - Segunda-feira

10h00

- Banda Marcial Oswaldo Domingos Pereira (Boituva)
- Banda Municipal Ternura de Tatuí (Tatuí)
- Banda Municipal de Itanhaém (Itanhaém)


15h00
Tarde Seresteira

- Seresteiros do Luar (Angatuba)
- Anízio do Bandulim e seus Convidados (Carapicíba)
- Sanfoneiros Só Alegria de Mairiporã (Mairiporã)
- Grupo de Seresta Grêmio Seresteiro Rio Clarense (Rio Claro)
- Grupo Raízes do Sertão (São Bernardo do Campo)
- Seresteiros com Ternura (Tatuí)

18h00
Encontro das Manifestações Cosmopolitas

- UhBatukerê (São Paulo)
- Grupo Mulungu (Embu das Artes)
- Associação Cultural Filhos de Gandhi (Mauá)
- Grupo Babado de Chita (São Paulo)
- Grupo de Danças Parafolclóricas de Pirassununga (Pirassununga)
- Grupo Samba de Roda de Pirapora do Bom Jesus (Pirapora do Bom Jesus)
- Grupo Ilê Aláfia (São Paulo)
- Grupo Zabandá (São Paulo)
- Batucada Tamarindo (São Paulo)- Grupo Samba de Roda Vozes do Paraguassu (São Paulo)
- Grupo de Música - Associação Eremim (Osasco)




16/09 - Terça-feira

10h00
Encontro de Trança Fitas

- Trança Fitas de Itaóca, Pau de Fitas de Jarinú- Trança Fita Pequenos Talentos
(Natividade da Serra)
- Grupo de Trança Fitas Capela de São Pedro (Vargem Grande Paulista)
- Trança Fita e Pastoril do Grupo "Ô de Casa" (São Paulo)


15h00
- Orquestra Cruzeirense de Viola Caipira (Cruzeiro)
- Orquestra de Violeiros de Osasco (Osasco)
- Orquestra de Violeiros de São José do Rio Pardo

18h00
Encontro das Manifestações Cosmopolistas (continuação)



17/09 - Quarta-feira

09h00
Banda Marcial Municipal de Pereiras (Pereiras)

Encontro de Violeiros e Sanforneiros
- Violeiros João Vieira e Zé Arruda (Angatuba)
- Jan Fagundes & Josué (Caçapava)
- Dupla "Tesouro e Grajeiro" (Cajamar)- Violeiros Tião Morais e Andradense
(Cajamar)
- Violeiros Vitor e Flaviano (Cajamar)
- Duo Cajamar (Cajamar)
- Violeiros Jambo e Chico Viola (Cajamar)- Violeiros Irmãos Costas (Cajamar)
- Violeiros Jambo e Chico Viola (Cajamar)- Violeiros Save (Embú das Artes
- Grupo de Violeiros Dom Divino (Glicério)- Juracina da Silva Oliveira (Glicério)
- Grupo Viola e Paz de Guarulhos
- Zé Augusto e Jonas Paulo (Monteiro Lobato)
- Violeiros Raízes do Sertão (São Bernardo do Campo)
- João Luk e Luciano (Salto)
- Trio Nova Viola (São Paulo)
- Trio Regional (São Paulo)
- Violeiro Alex Leone (São Paulo)
- Grupo Morena das Fonteira de Viola Caipira (Socorro)
- Violeiro Zé Riqueza (São Paulo)
- Safoneiros Irmãos Anacleto (Tatuí)


20h00
Orquestra de Viola de Cabreúva



18/09 - Quinta-feira

10h00
Encontro de Catira

- Grupo Amigos Catireiros de Araras
- Grupo Caçula de Catira (Bauru)
- Grupo de Catira de Cabreúva
- Grupo de Catira "Os Guaranis" (Guarani D'Oste)
- Os Favoritos da Catira (Guaruhos)
- Catira Botas de Ouro (Guarulhos)- Catireiros do Bairro Ribeirão Bonito de Iepê
- Catira Irmãos Scoton e Flor do Mato (Itapira)
- Catira Orgulho Caipira (Lagoinha)
- Catira do Grupo Raízes (Mococa)- Grupo Catira Tangará (MOnteiro Lobato)
- Catira do Grupo Folclórico Sola de Ouro (Patrocínio Paulista)
- Grupo Catira de Piracaia (Piracaia)
- Grupo de Catira de São Francisco Xavier (São José dos Campos)
- Catira de Suzano (Suzano)

13h00
Encontro de São Gonçalo

- Reza de São Gonçalo (Atibaia)
- Devotos de São Gonçalo de Amarante (Bom Jesus dos Perdões)
- São Gonçalo Sandália de Prata (Iguape)
- São Gonçalo Jovens da Juréia (Iguape)
- São Gonçalo de Iporanga (Iporanga)
- São Gonçalo de Itapetininga (Itapetininga)
- São Gonçalo Orgulho Caipira (Lagoinha)
- São Gonçalo Boa Vista (Mairiporã)


Encontro de Fandango
- Grupo de Fandango Batido São Gonçalo (Cananéia) - Fandango de Chilenas (Capela do Alto)
- Fandango Sandália de Prata (Iguape)- Fandango Morro Seco (Iguape)
- Fandango Jovens da Juréia (Iguape)
- Fandango de Tamancos de Itaóca (Itaóca)
- Fandango de Tamancos (Ribeirão Grande)

17h00
Cururu

- Cururu de Angatuba
- Donizete e Cido Garoto (Sorocaba)
- Abel Bueno e João Mazzero (Piracicaba)
- Cururueiros de Tatuí (Tatuí)
- Grupo de Cururu (Votorantim)




19/09 - Sexta-feira

12h00
Encontro de Quadrilhas

- Quadrilha do Grupo da Terceira Idade Feliz Idade (Angatuba)
- Quadrilha da 3a Idade "Escorrega lá vai um" (Bauru)
- Quadrilha da Melhor Idade de Ilha Solteira (Ilha Solteira)
- Quadrilha do Projeto Cultural "Vem Dançar" (ILha Solteira)
- Quadrilha da Melhor Idade (Paraibuna)
- Quadrilha do Centro de Convivência da Melhor Idade (Redenção da Serra)
- Quadrilha da 3ª Idade (Tatuí)
- Quadrilha do Grupo KAISSARA (Potim),


18h00
Noite de São João

- Quadrilha do Grupo Aconvita (Itariri)
- Quadrilha Sonnewend (Monteiro Lobato)
- Quadrilha For de Picão (Paraibuna)

20h00
Orquestra de Violeiros Estrela de Ouro de Caraguatatuba (Caraguatatuba)



20/09 (Sábado)

09h00
Encontro de Bonecões e Cabeções (Memorial da América Latina)

- Bloco Carnavalesco Vai Quem Quer (Angatuba
- Bonecões de Atibaia (Atibaia)
- Zé Taiada e Maria Rapadura (Caçapava)
- Bonecões da FUNDACC (Caraguatatuba)
- Bonecões da Rede Municipal de Colina (Colina)
- Juritica (Iguape)
- Zé Pereira (Iguape)
- Pereirões de Monteiro Lobato (Monteiro Lobato)
- Bonecões de Redenção (Redenção da Serra)
- Bonecões da Barra (Salto)
- Bloco Pirô Piracuara (São José dos Campos)
- Cabeções de Tatuí (Tatuí)
- Grupo Folclórico Mariona (Torrinha)
- Cordão dos Bichos de Tatuí (Tatuí)- Grito da Noite e Cabeções (Santana do
Parnaíba)

10h00
Encontro de Folia de Rei

- Cia. Estrela do Oriente e Estrela D'alva (Araçatuba)
- Folia de Reis de Araras (Araras)
- Companhia de Santos REis de Arujá (Arujá)
- Grupo Folia de Reis de Bauru
- Folia de Reis Estrela da Guia (Biritiba Mirim)
- Folia de Reis Estrela da Manhã (Bom Jesus dos Perdões)
- Folia de Reis do Guadalupe (Caçapava)
- Companhia Três Reis do Oriente (Cajamar)
- Folia de Reis da Equipe Paroquial de Cantos (Campos do JOrdão)
- Folia de Reis de CaraguatatubaFolia de Reis Estrela Guia da Vila ana Rosa
(Cruzeiro)
- Companhia de Santos Reis Marajoara (Embu das artes)
- Companhia Três Reis Magos (Guararapes)
- Folia de Reis Estrela da Guia (Guararapes)
- Folia de Reis Três Estrelas (Guararapes)
- Folia Estrela d'Alva (Guarulhos)
- Folia de Reis Estrela Guia (Guarulhos)
- Companhia "Mensageiros do Oriente" (Igarapava)
- Reiada de Larajal Paulista
- Folia de Reis Amado Paulo (Lençóis Paulista)
- Folia de Reis de Motuca
- Reiada de Nuporanga, Cia. De Santos Reis Água da Anhumas (Palmital)
- Folia de Reis Bandeira dos Faceiros (Palmital)
- Folia de Reis do Alferes Bento (Paraibuna)
- Folia de Reis Paulista (Redenção da Serra)
- Reiada de Santa Cruz das Palmeiras
- Folia de Reis dos Magro (São Bernardo do Campo)
- Folia de Reis do Morro do Abrigo (são Sebastião)
- Folia de Reis Raízes do Litoral (São Sebastião)
- Folia de Reis do Pontal da Cruz (São Sebastião)
- Folia de Reis Estrela Guia (São Bernardo do Campo)


16h00
Corrida de Cavalhada


17h00
Continuação do Encontro de Folias de Reis


18h00
Noite dos Tambores

- Jongo da Comunidade Jongo Dito Ribeiro (Campinas)
- Grupo de Jongo do Tamandaré (Guaratinguetá)
- Jongo da Associação Cultural Quilombolas do Tamandaré (Guaratinguetá)
-J ongo Orgulho Caipira (Lagoinha)
- Umbigada (Mococa)Jongo de Piquete
- Grupo de Batuque de Umbigada de Piracicaba Tietê e CapivariGrupo de Jongo Mistura das Raças (São José dos Campos)
- Samba do Cururuquara (Santana de Parnaiba).




21/09 - Domingo

09h00
Corrida de Cavalhada - Parque / Cortejo - Memorial


10h00

- Banda Municipal Alessandro Rodrigues de Freitas (Cajati)
- Banda Musical Maestro Aureo José de Lima (Jacupiranga)
- Banda Infanto-juvenil Iporanguense (Iporanga)

12h00
Companhia Estrela D'alva (Araçatuba)

Congado Paulista
- Congada Vermelha(Atibaia)
- Congada Verde (Atibaia)
- Congada Rosa (Atibaia)
- Congada Branca (Atibaia)
- Congada Azul (Atibaia)
- Cia de Moçambique Caraguatatuba
- Grupo Brasil de Congada (Diadema)
- Congada e Moçambique Azul e Branco (Guaratinguetá)Congada e Moçambique Vermelho e Branco (Guaratinguetá)
- Grupo Folclórico Religioso Moçambique de São Benedito Lorena
- Congada Santa EfiGênia (MOgi das Cruzes)
- Congada de São Benedito (MOgi Guaçu)
- Grupo Moçambique Esperança (Monteiro Lobato)Batalhão de Moçambique São Benedito e N.S. Rosário (Paraibuna)
- Moçambique do Remedinho dos Prazeres (Paraibuna)
- Moçambique São Benedito - São Cristóvão (Pindamonhangaba)
- Moçambique São Benedito - Moreira César (Pindamonhangaba)
- Congada Branca - Marinheiro (Piracaia)
- Congada Verde de Piracaia
- Grupo de Congada do Divino Espírito Santo de Piracicaba
- Congada União de São Benedito (Redenção da Serra)
- Congada de Tambú de São Benedito Rio Clarense (Rio Calro)
- Terno de Moçambique de Canequinhas - Irmãos Realino (Santo Antonio da Alegria)
- Terno de Congo de Sainha - Irmãos Paiva (Santo Antonio da Alegria)
- Grupo Folclórico Congada do Parque São Bernardo (São Bernardo do Campo)
- Congada de São Benedito e Divino Espírito Santo (Socorro)
- Congada de Bastões de São Benedito do Poruba (Ubatuba)
- Cia. de Moçambique Família Feliciano (São Bernardo do Campo)
- Grupo Cambaiá – Cia. de Moçambique São Benedito (São Paulo)



17h00
Despedida de Nossa Senhora Aparecida

19h00
Encerramento: Balé Folclórico Abaçaí

PROGRAMAÇÃO DO SEMINÁRIO

Comissão Nacional de Folclore

VI Seminário de Ações Integradas - São Paulo - 2008



PROGRAMAÇÃO

13 de setembro – Sábado

Parque da Água Branca

Chegada dos convidados da CNF

9h às 19h - Festival da Amizade

14 de setembro - Domingo


Palco da Grande Arena

9h às 18h - Festival da Amizade

Memorial da América Latina

9h às 12h - Abertura oficial do Revelando São Paulo

Palco da Grande Arena

19h – Abertura Oficial do VI Seminário de Ações Integradas

1ª Parte - Boas vindas

- Neide Rodrigues Gomes - Vice-Presidenta da CPF

- Paula Simon - Presidenta da CNF

- Hernâni Donato – Decano da Com. Paulista de Folclore

2ª Parte - Apresentação artística - Abaçaí Balé Folclórico de São Paulo – Batuque e Jongo

15 de setembro – Segunda-feira

Memorial da América Latina

9h - Conferência 1

Artesanato: Expressão de identidade e mercadoria – uma encruzilhada

Conferencista: Ricardo Gomes Lima (UERJ)
10h30 - Mesa Redonda - 1

Artesanato: A atuação de órgãos públicos- caminhos e descaminhos

Expositores: SEBRAE; Claudete Morandi - SENAR; SUTACO

Âncora: Clerton Martins (CCeF)


Parque da Água Branca - Salão Nobre

14h - Mesa Redonda - 2

Artesanato: Visão da Comissão Nacional na formalização de ações integradas

Expositores - Eliomar Mazoco (CEsF); - Prof. Américo Pellegrini Filho (CPtaF);

- Roberto Benjamin (CPtaF)

Facilitadora: Neuza Fleury (CPtaF)

16h - Mesa Redonda - 3

Cultura e Identidade - Políticas públicas para a valorização

Expositores - Sérgio Mamberti (MINC); - Ricardo Gomes Lima (UERJ); - Marcelo

Manzatti - Cons. Est. de Cultura Popular (SEC)

Facilitador - Profº Dalmo Oliveira Sousa Silva (CptaF)

Parque da Água Branca - Salão Nobre

18h - Lançamentos

- “Jornada da Cultura Encantada” - XI Festival da Cultura Paulista Tradicional (DVD)

- História do folclore de 1947 a 1964 (DVD – FUNARTE)

Palestras em Universidades

17 às 19h - Universidade Anhembi Morumbi

Palestrantes - José Fernando (CPeF); Mundicarmo Ferretti (CMaF); Eleonora Gabriel (CFF)

19h30 às 22h - Faculdades Mozarteum

Palestrantes - Cáscia Frade (CFF); Roberto Benjamim (CPeF); Eliomar Mazoco (CEsF)


16 de setembro – Terça-feira


Memorial da América Latina - Auditório do Anexo

9h - Conferência - 2
Cultura popular: A integração na Universidade

Conferencista: Alberto Ikeda (UNESP- CptaF)


Memorial da América Latina - Auditório Sala dos Espelhos

9h - Mesa Redonda – 4

Literatura popular: Ações integradas para disponibilização de acervos

Expositores - Bráulio do Nascimento (CNF)

- Maria Rosário Pinto (Bib. Amadeu Amaral)

- Edil Silva Costa (UFBA)

Facilitadora - Profª Maria Aparecida Urbano (CptaF)

Memorial da América Latina - Auditório do Anexo

10h30 - Mesa Redonda - 5

Expositores - Prof. Válter Cassalho (CPtaF) - Rito e ritualística

- Padre Eugênio Luiz Berti (CPtaF) - Religiosidade popular e religiosidade teológica


Memorial da América Latina - Auditório Sala dos Espelhos

10h30 - Mesa Redonda - 6

O cordel retomado e rejuvenescido

Expositores - Audálio Dantas (Itaú Cultural - SP); Maria Alice Amorim (PUC -Campinas); Áurea

Paes Pinheiro (CPiF);

Performance - Moreira de Acopiara (poeta popular - SP)

Facilitadora - Profª Neide Rodrigues Gomes (CptaF)

Memorial da América Latina - Auditório do Anexo

14h - Mesa Redonda - 7

Expositores - Mundicarmo Ferretti (CMaF) - Encantados e encantarias

- Daniel Roberto dos Reis Silva - IPHAN - A re-formação de uma cultura folclórica

- Clerton Martins (CCeF) - Folclore e turismo

Âncora - Profª Cássia Regina da Silva Caboclo (Faculdades Mozarteum)

Memorial da América Latina - Auditório Sala dos Espelhos

14h - Mesa Redonda - 8

Expositores - Carlos Kalil (Sec. Munic. de Cult) - Folclore na Cidade de São Paulo

- Yeda Pessoa de Castro (UFBA) - Quem Eram os Escravos de Jó

- Sérgio Ferretti (CMaF) - Casa das Minas - MA

Âncora - Prof. Antonio Carlos Sartori (CptaF)

Memorial da América Latina - Auditório do Anexo

16h - Mesa Redonda - 9

Expositores - Niomar de Sousa Pereira (CPtaF) - A dinâmica do folclore na vivência atual

- Dalva Soares Bolognini (CPtaF) - Cosme e Damião no Cambuci – Identificar

para significar

- Robson Alves dos Santos (CPtaF) - O caipira em debate - Entre a Academia e o Cinema

Memorial da América Latina - Auditório Sala dos Espelhos

16h - Mesa Redonda -10

Expositores - Osvaldo Trigueiro (CPbF) - O ciclo junino: tradição e modernidade

- Armindo Bião (UFBA) - Os caretas no Sertão

- Neide Rodrigues Gomes (CPtaF) - Zambiapungas da Bahia

Facilitadora - Lílian Vogel (CptaF)

17 de setembro – Quarta-feira


Memorial da América Latina - Auditório do Anexo

9h às 16hs - Encontro de Dirigentes de Comissões Estaduais de Folclore

9h - Mesa Redonda - 11

Tema - Embates de identidade e memória

Palestrantes - Equipe Técnica do IPHAN - São Paulo

Facilitador - Prof. Dalmo de Oliveira Sousa Silva (CPtaF)

Memorial da América Latina - Auditório Sala dos Espelhos

10h30 - Mesa Redonda – 12

Expositores - Lélia Nunes (CCF) - Influências européias na cultura popular

- Teresinha Heiman (CCF) - O folclore na grande festa (a experiência de Blumenau)


Memorial da América Latina - Auditório do Anexo

14h - Assembléia Geral Eleitoral da CNF - Posse da Diretoria Eleita

18 de setembro – Quinta-feira


Memorial da América Latina - Auditório Simon Bolivar

8h às 9h - Credenciamento
9h às 12h30 - Apresentação do Plano Nacional de Cultura - Equipe do MINC

14h às 18h - Discussão do Plano Nacional de Cultura - MINC

9h às 10h - Mesa de Abertura Plenária

- Secretário da Identidade e Diversidade Cultural - Sérgio Mamberti
- Secretário de Estado da Cultura de São Paulo - João Sayad
- Conselheira e Presidente da Comissão Nacional de Cultura - Paula Simon
- Abaçaí Cultura e Arte - Toninho Macedo

- Maurício Dantas e pela Coordenação do Plano Nacional de Cultura

10h às 12h30 e das 14 às 18h - Grupos de Trabalho por tema

Sala 1 - Eixo: Fortalecer a Ação do Estado no planejamento e execução das políticas culturais

Sala 2 - Eixo: Proteger e valorizar a diversidade artística e cultural brasileira

Sala 3 - Eixo: Universalizar o acesso dos brasileiros à fruição e produção cultural

Sala 4 - Eixo: Ampliar a participação da cultura no desenvolvimento socioeconômico sustentável

Sala 5 - Eixo: Consolidar os sistemas de participação social na gestão de políticas culturais

Curso de Atualização em Cultura Folclórica

Auditório do Instituto de Pesca

Parque da Água Branca - São Paulo


15 de setembro - Segunda-feira


9h - Aula nº 1 Angoma me chamou: jongos e caxambus no RJ

Profª Cáscia Frade (CNF)

10h - Aula nº 2 A promoção e a preservação do folclore pelas vias do Estado

Profª Neide Rodrigues Gomes (CPtaF)

11h - Aula nº 3 A Literatura e o conto popular

Prof. Bráulio do Nascimento (CNF)

14h - Aula nº 4 O espetáculo do Bumba meu boi, sem espetacularização

Profª Maria Michol Carvalho (CMaF)

15h - Aula nº 5 Resgate e manutenção da tradição musical afrobrasileira

Prof. Eliomar Mazoco (CEsF)

16h - Aula nº 6 A literatura de cordel na atualidade

Profª Edil Silva (UFBA)

16 de setembro - Terça-Feira


9h - Aula nº 7 A África está em nós

Prof. Roberto Benjamin (CPeF)

10h - Aula nº 8 A África nas projeções de danças

Profª Eleonora Gabriel (CFF)

11h - Aula nº 9 Teatro de raízes folclóricas - A presença do Negro nos folguedos Sergipanos

Profª Aglaé d'Ávila Fontes (CSeF)

14h - Aula nº 10 Fronteira Oeste- flautas e maracás

Profª Marlei Sigrist (CSulMtF)

15h00 Aula nº 11 Folguedos e danças do Piauí

Profª Verônica Ribeiro (CPiF)

16h00 Aula nº 12 Retomada dos caminhos de pesquisa de Câmara Cascudo e Mário de Andrade

Prof. Severino Vicente (Cnorte-riograndenseF)

17 de setembro - Quarta-feira


9h - Aula nº 13 Tambores do Maranhão

Profª Maria do Socorro Araújo (CMaF)

10h - Aula nº 14 A culinária popular do centro-oeste

Prof. Bariani Ortêncio (CGoF)

11h - Aula nº 15 Folclore gaúcho versus tradicionalismo gaúcho

Profª Paula Símon (CGaúchaF)

14h - Aula nº 16 Fatos folclóricos do Amapá

Profª Decleoma Lobato (CApF)

15h - Aula nº 17 Folguedos e danças da Amazônia

Prof. Walcyr Monteiro (Centro Paraense de Est. Do Folclore)

16h - Aula nº 18 Objetivos da pesquisa em folclore

Prof. José Fernando Souza (CPeF)

OFICINA DO PLANO NACIONAL DE CULTURA – CULTURAS POPULARES

São Paulo sedia discussão sobre as diretrizes de planejamento de longo prazo para as políticas culturais

O Ministério da Cultura, a Comissão Nacional de Folclore e a Comissão Paulista de Folclore promovem no dia 18 de setembro, em São Paulo, a Oficina do Plano Nacional de Cultura – Culturas Populares. O evento, organizado em parceria com a Abaçaí Cultura e Arte e a Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, integra a programação do VI Seminário de Ações Integradas em Folclore e deve reunir representantes do segmento, do poder público, da iniciativa privada e outros interessados, para avaliação e elaboração de propostas de diretrizes para o texto que subsidiará a votação do Projeto de Lei do Plano no Congresso Nacional.

Trata-se da primeira discussão com foco setorial que se realiza desde a abertura, em junho, do ciclo de consultas para aprimoramento das propostas do caderno de diretrizes gerais para o Plano, que foram revisadas e aprovadas no primeiro semestre pelo Conselho Nacional de Política Cultural.

A etapa atual de diálogo entre Estado e sociedade engloba um fórum virtual (www.cultura.gov.br/pnc) e os Seminários Estaduais do PNC, que deverão percorrer todo o País até o final do ano. Até o momento, foram recolhidas contribuições de aproximadamente 2 mil participantes de 11 estados – Minas Gerais, Ceará, Maranhão, Piauí, Paraná, Rio Grande do Norte, Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco e Amapá. Os relatórios das propostas podem ser consultados no site do Plano. O Seminário de São Paulo, que terá a participação de todos os setores culturais, ocorrerá até dezembro, em data a ser confirmada.

PROGRAMAÇÃO:

A Oficina do Plano Nacional de Cultura – Culturas Populares contará com até 50 participantes em cada um dos cinco grupos de trabalho dedicados a uma das estratégias gerais do caderno de diretrizes para o PNC.

18/9 - QUINTA-FEIRA

LOCAL: Fundação Memorial da América Latina

Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664, CEP 01156-001, Barra Funda, São Paulo, SP

Telefone: 11 3823.4600. www.memorial.sp.gov.br

Credenciamento: das 8 às 9 horas

Mesa de Abertura Plenária: das 9 às 10 horas

Presenças confirmadas:

- Secretário da Identidade e Diversidade Cultural do MinC, Sérgio Mamberti;

- Coordenador do Plano Nacional de Cultura, Gustavo Vidigal;

- Integrante da equipe do Plano, Mauricio Dantas;

- Secretário de Estado da Cultura de São Paulo, João Sayad;

- Conselheira e Presidente da Comissão Nacional de Cultura, Paula Simon;

- Presidente da ONG Abaçaí Cultura e Arte, Toninho Macedo.

Grupos de Trabalho: das 10 horas às 12h30 e das 14 às 18 horas.

Sala 1: Fortalecer a ação do Estado no planejamento e execução das políticas culturais

Sala 2: Incentivar, proteger e valorizar a diversidade artística e cultural brasileira

Sala 3: Universalizar o acesso à fruição e produção cultural

Sala 4: Ampliar a participação da cultura no desenvolvimento sustentável

Sala 5 : Consolidar a participação social na gestão das políticas culturais

As inscrições devem ser feitas pelo e-mail cultura.sp@minc.gov.br (Representação Regional do Ministério da Cultura em São Paulo). Os interessados devem informar nome completo, telefone e e-mail de contato, município de residência e as instituições a que esteja eventualmente vinculado. Devem também escolher em qual grupo de trabalho querem participar.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

PROFISSIONAIS DE TOURO

Touro representa o trabalho, o esforço de materialização do impulso vital iniciado por Áries. Segundo signo zodiacal,marca o período de consolidação da estação, como todos os outros signos fixos que se seguem.

Simbolizado pelo Touro, animal de trabalho, paciente que ara os campos e ajuda a fertilizar a terra, representa também os cinco sentidos que podem extrair valor e beleza da vida. Apegado aos hábitos, um pouco tímido, de boa paz e uma enorme capacidade de realização, é o signo de filósofos, que constróem solidamente sistemas de pensamento. Também é o signo dos artistas que tecem com as mãos a forma ideal que seu espírito concebe, sempre com a sabedoria construtora de respeito à vida. Touro é o signo de quem faz da vida uma obra de verdadeira arte, mesmo sem ser artista por profissão.

Touro ensina as pessoas a se adaptarem às circunstâncias reais, trabalhando com afinco para alterarem o que lhes desagrada. Signo de sensação, de total engajamento ou descompromisso afetivo com o mundo, é difícil encontrar alguém que tenha nascido com este signo solar e que se omita da vida e de seus problemas.

A qualidade da Terra, que anima o Touro, induz a rendição total à realidade. Nada que não implique em escolhas e valores, dos quais Touro tem um sentido muito preciso e agudo.

Ponderados, amáveis, sensíveis, de boa fé, os filhos do Touro se encolerizam com poucas coisas nesta vida. Algumas delas: a infidelidade, o descompromisso, a preguiça. Sensuais, são presas fáceis das belas aparências, antes dos trinta anos. Depois, somente se deixam enlevar por quem ou o quê possui a beleza e a harmonia internas, reais.

Acostumado às pressoes, persistente, determinado, vai o Touro seguindo seu caminho em seu passo lento, arando a terra e alimentando os outros seres vivos.



PESQUISADORES DE VERGER

Júlio Braga, Lisa Earl Castillo, Thomaz Farkas, Chico e Alba Liberato, Angela Lühning, Franklim Maxado, Sérgio Muniz, Claúdio Pereira e Nancy de Souza.

PROJETO “CURTA NO INTERVALO”


Exibições de curtas – metragens nos intervalos.

08:30 - sessão matinal

20:00 - sessão noturna

1° semana: Curtas Gaúchos – Ana Luiza Azevedo

2 ° semana: Crianças Invisíveis

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Prêmio Ruas Vivas - Coordenação Executiva - Expocom

http://www.portcom.intercom.org.br/expocom/expocomnordeste/index.php/JOR-SUL/article/viewArticle/100

Prêmio Ruas Vivas - Coordenação Executiva

http://www.portcom.intercom.org.br/expocom/expocomnordeste/index.php/JOR-SUL/search/authors/view?firstName=Carla&middleName=Maciel&lastName=Correia&affiliation=CENTRO%20UNIVERSITARIO-FIB

Entrevista por Carla Maciel no site da Imã Galeria

http://www.imafotogaleria.com.br/noticias/noticia.php?cdTexto=1247

terça-feira, 8 de julho de 2008

Acesse a matéria na íntegra de João Ubaldo Ribeiro - Revista 360°

http://mail-a.uol.com.br/cgi-bin/webmail/Joao_Ubaldo.pdf?ID=IQVNh3dv0_XhwZNSOLFt9SG7WDFjmO_C3jZdCM9vMm7W2ulG0iN&Act_View=1&R_Folder=aW5ib3g=&msgID=1569&Body=3&filename=Joao_Ubaldo.pdf

sexta-feira, 27 de junho de 2008

quarta-feira, 25 de junho de 2008

terça-feira, 24 de junho de 2008

sábado, 7 de junho de 2008

Entrevista com João Armentano por Carla Maciel - Casa Cor 2008







EXCLUSIVA Entrevista com João Ubaldo Ribeiro por Carla Maciel

Publicação Revista 360°

UM MP3 PARA JOÃO UBALDO

Compilada em 40 minutos num MP3, uma exclusiva com muita inteligência, sofisticação e irreverência.

O baiano João Ubaldo Ribeiro é o grande escritor do Brasil. Ponto, parágrafo.
Ele é um bonachão, sorridente, simpático e bem humorado, mas tem pouquíssimo tempo para dar entrevistas. No dia 25 de abril, João Ubaldo tinha nada menos que 140 e-mails não abertos em seu computador. Coisa de quem é querido pelo povo brasileiro, viva!
Para que o escritor concedesse a entrevista exclusiva que você vai ler a seguir, a soteropolitana Carla Maciel precisou usar de todo o seu arsenal de baianidade para furar não apenas a fila da correspondência virtual, mas também de gente batendo na porta, telefone tocando e toda a romaria de fãs que busca em João Ubaldo as palavras iluminadas que ele exprime sobre o nosso País, nossa realidade, nossa vida, enfim.
Em atenção ao charme e às perguntas de Carla, o autor de clássicos como Viva o Povo Brasileiro e Sorriso do Lagarto enviou à redação de 360º dois MP3, com um total de 40 minutos de auto-gravação, respondendo, uma a uma, as questões propostas. Obrigado, grande João!

Carla Maciel - Gostaria que discorresse sobre os teus atuais projetos. E qual está lhe proporcionando maior prazer?

João Ubaldo Ribeiro - Estou atualmente com poucos projetos. Estou trabalhando muito arrependido em uma minissérie da Globo, porque eu descobri que para se fazer o que se quer é impossível. Até mesmo para se chegar perto do que se quer é praticamente impossível. Mas é um projeto que eu estou levando adiante, porque é com o meu amigo Geraldo Carneiro, com quem eu gosto de trabalhar e está sendo o menos doloroso possível. Porém eu não nasci para isso, eu não gosto de fazer roteiro e só faço quando é em companhia de grandes amigos. Não tenho familiaridade com a Televisão e eu vejo muito pouco, não porque tenho raiva, mas porque eu faço outras coisas. Então... esse projeto não é propriamente meu. Projeto meu, é consegui pegar no meu romance em sossego. Romance esse, que eu venho tentando acabar há anos e não consigo, porque o assédio não me deixa. O que me daria prazer era fazer meu livro, e isso eu não consigo. As pessoas pensam que eu não faço nada. Eu recebo centenas de emails por dia, milhares de cartas e originais para eu ler e diversos convites para isso e para aquilo outro. Enfim, é uma coisa que já me fez pensar e eu tenho pensado em me esconder fora do Rio de alguma maneira, porque eu tento me esconder aqui e é praticamente impossível, sempre tem alguma coisa e eu sou obrigado a dedicar tempo a ela. Posso dizer com segurança, que há mais ou menos há cinco anos, que eu começo e recomeço o meu romance. E sou obrigado a interrompê-lo e quando eu volto, ele desanda. Eu já não conheço mais os personagens e eu não consigo terminar.
* Fale um pouco sobre seu último livro. Você ficou satisfeito com o resultado?

- Não escrevi meu último livro ainda não, se Deus quiser! Eu escrevi o mais recente (risos). Acho que foi A Casa dos Budas Ditosos. Eu geralmente fico satisfeito com o meu trabalho. Porque faço sempre o melhor que posso. Se eu não ficar satisfeito vou ter um problema, é melhor ficar satisfeito do que não ficar (risos).
* Você está escrevendo uma minissérie na TV Globo, exprima sobre esta experiência com a televisão?

- Eu não gosto de escrever para Televisão. Eu escrevi para a Globo três ou quatro especiais com Geraldinho e uma minissérie que não foi ao ar, com Luis Carlos Maciel. Mas eu não gosto de fazer roteiro, só faço roteiro com a companhia de um amigo experiente no ramo. Geralmente prefiro ficar somente com os diálogos do que, com a armação dos episódios. Com toda experiência, desta vez, tem sido bem diferente das experiências com os especiais, porque tem pressão de minissérie devido à periodicidade, tem que mudar toda hora por causa das circunstâncias de produção, atendimentos às determinações... Não que eles interfiram muito no trabalho, pelo menos comigo, não! Aliás, eu não lido com eles. Quem lida é o Geraldinho. Pessoalmente, acho que não conheço ninguém que está trabalhando na minissérie. Eu não gosto, não gostei, não vou fazer, vou acabar com isso! Não é a TV Globo, é a TV. A TV não é o meu território. Eu não me sinto a vontade. Não tenho vontade de fazer novela e de fazer roteiro. Não digo que nunca mais farei porque de vez em quando um amigo meu me chantageia e eu acabo fazendo (risos). Mas, se puder, não faço mais.

* Segundo a sua assessora, quando está escrevendo os seus romances e crônicas, ninguém consegue falar com você, nem ela mesma. Conta um pouco como organiza a criação, a escrita e os seus demais compromissos.

- Gostaria eu, que isso acontecesse (risos). Se tiver suficientemente empenhado, em última análise, fala comigo e todos conseguem me interromper (risos). As pessoas têm pouca compreensão do trabalho de um romancista. Eu não consigo me isolar. Vamos supor que eu esteja conseguindo trabalhar em sossego, há dois meses no meu romance, isso não é verdade, é uma hipótese. Aí um amigo meu querido, pede uma ajuda, me diz que está com um projeto meio balançando, e que a minha presença fortalecerá, e muitas vezes, garantirá que o projeto dele se realize ou tenha sucesso. Então ele pensa, “Só é um diazinho de trabalho, você não perde nada. Vem á São Paulo na segunda, dorme e terça você volta. Pronto, você não perde nada”. Eu então explico, eu perdi o livro! Escrever não é assim. Embala ou não embala. Escrever com o relógio de ponto não dá pé. Então eu já não escrevo nada. Quando eu volto, minha caixa de emails já está entupida de solicitações e convites, sou obrigado a ter uma reunião via computador com a minha secretária e além de tudo, ainda sou pai de família e tenho que resolver meus problemas pessoais (risos). Ou seja, tenho que adiar muitas coisas para resolver e não consigo pegar no meu romance. E aí chega na quarta feira, faço a crônica, que me toma o dia inteiro, porque tem que ser rodada com antecedência para ser publicada em diversos jornais. E aí não tenho cabeça para escrever o meu romance. Então adio o que posso e finalmente pego no bendito livro. Quando eu pego no livro tem lá, uma referência, um personagem que não existe e eu estou apenas exemplificando: “Salustiano saiu de casa...” Eu não sei mais que é Salustiano, eu não sei que clima emocional eu tinha armado para ele, já tenho dúvida sobre a sua caracterização, desconheço os outros personagens, já perdi o clima que tinha conseguido criar para o livro e não pego mais no livro. Tenho que recomeçar, do contrário, eu perco tudo. Ou seja, esse mero diazinho, me rendeu a perda de dois meses de trabalho pelo menos, que era o que eu já tinha posto no romance. Isso me acontece direto e ninguém entende.

* Devido a todos esses compromissos e ao grande assédio, sabemos que o seu tempo torna-se muito precioso. Você acha que as pessoas presumem que uma frase ou uma lauda feita por você – um dos maiores escritores – é algo simples e rápido de se fazer?

- As mulheres, minhas amigas, que pousam peladas, servem de instrumento para a Editora Abril conseguir texto meu de graça. Ela pousará pelada, vai pegar uma granolina, é minha amiga, eu também fico sem graça de negar e ela pede só uma frasezinha minha. Que evidentemente a Editora Abril, a Playboy não vai pagar. E se eu fosse cobrar ia ser embaraçoso, porque era capaz da moça, que não ficaria mais minha amiga, dizer: “Nesse caso, eu pago, embora eu não entendo o que custa pra você uma frasezinha”. Uma frasezinha bem feita, às vezes custa um mês de trabalho, se não fosse assim os slogans não seriam tão valorizados em propaganda. Pra achar a maneira certa de resumir um pensamento ou achar o pensamento original dá um trabalho horroroso. Mas as pessoas pensam e dizem: “O que é uma frase ou uma meia lauda para João Ubaldo?” Se sair bem escrita: “Foi o João Ubaldo – O Escritor” Mas, se sair mal escrita: “Veja o que João Ubaldo fez. Olha que desgraça!”.
* Você afirma que é um “Internauta Mestre”. Como você vê o avanço da tecnologia e quais foram as principais mudanças no seu dia a dia?

- Devo ter afirmado isso num momento de “gabonismo” qualquer (risos). Eu manejo bem um PC, na medida do necessário sou um usuário razoavelmente sofisticado. Tenho tantos favoritos, cerca de 1020, que tenho um programa para administrar, mas normalmente eu checo no google e em outros lugares. Vejo o avanço da tecnologia com muito bons olhos, mas acho que está acelerado demais. Eu já não agüento mais, aliás, ninguém agüenta mais ficar por dentro da última tecnologia. É uma coisa enlouquecedora. Você acaba dedicando a vida a ficar se atualizando e assim por diante. Eu vou diminuir meu ritmo, inclusive, o meu computador é um dos melhores que eu conheço e só pretendo mudar depois de acabar o meu romance , se é que vou conseguir.
* Com o avanço da tecnologia, a informação precisa de mais apuração para que se torne uma fonte confiável. Em suas pesquisas literárias, você tem preferências de sites para navegação?

- Não tenho site preferido (risos). Sento no computador para trabalhar e dificilmente navego. Existe uma janela de busca na própria página que trabalho e não preciso abrir outra para pesquisar. Sou muito bom no uso desse negócio e quando preciso acho rapidamente no google.
* Dos sete pecados capitais, você discorreu sobre a luxúria. Como você avaliou o resultado e a repercussão?

- O pessoal gosta de sexo (risos). É o que eu imagino, do jeito que o livro vendeu. Muita gente só leu o livro pela sacanagem. O que é, em si, uma sacanagem, porque é um livro, acho eu, que transcende isso. Eu gostei e acho que está bem escrito. O êxito dele, principalmente entre as mulheres é grande. Elas me cumprimentam muito até hoje pelo texto e perguntam se realmente ele foi editado por uma mulher – o que pra mim é um lisonjeiro - significa que consegui me disfarçar bem. Apesar de algumas “sabidas” psicanalistas falarem um monte de bobagem, a maioria das pessoas me questiona como que eu consegui “virar mulher” (risos).


* Como você analisa a sua cultura literária?

- Eu não sou um homem de letras. Minha formação é Direito e Ciências Sociais, onde eu sempre trabalhei, além de jornalismo. Minha cultura literária, eu posso reconhecer que é acima da média, se é que existe isso. Mas, é uma mera cultura literária. Eu nunca tive interesse por teoria da literatura, por ensaios, explicações, tipificações e generalizações. Não me interessa o papo literário. Eu me interesso por obras literárias. Eu li muito e sou escritor, o que não é o mesmo que ser essas outras coisas aí.

* Você é apreciador dos clássicos. Como você mesmo disse: “Eu só leio feras”. O que você está lendo atualmente? Pode indicar duas obras preciosas da sua lista literária?

- Devo ter dito esta frase, mas não me lembro de ter falado assim (risos). Atualmente eu não estou lendo nada. Quando eu estou tentando escrever, só leio jornais, revistas e trechos de livros que já li. Um dos meus livros favoritos é A Ilíada – que eu já li muitas vezes - e o Livro de Jô, da Bíblia. Mas, tenho muitos livros queridos para resumir assim.
* Viva o Povo Brasileiro, tornou-se um dos mais importante romances, e imprescindível para o entendimento da formação nacional. Como você analisa a repercussão dele e a sua importância para a literatura brasileira.

- Isso é questionável, mas... (risos). A repercussão do livro Viva o Povo Brasileiro, de certa forma, foi inesperada, porque é um livrão enorme, consequentemente caro e não é um livro fácil de ler, mas tem tido muito êxito desde que saiu, há muitos anos. Eu fico contente, agora, não sei analisar a importância e a repercussão dele na literatura brasileira... Eu sei lá. (risos). De repente, ele é completamente esquecido. Eu morro, viro nome de beco em Itaparica e daí há uns 20 anos , um jovem passará e perguntará: “Quem foi esse João Ubaldo Ribeiro, que deu o nome a esse beco?” (risos) Como dizia Mario Quintana: “Nome de rua é a forma mais pública de anonimato”. Eu acabo nome de rua. Eu já sou nome de Ginásio e Biblioteca, portanto já tenho dois lugares para perguntarem quem foi esse cara. Espero que uma ruazinha, um bequinho com o meu nome componha meu buquê de glória póstuma. (risos) Não tenho a menor noção da minha importância...


* Nélida Pinõn falou: “Se Machado de Assis existiu, o Brasil é possível”. Qual a sua visão sobre a realidade brasileira, sua administração e quais são suas perspectivas?

- A Nélida é capaz de pensamentos brilhantes. Já não sei generalizar desta forma. É... o Brasil é possível, ele ainda ta aí. Se bem que vai acabar, mas ta aí... Mas, se Nelida falou, tá falado.
* Para finalizar, como anda a sua correspondência internacional?

- A minha correspondência internacional está aos trancos e barrancos, da mesma forma que a minha correspondência nacional. Eu não tenho tempo, para manter cartas de escritores, como se mantinham antigamente, cartas vagarosas, verdadeiros ensaios. Isso não existe mais. Tenho que dedicar meu tempo as solicitações que essa própria era da informática, que veio facilitar tanto, veio também trazer problemas, pois se não tivesse computador, estes não existiriam. Porém, o computador existe e não tem volta, o melhor é se acostumar.

Carla Maciel



Boletim 01 CONCEITO

http://yahoo.guiadasemana.com.br/yahoo/iframe/channel_event.asp?ID=9&cd_city=1&cd_event=38614


quarta-feira, 28 de maio de 2008

Matéria com a marchand Nara Roesler por Carla Maciel

Matéria em homenagem ao centenário de Machado de Assis - Revista 360° - maio/08


Entrevistas com o senador José Sarney e a escritora Nélida Pinõn - por Carla Maciel

Capa da Revista 360° - 2° edição - maio/08

Carla Maciel - Editora Assistente - Produtora Geral e Redação

quinta-feira, 27 de março de 2008

É Tudo Verdade


A 13ª edição do Festival de documentários É Tudo Verdade começa hoje e permanecerá entre 26 de março e 6 de abril. A programação de 2008 contará com 138 produções que serão exibidas em diversos locais: Cinesesc, Centro Culturaldo Banco do Brasil, Reserva Cultural, Cinemateca Brasileira, Galeria Olido, Cinemark Eldorado, Centro Cultural São Paulo, Centro Cultural da Juventude. A entrada em sua maioria será gratuita.

Um dos documentários apresentados será o premiado Tiros em Columbine, de Michael Moore. Vencedor do Oscar de Melhor Documentário em 2003, explora os motivos pelos quais os americanos têm tanto fascínio por armas de fogo. O ponto de partida para essa investigação foi o assassinato em massa cometido por dois adolescentes em uma escola de Columbine. Por meio de depoimentos de pessoas comuns e celebridades, Moore traça uma ácida crítica aos Estados Unidos.

terça-feira, 18 de março de 2008

Artigo e entrevista com o artista plástico Tito Oliveira por Carla Maciel

www.imafotogaleria.com.br/noticias/noticia.php?cdTexto=1247

Arquivos e links sobre meus projetos e projeções

Federação dos Jornalistas

Estudantes de Jornalismo homenageiam Salvador com mostra fotográfica lançada no Memorial da Câmara Municipal de Salvador, na Praça Municipal, no dia 27 de março, a exposição de fotojornalismo "Ruas Vivas", com setenta registros de personagens de ruas, prossegue aberta a visitação até o dia 13 de abril. A mostra reúne fotografias de cunho jornalístico feitas por estudantes de Comunicação Social/Jornalismo do Centro Universitário da Bahia. A orientação foi do mestre Paulo Munhoz, que dividiu a curadoria com a produtora executiva da exposição Carla Maciel. Link: http://www.fenaj.org.br/materia.php?id=1547


Site FIB

MOSTRA REÚNE IMAGENS DAS RUAS DE SALVADOR

Os futuros jornalistas formados pela FIB lançam no próximo dia 30 de novembro a exposição de fotojornalismo “Ruas Vivas”, que reúne 70 flagrantes da arquitetura e de personagens das ruas de Salvador. Com curadoria do professor mestre Paulo Munhoz e coordenação executiva da acadêmica Carla Maciel, a mostra será montada na Área de Convivência da FIB, onde permanece até o dia 19 de dezembro. O acesso do público é gratuito. De centenas de fotografias feitas por estudantes da disciplina Fotografia Jornalística I, foram selecionadas 70 imagens (em 30x40 e 20x30) impressas em preto & branco ou coloridas que retratam os contrastes e a diversidade cultural da terceira maior capital do país. Ambulantes, mendigos, garis, repentistas e transeuntes anônimos foram alvo das sensíveis lentes dos fotógrafos, durante os ensaios promovidos nas ruas do Centro e da periferia da cidade este mês. A mostra conta com apoio da Coordenação do Curso de CS/Jornalismo, da Faculdade de Comunicação e Marketing, e patrocínio da Objetiva Fotografia. Mais informações pelo telefone 71 2107-8236 ou e-mail jornalismo@fib.br .
LINK: http://www.fib.br/noticias.php?id=00431

Jornal Correio da Bahia / folha

RUAS VIVAS – Imagens das ruas de Salvador seus personagens, capturadas pelas lentes de estudantes de fotojornalismo. Câmara Municipal de Vereadores (Praça Municipal - Centro). Até sexta-feira.
LINK: http://www.clubecorreio.com.br/folhadabahia/noticia_impressao.asp?codigo=125928

Prêmio da Mostra Ruas Vivas INTERCOM
LINK: http://www.portcom.intercom.org.br/expocom/expocomnordeste/index.php/CIVI-SUL/announcement/view/19

segunda-feira, 3 de março de 2008

Entrevista com Tito Oliveira por Carla Maciel



Entre os dias 15 a 27 de fevereiro, a Ímã apresenta a ocupação Placas de Colisão do Artista Plástico Tito Oliveira. O trabalho denominado de Ocupação /Instalação é um segmento que rompe os espaços convencionais para interferir em ambientes inusitados. O artista faz alusão ao livro Literatura e Subdesenvolvimento, do Sociólogo brasileiro Antônio Candido e apresenta, em sua óptica, o real valor da cultura miscigenada no Brasil. Fazendo usufruto do jogo de xadrez para criar uma analogia ao comportamento humano, onde as peças do tabuleiro são representadas por homens e mulheres, gordos e magros, adultos e crianças, pobres e ricos, todos separados pelas raças brancas e negras.
Carla Maciel: Placas de Colisão, o que o levou a escolher este título?


Tito: O titulo emergiu de uma junção entre conceito e suporte. O primeiro enuncia a colisão das peças brancas e pretas do tabuleiro de xadrez e o segundo denomina o suporte propriamente dito, pois a obra que apresento nesse projeto, é composta por registros fotográficos de uma colisão apresentados sobre placas luminosas.




Carla Maciel- O que levou a abordagem deste conceito?


Tito: Estimo bastante o jogo de xadrez e o pratico com uma certa freqüência. Diante disso, venho observando há algum tempo - desde que me encontrei com uma visão global mais ampla - o comportamento da sociedade brasileira através das disparidades sociais, sobretudo a racial. Com a leitura do livro Literatura e Subdesenvolvimento, do Sociólogo brasileiro Antônio Cândido, adquiri maiores possibilidades intelectuais sobre esse tema através da história discorrida no livro. Logo, criei uma coesão entre o valor metafórico que uma partida de xadrez possui com a minha inquietude diante do que considero estupidez, que por sua vez evocou a vontade de provocar maiores reflexões sobre essa complexidade.


Carla Maciel- Percebemos diversas diferenças entre as pessoas que representam as peças de xadrez da sua obra, mas diante desta complexidade que você citou, o seu conceito foca mais em que confronto da sociedade?


Tito: Não existe um foco mais enfático na minha idiossincrasia ou nessa obra. Para mim, a abordagem de um modo geral é fatalística e possibilita uma série de interpretações, que constrói alicerces entre uma situação e outra. Sabemos que sempre convivemos com diferentes perfis de preconceitos, discutimos sobre os mesmos e suas procedências, mas somos conscientes também que o que sempre perdurou de forma expressiva foram às diferenças raciais. Mas, isso não afirma que o preconceito racial seja o grande foco desse trabalho, sua permeabilidade é muito mais abrangente e nos permite refletir sobre outras ações preconceituosas.


Carla Maciel- Sendo abordagens fatalísticas, de um tempo presente, qual o confronto mais dispare da nossa sociedade atualmente?


Tito: Eu diria que esta é uma boa pergunta. Deveríamos questionar isso com mais efetividade para entendermos o que a evolução econômica globalizada estabelece atualmente como disparidade. O homem possui uma grande dificuldade para conviver desprovido de preconceitos, seja qual for o seu perfil, sempre nos encontraremos resistentes a algum tipo de comportamento ou existência. O que eu estou querendo dizer é que, para mim hoje em dia, no Brasil principalmente, é muito mais difícil ser excluído da sociedade por sua origem racial. Pois um negro, por exemplo, bem sucedido economicamente, pode se projetar e ser respeitado como cidadão sem maiores problemas. Hoje temos cotas nas universidades públicas e tal, o que possibilita ás classes menos favorecidas, sobretudo os negros, alcançar um certo valor enquanto cidadões. Portanto, acredito que a discriminação social possui mais força nesse momento.

Carla Maciel- Por que então abordar este conceito através de uma partida de xadrez, onde o que estabelece o confronto, visivelmente, são as cores das peças e no caso da sua obra as pessoas que as representam?

Tito: Para ser mais preciso é necessário discorrer um pouco sobre o jogo de xadrez, que até hoje não sabemos ao certo se foi criado por chineses ou indianos. Esse jogo foi baseado numa guerra - pelo que sei foi uma espécie de disputa territorial e religiosa - diante disso, faço usufruto desse veiculo por que acredito que ele é uma analogia ao comportamento do Homem e é manipulado através de uma disputa entre Deus e Lúcifer. A impressão que tenho é que esses dois personagens sobrepõem suas vaidades jogando xadrez através de suas supostas criações. O que me leva acreditar na afirmação de Nietzsche, quando diz ser a humanidade permeada por estupidez. Devemos entender, que os caminhos do Homem rumo a evolução são extintos. Somos movidos por uma força avassaladora, que nos faz eternamente competitivos. Isso significa que não somos nada sem uma guerra, que nos autodestroi. Faço alusão a essa origem para representar um dos exemplos de nossa estupidez: o confronto racial. E utilizo pessoas negras e brancas, separadamente, para fazer analogia às peças de um tabuleiro de xadrez.



Carla Maciel- Logo, o que mais permeia o seu conceito neste trabalho é o confronto racial?



Tito: Construo uma provocação que permeia o preconceito em geral. Dentro disso, pode estar inserido a cor da pele ou o valor de uma família tradicional, mas para fazer analogia a uma partida de xadrez eu precisei diferenciar as peças e explorei as diferenças raciais entre brancos e negros. E como já disse, é muito pouco se limitar apenas nessa óptica.
Carla Maciel- Discorra um pouco sobre esses outros valores que não foram expostos em sua obra, porém fizeram parte do seu conceito?
Tito: É preciso elucidar que se trata de um trabalho que exprime um conceito de uma maneira metafórica. Logo, não será possível, numa obra com esse caráter, visualizar todo o seu pensamento, pois este se encontra também na apreensão de cada espectador. Quanto a outros valores que citei, me refiro, por exemplo, ao valor de raça relacionado a uma determinada tradição, ou seja, um sobrenome notável de uma família, que se projetou economicamente e que perdura ao longo do tempo com privilégios em nossa sociedade. Privilégios que, se esta suposta família que me refiro, não possuísse determinados valores através de seus nobres nomes - que beneficiam apenas à um pequeno núcleo burguês e não acrescentam em nada à evolução de uma nação - talvez esses não os contivesse, como acontece com a maioria da população pobre do Brasil.



Carla Maciel- Em sua opinião, esse confronto possui um xeque-mate?



Tito: Não acredito que haja solução para esta complexidade, se é isto que chama de xeque mate. Mas penso que está havendo uma substituição no foco da sociedade em relação a preconceitos, pois os negros estão conquistando seus espaços econômicos, sobretudo conquistando espaços através de sua cultura. Fazendo com que determinadas sociedades enfatizem a disparidade social como um tipo de preconceito mais expressivo. E não mais o racial como estávamos acostumados. Gostaria de perceber os índios também conquistando seus espaços, enquanto cidadãos, através de seus valores culturais, que são muito fortes e louváveis.


Carla Maciel- Seu trabalho sempre traz um conceito, como é seu surgimento e sua elaboração?


Tito: O tempo urge e com ele vem às transformações, construo com isso, uma coesão entre o meio em que estou inserido, as metamorfoses, minhas dúvidas, pensamentos e vontades. Essas sensações me possibilitam exprimir uma junção de elementos intelectuais, equacionados a experiências, em meus trabalhos ou produtos.


Carla Maciel- Quanto tempo levou para conceber, produzir e finalizar o projeto Placas de Colisão?


Tito: Dois anos.




Carla Maciel- Conta um pouco sobre o processo de produção...


Tito: Com a concepção estética pronta, selecionei um elenco, aproveitei as roupas do elenco para usar como figurino - organizando-os apenas para separar as partes brancas e pretas - construí o tabuleiro de xadrez para o cenário e realizei o ensaio fotográfico. Fazendo em torno de quatrocentas fotos, com uma câmera D70 de lente 18-70 mm, para selecionar dez imagens. Depois passei pelo processo de manipulação das imagens para enfatizar o orifício - que indica uma observação imparcial do conceito da obra. Defini a execução do trabalho com a impressão das imagens em papel fotográfico adesivo transparente, aplicando-as em acrílico leitoso flexível, em caixa tipo placa face simples, com iluminação interna e reatores.



Carla Maciel- Observamos uma idéia de orifício nas imagens, como se olhássemos através de algo, por que esta proposta e qual recurso utilizou para obter este resultado?



Tito: Chamo a técnica que utilizei para execução da obra de fotografia de orifício manipulada, pois se trata de uma fotografia com lente de orifício, manipulada no computador. A idéia do orifício é para conduzir uma observação imparcial do público sobre a partida de xadrez registrada nas fotografias. Acredito que esse anglo de visão não nos permita envolvermo-nos na situação que observamos.



Carla Maciel- Por que uma ocupação - instalação?



Tito: Conheci o segmento ocupação através de um grupo de teatro daqui de São Paulo, onde o conceito é a individualização do espetáculo em sua peculiaridade, que ocupa um ambiente temporal pré-definido e não convencional para atingir um outro caráter de público. É isso que estou explorando nesse trabalho. Ocupando espaços expositivos não convencionais para atingir outros perfis de públicos, com uma obra composta por objetos, que são instalados nas especialidades dos ambientes.



Carla Maciel- Sobre o atual espaço expositivo, a Imã Foto Galeria, o que o levou a esta escolha?


Tito: A Imã Foto Galeria é um espaço que explora a fotografia, sobretudo fotojornalismo, no entanto, nunca trabalhou ou expôs trabalhos de artistas plásticos, como afirmou o diretor do espaço Egberto Nogueira. Entretanto, embora meu projeto seja permeado pelas artes plásticas, o objeto apresentado possui suporte fotográfico e dialoga diretamente com o perfil do espaço.


Carla Maciel- Percebemos uma nova exploração de linguagem e suporte dentro da sua carreira, você pretende dar continuidade na linguagem fotográfica?


Tito: Absolutamente. É um segmento do qual aprecio bastante e que possui muita força, pois propicia uma vasta possibilidade de suportes para apresentação das imagens. Além das possibilidades de manipulações, execução dos trabalhos e as variedades de mídias, é claro.



Carla Maciel- Seus trabalhos trazem uma vasta pesquisa para adquiri conceitos, linguagens e suportes, quem podemos citar das Artes Visuais como referência para seus projetos?


Tito: Vou tentar resumir a dimensão de artistas que pesquiso e que me inspiram para explorar novos segmentos, linguagens e expressões. Sou um artista iniciado pela pintura, mas desde que me permitir explorar novos segmentos, tenho pesquisado muitos artistas contemporâneos e conceituais, sobretudo os brasileiros das décadas de 60, 70 e 80. Á exemplo de Nelson Leirner, Ligia Clark, Tunga, Helio Oiticica, Gil Vicente, Edith Derdyk, Marepe na década de 90 e tantos outros. Mundo a fora pesquiso Leon Ferrari, Dan Flavin, Nancy Spero, Marcel Duchamp, Tom Welsseman, Andy Warhol e outros.


Carla Maciel- Percebemos uma nova exploração de linguagem e suporte dentro da sua carreira, haverá uma continuidade na linguagem fotográfica? Podemos esperar mais fotografias nos novos projetos?

Tito: Absolutamente. a fotografia é um segmento do qual aprecio bastante e que possui muita força, pois propicia uma vasta possibilidade de suportes para apresentação das imagens. Além das possibilidades de manipulações, execução dos trabalhos e as variedades de mídias, é claro.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Mostra de arte Nuances do artista plástico Tito Oliveira


Produção executiva e assessoria de imprensa por Carla Maciel

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

"O Banheiro do Papa" ganha Prêmio do Júri na Mostra SP



Os filmes vencedores da 31ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo foram anunciados nesta quinta-feira à noite, na cerimônia de encerramento do evento, realizada no Memorial da América Latina."O Banheiro do Papa", co-produção entre Brasil, Uruguai e França dirigida por Enrique Fernández e César Charlone (diretor de fotografia de "Cidade de Deus"), ganhou o Prêmio do Júri de Melhor Filme. Na escolha dos jurados, foram escolhidos ainda o polonês "Truques" (Prêmio Especial); o venezuelano "Postales de Leningrado" (Revelação); a brasileira Carla Ribas (melhor atriz por "A Casa de Alice"); "Transformaram Nosso Deserto em Fogo" (Melhor Documentário), de Mark Brecke; os franceses "Em Construção" (Melhor Curta Estrangeiro) e "O Pequeno Martin" (Menção Especial - Curta); e "O Crime da Atriz" (Melhor Curta Brasileiro).Já o público escolheu "Into the Wild", do americano Sean Penn, e a animação francesa "Persépolis" como melhores longas estrangeiros de ficção. O prêmio de melhor longa brasileiro de ficção ficou com "Estórias de Trancoso", de Augusto Sevá. Completam a lista do público o argentino "O Filme da Rainha" (Melhor Documentário Estrangeiro) e "Pindorama - A Verdadeira História dos Sete Anões" (Melhor Documentário Brasileiro); "Cartas a uma Ditadura" (Melhor Média-Metragem) e "Postales de Leningrado" (Prêmio da Juventude). O Prêmio da Crítica foi para o francês "A Questão Humana", de Nicolas Klotz, e o Prêmio Humanidade ficou com o cineasta israelense Amos Gitai, que teve "A Retirada" exibido na Mostra.

Instalação recria Muro de Berlim



Um muro de Berlim fluorescente que se "materializa" ao ser iluminado por luzes azuis compõe uma instalação realizada pela artista coreana EunSook Lee diante do Portão de Brandenburgo, no mesmo local em que o verdadeiro muro que dividia a cidade foi erguido. Batizada de "Vanished Berlin Wall" ("Muro de Berlim Desaparecido"), a obra foi inaugurada dia 31 de outubro e permanecerá em frente ao portão até o dia 9 de novembro, quando serão completados 18 anos da queda do Muro de Berlim.

PHOTOQUAI







quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Primeira Bienal de Imagens PHOTOQUAI




As margens do rio Sena, em Paris acontece a 1° Bienal de Imagens do Mundo -Photoquai, onde reuni diversas fotografias de mais de 70 fotógrafos de nações fora do tradicional eixo Europa-Estados Unidos. O evento foca a criação contemporânea de fotógrafos conhecidos dos países da Ásia, Oriente Médio, América Latina e África. Entre eles estão os brasileiros Sebastião Salgado, Carlos Freire, João Wainer, Numo Ramos, Lúcia Guanaes e Iatã Cannabrava. O evento ocorre em nove diferentes locais da capital francesa, situados às margens do Sena. A maior parte dos trabalhos ficará exposta ao ar livre, mas alguns museus parisienses também vão abrigar fotografias. A Embaixada do Brasil em Paris abriga os trabalhos de Sebastião Salgado, expostos desde esta terça-feira, e de Carlos Freire, cuja exposição será inaugurada no dia 14 de novembro.
A Photoquai é organizada pelo Museu do Quai de Branly, dedicado às artes "não-ocidentais". E grande parte das obras ficarão expostas na ponte Debilly, situada em frente ao Museu do Quai de Branly, e nas margens do rio próximas ao museu. As fotos exibidas sobre a ponte Debilly, uma estrutura metálica com piso em madeira, estão instaladas em espaços inspirados nas típicas barracas dos "bouquinistes", os vendedores de livros que trabalham nas margens do Sena.
Nos espaços ao ar livre será possível conhecer a obra de fotógrafos contemporâneos de países como o Irã, Rússia, Síria, China, Índia, Venezuela, Colômbia e República do Congo, entre outros. Um dos destaques da Photoquai é a exposição Câmera Obscura, no Museu do Quai de Branly, que mostra os primeiros retratos feitos com daguerreótipos, a partir de 1841. As imagens feitas com o sistema inventado por Louis Daguerre mostram visitantes estrangeiros "exóticos" que eram levados a Paris, como os índios Botocudos do Brasil, em 1844.









terça-feira, 30 de outubro de 2007

A teoria do jornalismo e a seleção de notícias

por Gian Danton

A questão central do jornalismo é porque as notícias são como são.Dentre as várias teorias que tentaram responder a essa pergunta, três se destacam: a teoria do espelho, a teoria do gatekeeper e a teoria organizacional.A teoria do espelho diz que as notícias são como são porque a realidade assim o determina. Esse ponto de vista surge influenciado pela invenção da fotografia. O jornalista deveria ser como um fotógrafo: simplesmente relatar a realidade da maneira como ela se apresenta, sem qualquer intervenção subjetiva. Essa visão ganhou seu bordão com uma declaração de um correspondente da Associated Press, em 1856: "O meu trabalho é comunicar os fatos: as minhas instruções não permitem qualquer tipo de comentário sobre os fatos, sejam eles quais forem". Era a idéia-chave da separação entre as opiniões e os fatos. Ou, como diziam os ingleses, "a opinião é livre, mas os fatos são sagrados".A teoria do espelho surge em um momento de vitória do paradigma positivista, que pretendia expurgar a subjetividade da ciência, criando metodologias totalmente racionais. Essa preocupação positivista se refletiu no jornalismo na forma de contraposição ao jornalismo literário, em que o jornalista era o porta-voz de uma ideologia. Também foi uma reação contra os excessos do chamado jornalismosensacionalista.Segundo José Marques de Melo, no final do século XIX o jornalismo norte-americano havia deixado de ser um serviço para tornar-se um negócio altamente lucrativo. A diretriz passou a ser o sensacionalismo e os princípios éticos mais elementares foram esquecidos. Na ânsia de conseguir a atenção dos leitores, muitos jornais passaram até mesmo a criar notícias. A existência do fato, fator essencial do jornalismo, passou a ser irrelevante. Na teoria do espelho, o bom jornalista é um observador desinteressado, que relata com honestidade e equilíbrio tudo que vê, cauteloso para não emitir opiniões pessoais. A teoria do espelho é a bússola norteadora dos manuais de redação e das regras de conduta dos jornais. Parte-se do princípio de que seguir as regras do bom jornalismo (escrever a matéria de forma impessoal, ouvir os dois lados da questão) era garantia de se ter um retrato fiel da realidade. De todas as teorias que se ocuparam da notícia, essa é talvez a mais criticada. Para começo, suas bases são frágeis. A analogia com a fotografia só demonstra a abertura para a subjetividade, pois mesmo a fotografia pode ser veículo de subjetividade. O semiólogo francês Roland Barthes já demonstrou que a fotografia não é só denotação, mas é também conotação. Processos conotativos, como a escolha das fotos (por que determinado jornal coloca a pior foto do candidato X, enquanto outro jornal publica a melhor foto desse mesmo candidato), a pose e os processos de fotomontagem demonstram que a fotografia não é um retrato fiel da realidade. Ademais, teorias cognitivas demonstram que o ser humano não consegue captar a realidade em toda as suas facetas e a escolha dos fatos que serão memorizados obedece a padrões subjetivos. Por outro lado, o filão de investigação que concebe as notícias como construção rejeita as notícias como espelho por diversas razões. Em primeiro lugar, argumenta que, num mundo em que tudo gira ao redor dos meios de comunicação de massa, é impossível separar a realidade da realidade que é mostrada pela mídia. A teoria do agenda setting, por exemplo, diz que as pessoas só discutem aquilo que está na mídia. Em segundo lugar, defende a posição de que a própria linguagem não pode funcionar como transmissora direta de significado inerente aos acontecimentos, porque a linguagem neutra é impossível. Embora o fato seja fator fundamental do jornalismo, sem o qual o mesmo não existe, há uma certa subjetividade e essa subjetividade se encontra na escolha dos fatos. Na escolha das notícias. Duas outras teorias vão tratar desse processo de escolha de notícias. A teoria do gatekeeper, originalmente surgida no campo da psicologia e adaptada à análise comunicacional por David Manning White no anos 50, dá ênfase à ação pessoal. White acompanhou durante uma semana o processo de escolha de notícias por parte de um jornalista de meia-idade de um jornal médio norte-americano. A cada escolha, o jornalista, denominado Mr. Gates, deveria anotar as razões pelas quais aceitava ou não uma notícia vinda de uma agência.White concluiu que o processo de seleção é arbitrário e subjetivo. Assim, de acordo com a teoria resultante do estudo, o jornalista é um gatekeeper, um porteiro, que abre e fecha a porta para as notícias. Aquelas que parecem mais interessante para o jornalista são publicadas, as resultantes são esquecidas.Generalizando, pode-se dizer que todo jornalista, a todo momento, é um gatekeeper, pois, além das escolhas das pautas que mais interessam, cabe também a escolha dos detalhes que serão publicados. Um profissional pode abrir o portão para determinada informação em uma notícia e fechar para outros. Além disso, há profissionais, como os editores, que têm como função abrir ou fechar o portão para os fatos que serão divulgados, configurando verdadeiros gatekeepers. A teoria gatekeeper foi duramente criticada por apresentar uma explicação puramente psicológica para a questão das escolhas das notícias e esquecer aspectos sociais. O enfoque sobre a ação social seria dado pela teoria organizacional. Criada por Warren Breed, essa teoria insere o jornalista no seu contexto mais imediato: a organização para a qual trabalha. Breed dá destaque para os constrangimentos organizacionais pelos quais passam os jornalistas e considera que estes obedecem muito mais as normas e a política editorial/política da empresa, do que seus impulsos pessoais na hora da escolha das notícias. Como exemplo disso, em estudo realizado em Portugal por José Luís Garcia, 90,6% dos jornalistas daquele país revelaram já ter sofrido algum tipo de pressão no exercício de sua profissão. Essas pressões eram de origem externa e interna. Entre as pressões externas, a maioria provinha de grupos interesse político-partidário (85,8%), seguidos por grupos empresariais e governamentais. Essa pressão, entretanto, não é direta. Ao jornalista inexperiente não é informado o que ele deve ou não deve fazer. Ele o aprende aos poucos, através de um sucessão sutil de recompensas e punições. Assim, o jornalista aprende a antever aquilo que se espera dele, a fim de obter recompensas e evitar penalidades. São raros os jornalistas que se colocam contra a linha política/editorial da empresa. A maioria se conforma com ela em decorrência de vários fatores. Entre eles: as punições e recompensas; o sentimento de estima para com os superiores e o medo de magoá-los; a vontade de crescer profissionalmente (jornalistas que se adequam à linha política/editorial da empresa têm mais chance de chegar a cargos de chefia); o prazer da atividade (os jornalistas, apesar de não perceberem altos salários, estão geralmente satisfeitos com sua atividade e sentem que estão contribuindo de alguma maneira para a melhoria da sociedade).Um outro tipo de pressão é o tempo. Quanto menor for tempo de escolha do jornalista, quanto mais próximo ele estiver do deadline, maior será a influência da organização sobre ele. O fator tempo, portanto, transcende a ação pessoal do jornalista e pode ser inserido nos constrangimentos organizacionais que assimilam o jornalista à política organizacional.As teorias organizacional e gatekeeper não pregam uma volta ao sensacionalismo anterior à teoria do espelho, mas demonstram que toda notícia é apenas uma versão dos fatos, e nunca a versão definitiva dos mesmos. Para ir alémBARTHES, R. A Mensagem fotográfica. In: LIMA, L. C. Teoria da Cultura de Massa. São Paulo: Paz e Terra, 2000.SOUSA, J. P. Teorias da notícia e do jornalismo. Chapecó: Argos, 2002.TRAQUINA, N. O estudo do jornalismo no século XX. São Leopoldo: Unisinos, 2001.

sábado, 29 de setembro de 2007

Programação Video Brasil 2007

Veja a programação completa do 16º Festival Internacional de Arte Eletrônica Sesc Videobrasil

Exposição De 2 a 25/10, de terça a domingo, das 11h às 21h
Sesc Avenida Paulista - Av. Paulista, 119, São Paulo)

Programação de eventos e exibições
30/9, domingo20h - VJ performance "Tulse Luper Live" com Peter Greenaway
(Sesc Av. Paulista - Av. Paulista, 119)

1/10, segunda10h - Palestra "Cinema Expandido" com Jorge La Ferla (Faculdade Santa Marcelina, R. Dr. Emilio Ribas, 89, Perdizes)
21h - Lançamento Caderno Videobrasil nº 3 (Sesc Avenida Paulista)

2/10, terça10h - Seminários Videobrasil - (Des)limites: hibridizações na imagem contemporânea (Sesc Avenida Paulista, Auditório)10h - Palestra "Panorama 360º", com Tom van Vliet (Sesc Avenida Paulista, Mezanino)13h - Encontros do Sul: "Arte e espaço nômade" (Sesc Avenida Paulista, Mezanino)15h30 - Kinds of Images (Sesc Avenida Paulista, Auditório)18h - Panoramas do Sul Programa 1 (Sesc Avenida Paulista, Auditório)19h30 - Panoramas do Sul Programa 2 (Sesc Avenida Paulista, Auditório)21h - Panoramas do Sul Programa 1 (Sesc Avenida Paulista, Auditório)21h - Peter Greenaway Programa 1 (CineSesc)22h - Panoramas do Sul Programa 2 (Sesc Avenida Paulista, Auditório)

3/10 (quarta) 10h - Seminários Videobrasil: Imagem e alteridade (Sesc Avenida Paulista, Auditório) 10h - Aula magna com Peter Greenaway - O Cinema está morto. Vida longa ao cinema! (FAAP - Rua Alagoas, 903, Pacaembu, São Paulo)13h - Encontros do Sul: Residências artísticas - Espaços de criar(Sesc Avenida Paulista, Mezanino)15h30 - Panoramas of the Imagination (Sesc Avenida Paulista, Auditório) 18h - Panoramas do Sul Programa 3 (Sesc Avenida Paulista, Auditório)19h30 - Panoramas do Sul Programa 4 (Sesc Avenida Paulista, Auditório)21h - Peter Greenaway Programa 2 (CineSesc)21h - Panoramas do Sul Programa 3 (Sesc Avenida Paulista, Auditório)22h - Panoramas do Sul Programa 4 (Sesc Avenida Paulista, Auditório)

4/10 (quinta)10h - Seminários Videobrasil - Imagem: outras mediações e experimentações (Sesc Avenida Paulista, Auditório)10h - Lançamento do livro Espaços Cegos/Blind Spaces (CEIA) (Sesc Avenida Paulista, Mezanino)13h - Encontros do Sul: Espaços de memórias, referências e articulações(Sesc Avenida Paulista, Mezanino)15h30 - Le temps des elegants (Sesc Avenida Paulista, Auditório)18h - Panoramas do Sul Programa 5 (Sesc Avenida Paulista, Auditório)19h30 - Panoramas do Sul Programa 6 (Sesc Avenida Paulista, Auditório)21h - Panoramas do Sul Programa 5 (Sesc Avenida Paulista, Auditório)21h - Peter Greenaway Programa 3 (CineSesc)22h - Panoramas do Sul Programa 6 (Sesc Avenida Paulista, Auditório)23h - Peter Greenaway Programa 1 (CineSesc)

5/10, quinta10h - Seminários Videobrasil: A imagem em narrativas múltiplas (Sesc Avenida Paulista, Auditório)10h - Lançamento DOCFERA (Sesc Avenida Paulista, Mezanino)13h - Encontros do Sul - Veículos e espaços virtuais (Sesc Avenida Paulista, Mezanino)14h - Peter Greenaway Programa 1 (CineSesc)15h30 - The Cinema of Difficult Dialogues - Programa 1 (Sesc Avenida Paulista, Auditório)17h - Peter Greenaway Programa 4 (CineSesc)18h - Panoramas do Sul Programa 7 (Sesc Avenida Paulista, Auditório)19h - Peter Greenaway Programa 5 (CineSesc)19h30 - Panoramas do Sul Programa 8 (Sesc Avenida Paulista, Auditório)21h - Carlos Adriano Programa 1, Um punhado de prazeres sublimes - Programa 1, Kenneth Anger (CineSesc)21h - Panoramas do Sul Programa 7 (Sesc Avenida Paulista, Auditório)22h - Panoramas do Sul Programa 8 (Sesc Avenida Paulista, Auditório)0h - Peter Greenaway Programa 2 (CineSesc)


6/10, sábado13h - Encontros do Sul: Programa Videobrasil de Residências - Contemplados 2008 (Sesc Avenida Paulista, Mezanino)14h - Peter Greenaway Programa 2 (CineSesc)15h30 - The Cinema of Difficult Dialogues - Programa 2 (Sesc Avenida Paulista, Auditório)16h30 - Arthur Omar Programa 1 (Sesc Avenida Paulista, Auditório)17h - Um punhado de prazeres sublimes - Programa 1, Kenneth Anger (CineSesc)18h - Panoramas do Sul Programa 9 (Sesc Avenida Paulista, Auditório)19h - Arthur Omar Programa 2 (CineSesc)19h30 - Panoramas do Sul Programa 10 (Sesc Avenida Paulista, Auditório)21h - Panoramas do Sul Programa 9 (Sesc Avenida Paulista, Auditório)21h - Um punhado de prazeres sublimes - Programa 2, Kenneth Anger (CineSesc)22h - Panoramas do Sul Programa 10 (Sesc Avenida Paulista, Auditório)23h - Peter Greenaway Programa 3 (CineSesc)


7/10, domingo14h - Peter Greenaway Programa 3 (CineSesc)16h - Edgard Navarro Programa 1 (Sesc Avenida Paulista, Auditório)17h - Um punhado de prazeres sublimes - Programa 2, Kenneth Anger (CineSesc)19h - Peter Greenaway Programa 5 (CineSesc)19h - Panoramas do Sul - Exibição dos trabalhos premiados (Sesc Avenida Paulista, Auditório)21h - Um punhado de prazeres sublimes - Programa 3 (CineSesc)8/10, segunda14h - Um punhado de prazeres sublimes - Programa 1, Kenneth Anger (CineSesc)15h - Um punhado de prazeres sublimes - Programa 2, Kenneth Anger (CineSesc)17h - Um punhado de prazeres sublimes - Programa 3 (CineSesc)19h - Arthur Omar Programa 2 (CineSesc)21h - Um punhado de prazeres sublimes - Programa 4 (CineSesc)22h - Um punhado de prazeres sublimes - Programa 5 (CineSesc)


9/10, terça14h - Um punhado de prazeres sublimes - Programa 4 (CineSesc)17h - Um punhado de prazeres sublimes - Programa 5 (CineSesc)19h - Arthur Omar Programa 2 (CineSesc)21h - Um punhado de prazeres sublimes - Programa 6 (CineSesc)


10/10, quarta14h - Peter Greenaway Programa 4 (CineSesc)16h - The Cinema of Difficult Dialogues - Programa 1 (Sesc Avenida Paulista, Auditório)17h - The Cinema of Difficult Dialogues - Programa 2 (Sesc Avenida Paulista, Auditório)17h - Um punhado de prazeres sublimes - Programa 7 (CineSesc)19h - Um punhado de prazeres sublimes - Programa 6 (CineSesc)19h - Peter Greenaway Programa 7 (Sesc Avenida Paulista, Auditório)20h30 - Peter Greenaway Programa 6 (Sesc Avenida Paulista, Auditório)21h - Um punhado de prazeres sublimes - Programa 8 (CineSesc)


11/10, quinta16h - The Cinema of Difficult Dialogues - Programa 3 (Sesc Avenida Paulista, Auditório)19h - Peter Greenaway Programa 8 (Sesc Avenida Paulista, Auditório)19h - Um punhado de prazeres sublimes - Programa 8 (CineSesc)20h30 - Arthur Omar Programa 1 (Sesc Avenida Paulista, Auditório)21h - Um punhado de prazeres sublimes - Programa 7 (CineSesc)

12/10, sexta19h - Peter Greenaway Programa 9 (Sesc Avenida Paulista, Auditório)20h30 - Edgard Navarro Programa 2 (Sesc Avenida Paulista, Auditório)

13/10, sábado19h - Peter Greenaway Programa 10 (Sesc Avenida Paulista, Auditório)20h30 - Edgard Navarro Programa 1 (Sesc Avenida Paulista, Auditório)


14/10, domingo19h - Peter Greenaway Programa 11 (Sesc Avenida Paulista, Auditório)20h30 - Edgard Navarro Programa 2 (Sesc Avenida Paulista, Auditório)


17/10, quarta16h - Peter Greenaway Programa 6 (Sesc Avenida Paulista, Auditório)19h - Peter Greenaway Programa 7 (Sesc Avenida Paulista, Auditório)


18/10, quinta16h - Peter Greenaway Programa 8 (Sesc Avenida Paulista, Auditório)17h - Peter Greenaway Programa 9 (Sesc Avenida Paulista, Auditório)19h - Kinds of Images (Sesc Avenida Paulista, Auditório)


19/10, sexta16h - Peter Greenaway Programa 10 (Sesc Avenida Paulista, Auditório)17h - Peter Greenaway Programa 11 (Sesc Avenida Paulista, Auditório)19h - Panoramas of the Imagination (Sesc Avenida Paulista, Auditório)


20/10, sábado19h - Le temps des elegants (Sesc Avenida Paulista, Auditório)


21/10, domingo19h - Reprise dos trabalhos premiados (Sesc Avenida Paulista, Auditório)De 30.9 a 25.10 SESC Avenida Paulista Av. Paulista, 119, tel. 55 (11) 3179-3700 Estação Brigadeiro http://www.sescsp.org.br/

Horários Espaços expositivos De 2 a 25.10, de terça a domingo, das 11h às 21hMezanino
De 2 a 6.10, das 10h às 22hDe 7 a 25.10, das 13h às 21h (terça a sexta) e das 13h às 18h30 (sábado, domingo e feriado)CafeteriaDe 2 a 6.10, das 11h às 21h30De 7 a 25.10, das 16h às 21h (terça a sexta); das 15h às 21h (sábado, domingo e feriado)Unidade
De 2 a 6.10, das 9h às 22h30 De 7 a 25.10, das 9h às 22h (terça a sexta); das 10h às 19h (sábado, domingo e feriado)De 2 a 11.10 CineSesc R. Augusta, 2075, tel. (11) 3082-0213


De 9 a 18.10 Museu de Arte Moderna da BahiaAv. Contorno, s/nº, tel. (71) 3117 6130, Salvador - BA www.bahia.ba.gov.brIngressosExposições e exibições de filmes e vídeos no SESC Avenida Paulista e CineSesc têm entrada franca.


Ingressos para as sessões de cinema e vídeo devem ser retirados no local com 1 hora de antecedência.
Os ingressos para os Seminários serão vendidos na Rede SESC São Paulo a partir de 19.9. Ingressos unitários custam R$ 6*.
O pacote com ingressos para todos os Seminários custa R$ 20, R$ 10** e R$ 5***.* preço único ** usuário matriculado, usuário MIS, pessoas com mais de 60 anos, estudantes com carteirinha da UNE, UMES ou UBES, e professores da rede pública de ensino *** trabalhador do comércio e serviços matriculado.

Começa em São Paulo o 16° Festival Internacional de Arte Eletrônica SESC Vídeo Brasil










Mostras, instalações, performances e encontros com o cineasta britânico Peter Greenaway, o artista alemão Marcel Odenbach, o americano Kenneth Anger e os brasileiros Arthur Omar, Edgard Navarro e Carlos Adriano estão entre os destaques desta edição.

A aproximação entre vídeo, cinema e artes visuais é o foco do 16º Festival Internacional de Arte Eletrônica SESC Videobrasil, que começa neste domingo com performance de Peter Greenaway na rua Leôncio de Carvalho [dia 30/9, às 20h, aberto ao público]. O artista usa interface touch screen para manipular ao vivo fragmentos dos filmes que envolvem Tulse Luper, personagem inspirado no escritor e projetista desaparecido em 1989 depois de passar anos entre prisões.

O experimentalismo conduz a programação, que conta, no eixo Cinema+Vídeo+Arte, com Marcel Odenbach, pioneiro da videoarte; Kenneth Anger, inventor do cinema underground americano; e artistas brasileiros que expandem territórios e limites, como Eder Santos, Detanico e Lain, Carlos Adriano, Edgard Navarro e Arthur Omar, além de curadorias internacionais e de um ciclo dedicado ao cinema queer do século 20.

A mostra competitiva do Festival, denominada Panoramas do Sul, reúne 66 obras produzidas nos últimos dois anos por artistas da América Latina, África, Leste Europeu, Oriente Médio, Ásia e Oceania. Ainda na programação, atividades do eixo Zona de Reflexão incluem debates e o lançamento do terceiro volume da publicação anual Caderno Videobrasil.

Sob o tema Limite: Movimentação de imagem e muita estranheza, o maior festival de arte eletrônica da América Latina tem inspiração no filme Limite, de Mario Peixoto, e curadoria de Solange Farkas, diretora da Associação Cultural Videobrasil e do MAM da Bahia.


O que: 16º Festival Internacional de Arte Eletrônica SESC Videobrasil
Quando: 30 de setembro a 25 de outubro
Onde: SESC Avenida Paulista Av. Paulista .119 / tel.: 3179-3700
Onde: CineSESC Rua Augusta. 2075 / tel.: 3082-0213

sábado, 8 de setembro de 2007

"Túnel de Memórias Inédito" do cineasta revolucionário Glauber Rocha




Imagem da Imagem revela fotos inéditas do Cineasta Glauber Rocha, entre os anos 80 e 81, período em que vivera com sua esposa e seus filhos em Portugal. As fotos foram reunidas pela viúva do cineasta, Paula Gaitán, e oferece ao público um pouco mais da história de vida do cineasta. Este túnel de memórias permite ao espectador apreciar fotografias inéditas dos últimos anos da vida de Glauber, lembranças do tempo em que o casal morou em Sintra com seus filhos, fotos individuais do artista e das paisagens portuguesas onde viveram.
Um dos destaques da Mostra é a imagem de um rio, projetada no chão passando a idéia de que uma câmera flutua sobre seus trilhos.

Informações
Local: Itaú Cultural
Grátis.
Até 23 de setembro.
Terça a sexta, 10h às 21h; sábado e domingo, 11h às 19h.

domingo, 26 de agosto de 2007

Uma carta resposta

Sobre seus questionamentos, eles são realmente coerentes, pois o mercado está sufocado de profissionais medíocres. Como já deve saber o "mundo" já adotou um sistema diferente do Brasil, no qual o assessor de imprensa consiste no profissional de Relações Públicas. Em parte concordo que o Assessor de Imprensa precisa possuir dotes inerentes as relações públicas, mas em minha opinião precisa também ter passado por uma redação e vivido o outro lado, para entender as necessidades e possibilidades do veículo para qual estará representando o seu assessorado. Muito mais do que saber redigir release interessante, precisa ter um domínio com a comunicação para poder manter uma relação consistente com os veículos.

Escolhi esta área não só porque gosto, mas porque domino o universo da comunicação. Como penso? Esta pergunta precisaria vim acompanhada do universo de que se refere, pois falar do mundo, para um comunicador realmente seria muito subjetivo. Sobre a minha comunicação, esta é permeada pela ética a coerência. Para isso é de extrema importância a segurança entre assessor e assessorado. Pois o cargo de assessor de comunicação é de absoluta confiança porque envolve necessariamente tudo que acontece na instituição ou na pessoa que o profissional está servindo naquele momento. Nesta profissão ás vezes nos deparamos com situações inusitadas por uma série de interesses conflitantes. A ética em minha opinião sempre foi a minha melhor saída. Eu me comunico estabelecendo o meu próprio limite. Profissional sem firmeza e sem personalidade tem aos montes, que indiscriminalmente aceitam todas as ordens do patrão, mesmo que estas sejam contrárias aos seus valores internalizados, contratar um que se imponha e seja competente que é o difícil. Considero-me parte deste nicho. E este é um dos inúmeros requisitos imprescindíveis e que são considerados diferencias, pois estam extintos no mercado. Como também a pró - atividade e dinamismo, primordiais para a concretização das idéias.

Nos tempos atuais não tem como fugir da mídia, vocês artistas principalmente, precisam estar vivos dentro do veículo. O diferencial seria como estar vivo? O que está representando a sua evidência nos veículos de comunicação? Para isso agora, também precisamos de um cuidado sobre a inversão dos papéis: o Assessor que preza por qualidade, se envolve em bons projetos, pois não quer ter seu nome vinculado “a qualquer coisa", para isso precisa confiar e acreditar na qualidade do que está assessorando.

Não sou adepta ao sensacionalismo, por isso preciso ter afinidades ideológicas com quem estou representando para potencializá-lo na imprensa de uma forma interessante, e com projetos de qualidade. Com os avanços tecnológicos, qualquer um, passa a escrever qualquer coisa. Isto banalizou e distorceu muito os conteúdos aumentando assim, os riscos de exposição principalmente por parte das pessoas públicas. Isso implicou diretamente no descrédito do que é dito. Por isso falo de uma fidelização com os veículos para o assessor torna-se fonte segura. Um ponto importante na comunicação é existir clareza e entendimento nas informações passadas ou contidas nos projetos, para que nós assessores quando tivermos que transmitir informações, passar de forma fiel e assim alcançar um resultado satisfatório.

Há algum tempo a Assessoria de Imprensa já ganhou uma dimensão tão grande que lhe concedeu o nome de Assessoria de Comunicação. Isso lhe deu uma responsabilidade ainda maior. Cabe a mim, como cargo de assessora, além dos meus diferenciais e valores já citados acima, divulgar para as redações, na forma de release, assuntos de interesse do assessorado que possam ter relevância jornalística; fazer medição entre o assessorado e os profissionais de imprensa, agendando entrevistas, organizando coletivas ou repassando genérico; fazer acompanhamento e a análise de tudo que é publicado na imprensa a respeito do assessorado; e por fim, produzir, editar e distribuir veículos de comunicação para os públicos interno e externo, contendo evidentemente, os temas de interesse do assessorado ou do público que ele quer atingir. Por parte do assessorado é preciso que ele ouça o assessor para que possa direcionar as informações para os veículos certos com informações coerentes para cada um. Que acompanha um perfil e interesse diferenciado.

E embora isso nem sempre ocorra, a busca e a realização profissional de um assessor consiste em estar envolvido em projetos que acredite e que tenha afinidade ideólogica, pois além de fazer o que gosta e o que domina ainda vestirá a camisa e defender algo que credita e admira.

Moda Conceito Arte

Nos últimos anos tenho me dedicado a pesquisas na área da arte contemporânea e conceitual. Minha última experiência foi um trabalho paralelo por dois anos com a assessoria do artista plástico Tito Oliveira. Um artista pós- moderno que rompe as representatividades e espaços obsoletos da arte, além de trabalhar com temas que falam da condição humana e das evoluções tecnológicas.

Depois da revolução artística da arte pop nos anos 60, com Andy Warhol, Tom Welsseman, Dan Flavin, Dan Graham, Duchamp e outros, romper os lugares obsoletos para interferir em espaços inusitados é algo bastante arrojado. Na moda também não foi diferente. Ela passou a representar muito mais do que a estética tradicional, permitiu-se ao conceito de uma nova moda, mais livre, criativa e original. E a esse novo conceito de moda só atribuo pontos positivos. Principalmente com o mundo moderno disponibilizando recursos tecnológicos em rede, para pesquisas aprofundadas, a construção de um viés maior para a exploração de novas linguagens, expressões e materiais não só será inevitável como convidativo.

O estilista e artista plástico Jefferson Kulig é pós- moderno, permeia um conceito peculiar, e suas representatividades implantam tendências inovadoras e conceituais. Ele faz parte de uma nova proposta, a de ampliar os significados da arte. Portanto suas coleções para mim são uma verdadeira união do corpo, da estética futurística e da arte conceitual. Percebe-se um rompimento dos conceitos paradigmáticos da moda e a preocupação inerente em não só desenhar roupas um corpo, mas em recriar realidades sob a ótica de um novo corpo. Essa proposta me fascina muito!

Já havia conhecido alguns trabalhos de coleções. Mas como artista plástico, passei a conhecer quando o pesquisei mais a fundo no momento em que passou o link. Fiquei muito encantada com as suas instalações, confirmam ainda mais o seu estilo arrojado e genuíno.

Além dos cortes bem elaborados e da homogeneidade das cores, a pesquisa de material também foi algo que me chamou atenção. A diversidade e a funcionalidade dos materiais nas coleções são fantásticas. Uma junção de “cyber experimentos” eu diria. Parafina, luz, laser, acrílicos, borracha e sintético representam a proposta robótica de uma forma bem interessante.

Carla Maciel

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

A partida de Bergman


"Um grande homem, que morreu calma e docemente em sua cama... um velho coração que deixou de bater". Foi assim a definição do escritor sueco Henning Mankella, referindo-se à partida do sogro, o ilustre cineasta sueco Ingman Bergman, que nos deixou aos 89 anos, nesta segunda feira dia 30 de julho.

Considerado um dos produtores mais influentes da segunda metade do século XX, Bergman dirigiu cerca de 40 filmes, mais de cem peças de teatro e vários programas de televisão. Foi um dos fundadores da Academia Européia de Cinema, em 1988, e durante sua carreira recebeu quatro prêmios Oscar. O diretor se considerava um homem de teatro, que, segundo ele, era "toda a sua vida", enquanto o cinema era "um trauma e uma paixão", estampada nestes títulos: 1945 - "Crise".

A notícia da morte do cineasta provocou uma chuva de pêsames de personalidades da cultura de todo o mundo. A política sueca, entre elas o primeiro-ministro do país, Fredrik Reinfeldt se manifestou e reconheceu a obra de Bergman como imortal. "Espero que sua herança seja cuidada e desenvolvida por muitos anos", disse Reinfeldt em comunicado.

Vida e Obra



O cineasta nasceu em 14 de julho de 1918 em Uppsala, ao norte de Estocolmo, e cresceu em um ambiente religioso e autoritário que marcaria sua personalidade e obra.Seu pai, pastor protestante, costumava castigar Bergman trancando-o num armário. Para combater o ambiente repressivo da casa, o diretor de cinema acabou criando um mundo de fantasia, como explicou mais tarde. Após estudar arte e literatura em Estocolmo, Bergman se dedicou a escrever e dirigir peças de teatro, sua grande paixão. A carreira cinematográfica começou em 1944, quando escreveu o roteiro de "Tormento" para o diretor sueco Alf Sjöberg.O longa-metragem, que ganhou vários prêmios e no qual Bergman trabalhou como auxiliar de direção, é baseado nas recordações da infância do diretor e causou grande polêmica na Suécia da época, pois colocava em xeque o sistema educacional do país. Pouco depois, Bergman aprendeu todos os aspectos técnicos do cinema, desde iluminação e som até a montagem, com o objetivo de controlar completamente a produção de seus filmes. Além disso, começou a aplicar o conselho dado por um de seus ídolos, o diretor sueco Victor Sjöström: "Não discuta tanto com todo mundo. Só conseguirá que se aborreçam e desmereçam seu trabalho". Após dirigir quatro filmes com roteiros de outros autores, Bergman estreou "Prisão" (1948), seu primeiro filme como roteirista e diretor. No entanto, o reconhecimento internacional só chegou com a estréia de "Sorrisos de uma Noite de Amor" (1955), com o qual ganhou o prêmio especial do júri no Festival de Cannes.O cineasta no set de filmagemO filme seguinte, "O Sétimo Selo" (1956), se tornou rapidamente um clássico do cinema autoral e levou Bergman ao Olimpo da sétima arte. A partir daí, o cineasta assinou mais de 30 filmes, refletindo uma visão trágica das relações humanas e recebendo, por isso, o estigma de autor obscuro e atormentado.Entre seus filmes destacam-se "Morangos Silvestres" (1957, prêmio de melhor direção do Festival de Cannes), "A Fonte da Donzela" (1960, Oscar de melhor filme estrangeiro), e "Fanny e Alexander" (1983), seu último filme, pelo qual ganhou quatro estatuetas em Hollywood (filme estrangeiro, fotografia, direção de arte e figurino).Depois, Bergman se dedicou a dirigir peças teatrais e séries de televisão, e seus roteiros foram dirigidos por outros cineastas, como o dinamarquês Bille August, que realizou "As Melhores Intenções", Palma de Ouro em Cannes em 1992.Nos últimos anos, Bergman morou em Faro e foi se preparando mentalmente para aceitar a morte, uma de suas obsessões. "Quando era jovem, tinha um medo horrível de morrer. Agora acho que é uma solução muito, muito correta. É como uma vela que se apaga. Não há muito o que discutir", disse em uma de suas últimas entrevistas.

Biografia



O cineasta nasceu 14 de julho de 1918 em Upsala, localidade que fica 70 quilômetros ao norte de Estocolmo. Seu pai foi um pastor protestante do qual recebeu um estrita educação, que marcou sua vida e obra, caracterizada - salvo exceções - pela inclusão de conotações metafísicas e um universo de problemas humanos fundamentais, como a falta de comunicação do casal, a solidão, Deus e a morte.Bergman cursou o ensino básico em Estocolmo, onde também se formou em Arte e Literatura.Apaixonado pelo teatro, principalmente o clássico, já na universidade dirigiu uma companhia de estudantes. Após o fim dos estudos, concentrou sua atividade na cena, como autor e diretor.Após ser ajudante de direção no Real Teatro da Ópera de Estocolmo, esteve à frente do Teatro Municipal de Helsinborg (1944-1946), de Goteborg (1946-1949), de Malmoe (1954-1963) e do Real Teatro Dramático de Estocolmo (1963-1966 e 1985-1995).Em 1976, se mudou para Munique, na Alemanha, onde também desenvolveu seu talento criativo, e em 1985 voltou à Suécia como diretor do Real Teatro Dramático de Estocolmo.Nesta etapa, fez montagens como "A Menina Julie" e "O sonho", ambos de Strindberg; "Hamlet", de Shakespeare; "Longa jornada noite adentro", de Eugene O'Neill; "Casa de Bonecas" e "Peer Gynt", ambos de Ibsen; e "Conto de Inverno", de Shakespeare.No final de 1995, deixou o Teatro Dramático para ficar responsável pelos espaços cênicos da televisão pública sueca "STV", onde foram transmitidas obras do diretor.No cinema, seu começo foi com roteiros que escreveu para projetos próprios e alheios, casos dos diretores Gustaf Molander, Alf Kjellin, Lars Erik Kjellgren e Alf Sjorberg.Ingmar Bergman, um dos fundadores da Academia Européia de Cinema em 1988, estreou na direção com o longa-metragem "Crise" (1945), "Chove em nosso amor" (1946), "Um Barco para a Índia" (1947), "Música na Noite" (1947), "Porto" (1948), "Prisão" (1948), "Sede de Paixões" (1949), "Juventude" (1951), "Quando as Mulheres Esperam" (1952), "Mônica e o Desejo" (1952), "Noites de Circo" (1953), "Uma Lição de Amor" (1954), "Sonhos de Mulheres" (1955), "Sorrisos de uma Noite de Amor" (1955) e "O Sétimo Selo" (1956).Bergman começava a ser conhecido internacionalmente como um autor complexo, atormentado e obscuro.Também destacam-se em sua trajetória os filmes "Morangos Silvestres" (1957, prêmio de melhor direção do Festival de Cannes de 1958), "A Fonte da donzela" (1959, Oscar de melhor filme estrangeiro e Prêmio Fipresci de Cannes), "Através de um Espelho" (1961, Oscar de melhor filme estrangeiro e agraciado no Festival de Berlim), "O silêncio" (1963), "Vergonha" (1968), "Cenas de um casamento" (1973), "O Ovo da Serpente" (1977), "Sonata de Outono" (1978) e "Fanny e Alexander" (1983).Após esta última, premiada com quatro Oscar (filme estrangeiro, fotografia, cenário e figurino), iniciou um ciclo de filmes para a TV, como "Depois do Ensaio" (1984), "Diário de uma Filmagem" (1986) ou "Na Presença de um Palhaço" (1997).Seus roteiros posteriores foram levados ao cinema por outros produtores. Foi o caso do dinamarquês Bille August, de seu filho Daniel Bergman e de sua atriz favorita e ex-companheira Liv Ullman.Sua última obra para televisão foi como roteirista de "Bergmanova Sonata", em 2005.Em 2004, a televisão sueca "SVT" transmitiu um documentário de 180 minutos, a cargo da jornalista Marie Nyreroed, sobre a vida e obra de Bergman na ilha de Faro.Em 18 de julho, Bergman fez um último relato público, de uma hora e meia, sobre sua vida pessoal e artística em um programa ao vivo da "Rádio Nacional da Suécia".Entre outras homenagens, Bergman possui os Prêmios Erasmus (1965), Internacional de Teatro Luigi Pirandello (1971) e Goethe (1976), a Medalha de Ouro da Academia Sueca (1977), o título de comendador da Legião de Honra francesa (1985) e a Palma de Ouro por sua carreira do Festival de Cannes (1997).É autor de suas memórias, intituladas "Lanterna Mágica" (1987), e dos livros "Imagens" (1990) e "Conversas privadas" (1996), entre outros.Considerava a si mesmo como um homem de teatro, "é toda minha vida", enquanto o cinema era para o diretor "um trauma e uma paixão", segundo ele.Com oito filhos, Bergman foi casado cinco vezes. A primeira com Elsie Fischer, com quem teve uma filha. Depois com Ellen Lundstrom, que lhe deu quatro filhos (entre eles uma atriz, Anna).Sua terceira e quarta esposas foram, respectivamente, Gun Hagberg, com quem teve um filho, e a pianista finlandesa Kabi Laretei, mãe de seu filho Daniel, também diretor de cinema. Sua quinta esposa, Ingrid von Rosen, morreu em 1995.À margem destes casamentos, Ingmar Bergman teve relacionamentos com as atrizes Harriet Andersson e Liv Ullman, com quem teve sua filha Linn, jornalista.

Filmografia


1946 - "Chove sobre nosso amor".1947 - "Noite eterna".1948 - "Cidade portuária" e "Prisão".1949 - "Sede de paixões".1951 - "Jogos de verão".1952 - "Três mulheres" e "Mônica e o desejo".1953 - "Noite de circo".1954 - "Uma lição de amor".1955 - "Sonhos de mulheres" e "Sorrisos de uma noite de amor".1956 - "O sétimo selo".1957 - "Morangos selvagens".1958 - "No limiar da vida" e "O rosto".1959 - "A fonte da donzela".1960 - "O olho do diabo".1961 - "Através de um espelho".1963 - "O silêncio".1964 - "Para não falar de todas essas mulheres".1968 - "Vergonha" e "O rito".1969 - "A paixão de Ana".1971 - "A carcoma".1972 - "Gritos e sussurros".1973 - "Cenas de um casamento".1974 - "A flauta mágica".1975 - "Face a face".1977 - "O ovo da serpente".1978 - "Sonata de outono".1980 - "Da vida das marionetes".1983 - "Fanny e Alexander".EFE doc pp/dgr

sábado, 21 de julho de 2007

Cena do longa brasileiro "O Céu de Suely", presente na segunda edição do festival


Entrevistas

Programação do Festival de Cinema Latino Americano




Cinesesc - Rua Augusta 2075, Jardins - São Paulo - (11) 3064.1668 - 329 lugares

24/julho (terça)18h00 – Sofá-Cama - Ulises Rosell (Argentina, 90', 2006)20h00 – Do Outro Lado - Gustavo Loza (México, 90', 2004)22h00 – Arcana - Cristóbal Vicente (Chile, 83', 2006)25/julho (quarta)18h00 – A Vida Imune - Ramón Cervantes (México, 105', 2006)20h00 – Dias de Santiago - Josue Mendez (Peru , 83', 2004)22h00 – Qué Tan Lejos - Tania Hermida (Equador, 92', 2006)26/julho (quinta)18h00 – O Castelo da Pureza - Arturo Ripstein (México, 110', 1973)20h00 – Eu me Lembro - Edgard Navarro (Brasil, 108', 2006)22h00 – US/Nosotros - José Eduardo Alcázar (Paraguai, 72', 2007)27/julho (sexta)18h00 – A Casca - Carlos Ameglio (Uruguai, Argentina, Espanha, 105', 2006)20h00 – GLUE, História Adolescente no Meio do Nada - Alexis dos Santos (Argentina/Grã Bretanha, 110', 2006)28/julho (sábado)18h00 – Copacabana Me Engana - Antonio Carlos da Fontoura (Brasil, 96', 1968)20h00 – A Idade da Peseta, A - Pavel Giroud (Cuba/Venezuela/Espanha, 90', 2006)22h00 – Notícias Distantes - Ricardo Benet (México, 120', 2005)29/julho (domingo)18h00 – O Espírito d'O Pão - Marcley de Aquino (Ceará, 12', 2007)– Mauro Shampoo - Jogador, Cabeleireiro e Homem - Paulo Henrique Fontenelle e Leonardo Cunha Lima (Rio de Janeiro, 22', 2006)– O Jumento Santo e a Cidade que acabou antes de começar - Wiliam Paiva e Leonardo Domingues (Pernambuco, 11', 2007)– Vida Maria - Marcio Ramos (Ceará, 9', 2006)20h00 – Eunóia - Eduardo Ferreira e Joel Sagardia (Mato Grosso, 9', 2007)– Para Onde Eu Vou - Claudia Jaguaribe (São Paulo, 2', 2007)– Man.Canoe.Ocean - Marcellvs L. (Minas Gerais, 12', 2005)– Outono - Pablo Lobato (Minas Gerais, 21', 2007)– O Homem da Árvore - Paula Mercedes (São Paulo, 19', 2007)22h00 – O Chacal de Nahueltoro - Miguel Littin (Chile/México, 95', 1969)

Sala Cinemateca - Largo Sen. Raul Cardoso 207, Vila Clementino - São Paulo - (11) 5084.2177 - 104 lugares

24/julho (terça)16h30 – O Rei de San Gregorio - Alfonso Gazitúa Gaete (Chile, 85', 2005)18h30 – Não é você, sou eu - Juan Taratuto (Argentina/Espanha, 105', 2004)20h30 – Rosario Tijeras - Emilio Maillé (México/Colômbia/Espanha/Brasil/França, 112', 2005)25/julho (quarta)16h30 – A Grande Cidade - Carlos Diegues (Brasil, 85', 1966)18h30 – A Mulher do meu Irmão - Ricardo de Montreuil (Argentina/México/Peru/EUA, 89', 2005)20h30 – O Inverno de Gunter - Galia Giménez (Paraguai, 120', 2007)26/julho (quinta)16h30 – A Grande Feira - Roberto Pires (Brasil, 91', 1961)18h30 – Frida Kahlo - Marcela Fernandez Violante (México, 13', 1971)– Reed, México Insurgente - Paul Leduc (México, 105', 1970)20h30 – JC Chávez - Diego Luna (México , 78', 2007)27/julho (sexta)14h30 – Ánimas Trujano - Ismael Rodríguez (México , 104', 1962)16h30 – As Mãos - Alejandro Doria (Argentina/Itália, 119', 2006)18h30 – O Cheiro do Ralo - Heitor Dhalia (Brasil, 112', 2006)28/julho (sábado)14h30 – Estamira - Marcos Prado (Brasil, 115', 2005)16h30 – O Céu de Suely - Karim Aïnouz (Brasil, 90', 2006)18h30 – Menino de Engenho - Walter Lima Jr. (Brasil, 110', 1965)29/julho (domingo)14h30 – Macunaíma - Joaquim Pedro de Andrade (Brasil, 110', 1969)16h30 – Evocação de Frida - Manuel Michel (México, 13', 1960)– Evocação de Frida - Manuel Michel (México, 13', 1960)– A Adolescente - Luis Buñuel (México, EUA, 95', 1960)18h30 – Yawar Malku - Jorge Sanjínez (Bolívia, 85', 1969)
Memorial da América Latina - Sala 1 - Av. Auro S. de Moura Andrade 664, Barra Funda - São Paulo - (11) 3823.4600 - 876 lugares 24/julho (terça)13h00 – Nazarín - Luis Buñuel (México , 94', 1959)15h00 – As Doze Cadeiras - Tomás Gutiérrez Alea (Cuba, 94', 1962)17h00 – O Sangue no Corpo - Edwin Arévalo (El Salvador, 80', 2005)19h00 – Crime Delicado - Beto Brant (Brasil, 87', 2005)21h00 – Clube da Lua - Juan José Campanella (Argentina/Espanha, 145', 2004)25/julho (quarta)13h00 – Araya - Margot Benacerraf (Venezuela/França, 90', 1959)15h00 – Mais que Nada no Mundo - Andrés León Becker e Javier Solar (México, 90', 2006)17h00 – Primas - Richard Senecal (Haiti, 97', 2006)19h00 – O Mais Belo dos Meus Melhores Anos - Martin Boulocq (Bolívia, 93', 2005)21h00 – La Matinée - Sebastián Bednarik (Uruguai, 78', 2007)26/julho (quinta)13h00 – Macario - Roberto Gavaldón (México , 91', 1960)15h00 – Tocar e Lutar - Alberto Arvelo Mendoza (Venezuela, 80', 2006)17h00 – Caribe - Esteban Ramírez (Costa Rica, 90', 2003)19h00 – Crônica de uma Fuga - Adrián Caetano (Argentina, 103', 2006)21h00 – Vésperas - Daniela Goggi (Argentina, 85', 2005)27/julho (sexta)13h00 – Barroco - Paul Leduc (México, Espanha, Cuba, 115', 1988)15h00 – O Caracazo - Román Chalbaud (Venezuela, 110', 2005)17h00 – Las Cruces - Rafael Rosal (Guatemala, 85', 2006)19h00 – Mariposa Negra - Francisco Lombardi (Peru/Espanha, 116', 2006)21h00 – Soy Cuba - O Mamute Siberiano - Vicente Ferraz (Brasil, 90', 2005)28/julho (sábado)13h00 – Enamorada - Emilio Fernández (México , 99', 1946)15h00 – Os Fuzis - Ruy Guerra (Brasil, 103', 1964)17h00 – Antônia - Tata Amaral (Brasil, 90', 2006)19h00 – Drama/Mex - Gerardo Naranjo (México, 92', 2006)21h00 – Árido Movie - Lírio Ferreira (Brasil, 115', 2006)29/julho (domingo)13h00 – Etnocídio - Paul Leduc (México/Canada, 127', 1976)15h00 – Fiat Lux - Nelton Pellenz (Rio Grande do Sul, 2', 2006)– Rapsódia do Absurdo - Cláudia Nunes (Goiás, 16', 2006)– Jaguaribe Carne: Alimento da Guerrilha Cultural - Fabia Fuzeti e Marcelo Garcia (São Paulo, 29', 2007)17h00 – Vai Indo Que Eu Já Vou - Rubem Barros e Marcelo Perez (São Paulo, 15', 2006)– Hibakusha: Herdeiros Atômicos do Brasil - Mauricio Kinoshita (São Paulo, 15', 2006)– Uma Vida e Outra - Daniel Aragão (Pernambuco, 18', 2006)19h00 – Frida, Natureza Viva - Paul Leduc (México, 108', 1983)
Memorial da América Latina - Sala 2 - Av. Auro S. de Moura Andrade 664, Barra Funda - São Paulo - (11) 3823.4600 - 733 lugares

24/julho (terça)13h00 – Crônica de um Menino Só - Leonardo Favio (Argentina, 70', 1964)15h00 – Boca de Ouro - Nelson Pereira dos Santos (Brasil, 103', 1963)17h00 – Aqui a Mídia Não Faz a Cabeça de Ninguém – Argentina - Lucas Vega (Brasil, 4', 2006)– Aqui a Mídia Não Faz a Cabeça de Ninguém – Argentina - Lucas Vega (Brasil, 4', 2006)– O Dia em que o Brasil Esteve Aqui - Caito Ortiz e João Dornelas (Brasil, 73', 2006)19h00 – Ánimas Trujano - Ismael Rodríguez (México , 104', 1962)21h00 – Frida Kahlo - Marcela Fernandez Violante (México, 13', 1971)– Reed, México Insurgente - Paul Leduc (México, 105', 1970)25/julho (quarta)13h00 – O Castelo da Pureza - Arturo Ripstein (México, 110', 1973)15h00 – Porto das Caixas - Paulo Cesar Saraceni (Brasil, 80', 1962)17h00 – Os Nascimentos - Alexandre Gwaz (Brasil, 11', 2007)– Os Nascimentos - Alexandre Gwaz (Brasil, 11', 2007)– Caroneiros - Martina Rupp (Brasil, 52', 2006)– KollaSuyo - Pedro Dantas (Brasil, 52', 2006)19h00 – Enamorada - Emilio Fernández (México , 99', 1946)21h00 – Etnocídio - Paul Leduc (México/Canada, 127', 1976)26/julho (quinta)13h00 – Na Selva Não Há Estrelas - Armando Robles Godoy (Peru, Argentina, 87', 1967)15h00 – Noite Vazia - Walter Hugo Khouri (Brasil, 93', 1964)17h00 – Mulheres de Palavra - Kátia Klock e Maurício Venturi (Brasil, 104', 2000)19h00 – Evocação de Frida - Manuel Michel (México, 13', 1960)– A Adolescente - Luis Buñuel (México, EUA, 95', 1960)– Evocação de Frida - Manuel Michel (México, 13', 1960)27/julho (sexta)13h00 – Os Inundados - Fernando Birri (Argentina, 87', 1961)15h00 – Macario - Roberto Gavaldón (México , 91', 1960)17h00 – Boca de Ouro - Nelson Pereira dos Santos (Brasil, 103', 1963)19h00 – Macunaíma - Joaquim Pedro de Andrade (Brasil, 110', 1969)21h00 – O Chacal de Nahueltoro - Miguel Littin (Chile/México, 95', 1969)28/julho (sábado)13h00 – Barroco - Paul Leduc (México, Espanha, Cuba, 115', 1988)15h00 – Crônica de um Menino Só - Leonardo Favio (Argentina, 70', 1964)19h00 – Yawar Malku - Jorge Sanjínez (Bolívia, 85', 1969)21h00 – Araya - Margot Benacerraf (Venezuela/França, 90', 1959)29/julho (domingo)13h00 – Os Animais - Paul Leduc (México, 28', 1995)– A Flauta de Bartolo - Paul Leduc (México, 28', 1997)– Os Animais - Paul Leduc (México, 28', 1995)15h00 – Na Selva Não Há Estrelas - Armando Robles Godoy (Peru, Argentina, 87', 1967)17h00 – As Doze Cadeiras - Tomás Gutiérrez Alea (Cuba, 94', 1962)19h00 – Os Inundados - Fernando Birri (Argentina, 87', 1961)

2º Festival de Cinema Latino-Americano homenageia Frida Khalo


O cineasta Paul Leduc, o fotógrafo Gabriel Figueroa e a pintora Frida Khalo são os destaques do 2º Festival de Cinema latino-Americano, que começa no próximo dia 23 com sessões gratuitas no Memorial da América Latina, na Cinemateca Brasileira e no Cinesesc, em São Paulo.

Cena do longa brasileiro "O Céu de Suely", presente na segunda edição do festival
Leduc, Figueroa e Khalo ganham retrospectivas especiais nessa segunda edição do evento. O cineasta Paul Leduc, um dos mais importantes nomes do cinema mexicano, é o principal convidado e o grande homenageado do festival.

Entre os filmes brasileiros exibidos estão "O céu de Suely"(2006), de Karim Ainouz, "O Cheiro do Ralo" (2006), de Heitor Dhalia, "Estamira" (2005), de Marcos Prado e "Macunaíma" (1969), de Joaquim Pedro de Andrade.

A programação completa do evento pode ser conferida no site do festival.

2º Festival de Cinema Latino-Americano em São Paulo


Quando: de 23 a 29 de julho


Onde:

Cinesesc (r. Augusta, 2075, Jardins, São Paulo, tel. 0/xx/11/3064-1668)


Sala Cinemateca (largo Sen. Raul Cardoso, 207, Vila Clementino, tel. 0/xx/11/5084-2177)


Memorial da América Latina (av. Auro S. de Moura Andrade, 664, Barra Funda, tel. 0/xx/11/3823-4600)


Quanto: grátis

segunda-feira, 16 de julho de 2007

NOVA FORMA DE STREET ARTE


Performances e instlações ocupam a Galeria Vermelho e as paredes do Sesc Pinheiros e do Sesc Pompéia recebem, a partir de amanhã, a mostra "A Conquista do Espaço - Novas Formas de Arte de Rua". A coletiva reúne artistas nacionais e convidados de fora - o italiano BLU, o polonês M-Cit, o americano Mark Jenkins e os grupos argentinos Run Don't Walk e Buenos Aires Stencil entre outros. A exposição traz novidades na produção urbana com obras entre grafites e painéis e ocupam tanto os espaços internos como alguns muros no entorno das duas unidades.
__________________________________________________________________O Sesc Pinheiros fica na r. Paes Leme, 195, tel. 0/xx/11/3061-4051 (ter. a sex., das 13h às 21h30; sáb. e dom., das 10h às 18h30; até 23/8), e o Pompéia, na r. Clélia, 93, tel, 0/xx/11/3871-7700. Grátis.

Vodu no Haiti ganha exposição de fotografias em São Paulo


O Vodu, culto aos ancestrais praticado por 7 milhões de pessoas no mundo, foi alvo de uma pesquisa do fotógrafo espanhol Luis Alcalá del Olmo, com a tarefa de desvendar o fascínio que a religião exerce sobre as pessoas. O resultado dessa busca chega a São Paulo nas 60 imagens da exposição "Haiti - Os Espíritos na Terra", a partir de 14 de julho, no espaço Caixa Cultural do Edifício Sé.

De origem africana, o Vodu nasceu no lado ocidental do continente, onde hoje se localiza o Benin. A palavra 'vodun', do idioma local denominado fon-ewe, significa "espírito" em português.
A prática religiosa, que carrega o estigma criado pelas "bonecas de vodu" dos filmes de terror, é na verdade um culto aos ancestrais.

No Brasil, alguns derivativos da religião africana são praticados nos terreiros de candomblé da nação Jêje. A mostra do fotógrafo procura transmitir o impacto do transe no culto e é recomendada para a faixa etária a partir dos 14 anos. A exposição já passou por países como Bolívia, Colômbia, Venezuela, Porto Rico e Cuba. O objetivo é levar o trabalho de Olmo a locais da América Latina com herança cultural africana.
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Haiti - Os Espíritos na Terra
Quando: de 14 de julho a 9 de setembro, de terça a domingo, das 9h às 21h
Onde: Caixa Cultural, Edifício Sé (Praça da Sé, 111, galeria Neuter Michelon,1° andar, São Paulo, tel. 0/xx/11/3321-4400)
Quanto: grátis

Nietzsche filósofo




A filosofia mundana


Coube a Kant definir a existência de dois tipos de filosofia, a acadêmica (comprometida com um sistema de conhecimento racional, presa aos interesses específicos dos pensadores e dos profissionais), e a mundana, que abrange a todos, que não tem limites em suas ambições.
A primeira, é antes de tudo um exercício técnico, professoral, a segunda, literário e ideológico, geralmente provocando enormes ressonâncias na sociedade. Evidentemente que Nietzsche preenche inteiramente o segundo quesito. A prosa dele poucas vezes recorre aos conceitos reconhecidos como "oficiais" da filosofia tradicional, quanto à terminologia científica ela quase sempre aparece nela oculta atrás de uma roupagem poética ou mesmo sacerdotal. Viu a filosofia não como uma atividade especulativa, um estiolado exercício intramuros feito por um especialista, apartado das coisas da vida, mas "uma procura voluntária" até das "coisas mais detestáveis e infames". Uma "peregrinação através dos gelos e do deserto" atrás de uma "história secreta", por meio de "um olhar diferente do que até agora se filosofou".
Uma filosofia para a ação
A filosofia dele não é apenas iconoclástica no sentido de propor a "quebra das tábuas" ou de apresentar uma outra leitura da tradição do pensar ocidental (quando, por exemplo, aponta Sócrates como "decadente"), também o é no sentido do próprio filosofar. Nada mais distante dele do que a recomendação estóica da ataraxia, a procura da quietude, do ócio reflexivo, do apartar-se das paixões. Ou ainda da recomendação de Spinoza para que a conquista do entendimento se faça sempre acompanhada de um não ao riso, ao deplorar e ao detestar.
Ela, a doutrina nietzschiana, clama por movimento, é uma convocação a toque de caixa e clarim de todas a energias vitais do indivíduo superior, ela mesma é uma pulsão incessante. Neste sentido é anti-intelectualista por excelência. Ao acentuar o ato e não a reflexão ou a meditação (que aliás é uma prática abolida do seu receituário, por ter "sido posto em ridículo o cerimonial e atitude solene do que reflexiona"), privilegia o "experimental", como ele mesmo definiu sua filosofia (Vontade do Poder - 476). Se há indecisão entre Apolo e Dionísio, entre a razão e a emoção, ele recomenda seguir o deus das bacantes. Neste nervosismo para cumprir com a obra (com a qual todo seguidor de Nietzsche obrigatoriamente deve comprometer-se), "uma máquina em movimento contínuo", a racionalização torna-se um impedimento, um freio intelectual a ser desativado ou destravado. Não que a razão seja dispensada mas sim que ela apenas deverá servir como um instrumento da ação e não para atravancá-la. Pode-se dizer que os símbolos mais precisos do seu filosofar são a ponte (a travessia, o ir para o outro lado, o transcender), e o trapézio (a busca do perigo, do risco, de tentar viver no limite máximo das experiências possíveis), para fazer da vida uma grande aventura. Assim despreza os que acusam-no de fomentar a hybris, o excesso de ação, a falta de limites, o exagero.
Uma filosofia da solidão
Heidegger disse ter sido Nietzsche o primeiro a conceber metafisicamente o momento em que "o Homem se apressa a assumir o poder na terra na sua totalidade". Sobre esse novo homem, sobre esse super-homem, recaem pois todas a responsabilidades. Ele não tem mais para quem apelar tal como o último dos homens ainda fazia no santuário em ruínas do seu Deus morto. Logo, deve fazer crescer dentro de si forças vitais e existências extraordinárias: "Sobe, pensamento vertiginoso, sai da minha profundidade!".... "O meu abismo fala. Tornei à luz a minha última profundidade!"(Assim Falou Zaratustra, III, 1). Não poderá, esse espírito livre, ter contemplação com suas fraquezas, ter compaixão dos outros ou de si lhe é inominável. A palavra de ordem é endurecer! Fazer do seu interior, do corpo e mente, uma intransponível couraça, capaz de desviar de si o sentimentalismo e a piedade. Para Nietzsche, afinal, sempre pareceu inaceitável um Deus todo-poderoso que se deixasse levar por preces, ladainhas ou louvores, dos humilhados e ofendidos. Esse ser de Nietzsche tem um fim em si mesmo, ele é a fonte exclusiva da sua energia, ele é o seu próprio consolo porque, afinal, "Deus está morto!" Mas de onde extrair firmeza para o extraordinário desafio que é viver num mundo sem Deus? A que reservas humanas recorrer? Justamente aquelas, as mais ocultas, as que foram sufocadas pelos valores religiosos e pela racionalidade dos metafísicos, as virtudes do instinto, da preservação, da agressão, "o lado mais poderoso, mais temível, mas verdadeiro da existência, o lado em que sua vontade mais exatamente se exprime"(Vontade de Poder - 476). Deve-se explorar esse interiores, "nossas plantações e jardins desconhecidos" .. pois "somos todos vulcões esperando a hora da erupção"(Gaia Ciência, I,9). Esse titã solitário e viril, tal como um deus de si mesmo, busca então as alturas para fugir do ar empestado pelas multidões e pelo agito dos mercados, procurando lá em cima nas estratosferas a companhia das estrelas. É com ele que as águias se identificam.
Um filosofia para quem habita os picos elevados
O homem é um devir
Seguindo a lógica de Darwin, que via as espécies em luta permanente para manterem-se e adaptarem-se, afirmou que o homem "é um animal ainda não definido", é algo que ainda está em construção. Não obedecendo ao desígnio divino mas sim as suas pulsões e instintos de sobrevivência, de uma natureza humana que ama lutar, o homem faz a si próprio. Fazendo do agón, do combate, a sua razão de ser, até mesmo o conhecimento superior que adquire resulta de um duelo, provido que foi pela faísca resultante do entrechocar da espadas, umas contra as outras. Ao redor dele tudo é um guerra civil, contra os outros e contra as adversidades em geral. Ele é um perpétuo superador de si mesmo. Portanto, ele não vê na Natureza uma mãe dadivosa e boa como Rousseau a imaginou, mas sim uma madrasta que ao mesmo tempo que lhe permite a vida é avara nas suas benesses: exuberante na sua licenciosidade mas mesquinha nos seus benefícios. Exatamente por isso, a conquista seja lá do que for tem um preço e um sabor incomparável. A decisão de enfrentar as coisas porém não é uníssona e nem traz resultados iguais. Alguns se decidem e vencem, os fortes; outros não, os fracos, os covardes. Merecem eles viver? Cabe à árvore da vida suportar em seus galhos esses frutos inúteis, bichados, estragados, sem esperar que nenhum vento salutar os abale e os derrube?
A psicologia de Nietzsche
A teoria do ressentimento como expressão dos vencidos da vida é uma apreciável, se bem que questionável, contribuição de Nietzsche à psicologia moderna. Tomou-a da leitura que ele fizera do "O homem do subterrâneo", de Dostoievski, um relato tortuoso de um misantropo neurótico. Se Hegel estruturou sua concepção da hierarquia social e da formação do estado a partir de um duelo primeiro, onde o vencido, para manter-se vivo aceitava ser escravo e reconhecia no vencedor o seu senhor (ver "Fenomenologia do Espírito", 1807), Nietzsche também irá remontar à esse hipotético duelo para extrair outras conseqüências. O embate dele se dá na Palestina no tempo da ocupação romana, quando a casta de sacerdotes judeus, impotentes em derrubar o conquistador, destilou para todos os lados o veneno do ressentimento. Tudo aquilo que era associado ao romano, o que era nobre, altivo, corajoso, passou a ser denunciado como "mau". Por outro lado, o que era vil, fraco e covarde, pareceu-lhes ser "bom". Dessa forma, por meio dessa sutil e corrosiva artimanha, deram começo ao trabalho de sapa visando atingir a solidez psicológica do vencedor. Passado algum tempo, os vencedores, os nobres romanos, minados por esse discurso dos cupins sacerdotais, deram-se por vencidos. Abandonaram ou abdicaram os seus princípios, o que até então lhes dava coragem, capitulando finalmente frente a barbárie invasora.
A linguagem do fraco
Havendo uma linguagem do forte, há por sua vez uma do fraco, uma linguagem do rebanho - a amarga retórica dos cativos. É dela que deve-se precaver. Há nela um evidente discurso do ressentimento, que atribui todas as desgraças do mundo e da sua vida aos outros. Incapaz de assumir a sua responsabilidade pessoal (atributo apenas dos fortes), seja lá no que for, o medíocre, o pequeno, o de " alma estreita", transfere a causa dos seus inúmeros fracassos e decepções a tudo o que está além e acima dele (em Deus ou no diabo, nos nobres, no senhor, no patrão, etc..). O sentimento melindrado do rebanho, expressão coletiva do ordinário e do baixo, volta-se então contra o que se destaca, para o excepcional, acusando-o com dedos numerosos e trêmulos de não ter fracassado e sucumbido na vida como os demais. Condena igualmente "as paixões que dizem sim": a altivez, a alegria, o amor do sexos, a inimizade e a guerra - enfim, "tudo o que é rico e quer dar, gratificar a vida, dourá-la, eternizá-la e divinizá-la - tudo o que age por afirmação". (A Vontade de Poder - 479) Interessa constatar que Nietzsche foi um arguto observador das terríveis mazelas e distorções psicológicas que a dominação de um ser humano sobre o outro provoca. De certa forma ele inverte o primado marxista de que as idéias dominantes são as da classe dominante. Para Nietzsche, ao contrário, são os dominadores que têm que precaver-se com as perigosas e debilitadoras idéias dos dominados, pervertidas que foram exatamente por terem sido de alguma forma oprimidos, o pegajosos lodo plebeu que tudo envolve, invade e abala.
Homem, um animal doente
O dominado, o pequeno, o plebeu, é um ser aviltado. Ele não tem palavra nem se guia pela verdade. Vive de estratagemas, quase todos bem longe do que poderiam ser considerados como dignos ou honrados. Isto, por sua vez, ira fazer com que Nietzsche denuncie a existência de um universo externo ao indivíduo superior, composto, acima dele, por um poderosos discurso moral, religioso e metafísico, repressor, e, abaixo dele, pelo ressentimento do rebanho, que faz com que as pulsões naturais, fonte das suas características maiores que alimentam o seu talento e o seu desafio, impossibilitadas de virem a se realizar, voltem-se para o seu interior, corroendo-o, aviltando-o, sufocando-o. E o que diz essa acusação opressora? Que tudo aquilo que percorre no íntimo do humano, que seus instintos e fantasias outras que lhe são sugeridas nos seus sonhos, são em geral pecaminosos, indignos, profanadores de uma pureza que ele deveria preservar para poder salvar-se. Que, dizem-lhe mais, a busca do ser bem dotado pela afirmação pessoal e pelo exercício legitimo das suas qualidades não passa de orgulho, de hybris, de ambição desmedida. O resultado disso, dessa crueldade para com a própria espécie, é que o homem, psicologicamente mutilado, "torna-se um animal doente". É um ser eternamente atormentado por ter que viver com uma carnalidade e sensualidade latente, exigindo coisas que ele sempre terá que negar, ocultar, contornar e sepultar, obrigando-o a rastejar frente a deuses que o julgam culpado.
Os negadores da vidaDe certo modo, ainda que por outro ângulo ideológico, Nietzsche segue a tarefa da Ilustração no seu combate ao sacerdote. Não se trata somente de alguém que vive da exploração da superstição e da crendice dos simples, que quer manter o povo na ignorância para usufruir de prestigio e poder que a posição clerical lhe confere. O homem de preto para Nietzsche é algo ainda pior. É um inimigo da vida, ele persegue com denodo toda e qualquer forma de expressão de autenticidade, de criatividade, de sensualidade, denunciando-a como fruto do orgulho e da arrogância, tratando-as como uma perigosa manifestação do pecado. É, pois, toda uma cultura religiosa milenar, herdada dos mandamentos judaicos e do clericalismo romano, estruturada nos mandamentos do "Não!"( "Não invocarás ..não roubarás...não matarás, etc...), que deve ser denunciada em favor de uma doutrina da afirmação, que enfatize um altissonante "Sim!" Ele, o sacerdote, a pretexto de salvar a alma, é o responsável pela doença do homem. Com a morte de Deus, a existência do bem e do mal se volatilizou, a prédica religiosa não tem mais nenhum sentido. Mantê-la apenas prolonga o mal estar entre os humanos. Aconselhar, ainda assim a todos, a mansidão, a humildade, a tolerância e a caridade, só avilta ainda mais as gentes, além de envergonhar os homens de força e talento. Desconsiderando serem eles os portadores de uma exuberância animal, inibem ou mutilam a mais autêntica potencialidade criativa que possuem. Conclama assim que Jesus Cristo, martirizado na cruz, ícone da dor e do sofrimento, seja sucedido por Dionísio, o deus pagão da alegria, do delírio místico, que vem para celebrar e regozijar-se com a vida, e a coroa de espinhos que apresilhava a testa sangrada do galileu, substituída fosse pelos jocosos chifres do deus-bode dos velhos pagãos. Que, enfim, o inspirador da castidade, da abstinência e do jejum, desse lugar ao estimulador do frenesi, da sensualidade e do exagero. Em termos freudianos trata-se da libertação do id e do ego das imposições do superego.

A posição da filosofia de Nietzsche
Habermas, expondo o confronto que estabeleceu-se na Alemanha do século XIX entre as duas correntes opostas emergidas ambas da filosofia de Hegel, os hegelianos de esquerda, ou jovens hegelianos (Marx, Bauer, Hess, Ruge, etc..) e os de direita (Rosenkranz, Hinrichs e Oppenheim), viu em Nietzsche um repúdio e uma superação delas. Para os hegelianos de esquerda tratava-se de erigir uma nova sociedade que definitivamente ultrapassasse aquela em que viviam, para os de direita, ao contrário, apontavam a religião e o estado, como os únicos capazes de voltar a aglutinar uma sociedade civil ameaçada de dissolução. Perfilou-se deste modo aquilo que Moses Hesse chamou de "o partido do movimento" e o "partido da permanência". Frente a esse verdadeiro cabo-de-guerra entre a revolução e o conservadorismo, que dominou o cenário alemão da época de Bismarck, Nietzsche, rejeitando o radicalismo revolucionário bem como o imobilismo reacionário, dedicou-se a um trabalho de sapa para abalar os fundamentos deles, negando-se a aceitar fosse o governo da massas como o regime dos reis. A síntese disso foi o super-homem que, simultaneamente, afastava-se das multidões e dos socialistas e desconsiderava os sacerdotes e os monarcas.

Os cinco termos capitais de Nietzsche
Termo
Significado
Niilismo (Nihilismus)
Expressão polivalente. Movimento intelectual e político do século XIX, e também expressão usada por Turgueniev para definir a descrença nas tradições religiosas e institucionais até então vigentes. Os crentes do Nada (do latim nihil) talvez fosse apropriado dizer, apesar de paradoxal ou contraditório. Assim classificaram-se os militantes do ateísmo, os anarquistas, os populistas russos, e todos aqueles que se empenhavam em desafiar as normas de comportamento e a duvidar ostensivamente da religião e da existência de Deus. Uma das marcas da modernidade.
Transvaloração (Umvertung aller Werte)
Exigência da filosofia nietzschiana na recuperação dos valores nobres perdidos, fazer do "mau" voltar a ser "bom", elogiar o orgulho, a vaidade, a soberba e a arrogância humana, e até o desejo de vingança, desprezar o que é vil, o que é fraco, o que é humilde, o que recende à ralé. Inverter totalmente os valores éticos do cristianismo, reabilitando os antigos valores esgotados da cultura. De certa forma é a restauração do ethos pagão que girava ao redor do herói e do guerreiro intrépido.
Super-homem (Übermensch)
Teoricamente aquele que irá superar (Über) o homem. Um novo ser que, trazendo as novas tábuas, assumirá na totalidade a responsabilidade de viver num mundo ausente de Deus. Caracteriza-se por sua determinação absoluta, pela confiança em sua intuição, pelo seu caráter inquebrantável, por uma solidão ativa, corajosa, e sem concessões no tocante a sua meta (Werke). Ele é um criador, um duro, que não se deixa tomar pela compaixão, dele é o devir.
Vontade de potência (Wille zur Macht)
Trata-se da pulsão permanente pela vida e pelo domínio. Requer a mobilização completa das energias, físicas e mentais, para incessantemente conduzir as coisas às últimas conseqüências. Wille zur Macht é o domínio e a superação de si, das debilidades, e, também domínio sobre os outros e sobre a natureza. A vontade liberta porque é criadora.
Eterno retorno (ewige Widerkunft)
Repto nietzscheano à idéia do progresso dos evolucionistas; à divisão em três etapas da história dos positivistas; à crença do cristianismo na salvação da alma, nascida em pecado e redimida pela graça. É uma retomada da concepção cíclica (ciklós) dos pitagóricos e dos estóicos que viam um eterno perecer e renascer da natureza e da história. Tudo que houve exaurido o Grande Ano, voltará a ocorrer, intermediado pelo fogo e pela destruição periódica.
Leia mais:

terça-feira, 10 de julho de 2007

Programação 10/7/2007 - 15/7/2007 no Centro Maria Antônia

Legenda da foto : ÓPERA DO COTIDIANO (2007) - Ana Montenegro e Edgar Ulisses
Programação 10/7/2007 - 15/7/2007

TERÇA 10/07

Fotografe-para-ver - 19h

Carne - 20h

Encontros Suspensos - 20h30

Saindo do Armário - 21h

QUARTA 11/07

Zona Morta - todo o período Discussão - 20h

O Beijo - 20h30

Body Presence - 21h

QUINTA 12/07

Visagem - 20hÓpera do Cotidiano - 20h30

Dispositivo de Interação Combinada - 21h

SONGS OF GOOGLISM - 21h30

SEXTA 13/07

Discussão - 20hIn

Organic - 20h30

Snowman - 21h

Obra-Prima -21h30

SÁBADO 14/07

14h “Queer Zagreb” (Croácia)Apresentação da plataforma da próxima edição do “Queer Zagreb”, com Zvonimir Dobrovic (diretor de programação), e Gordan Bosanac (co-programador)Fuga Complementar

16hO que se viu que você vê

16hPing Pong JU - 17h Des-limite

17hMinha buceta não é corporativa - 17h30

Search - 19h

Mudanças - 19h30

DOMINGO 15/07

Carta - 15h

Mercador - 17h

Primeiro era depois - 17h30

Sogoma - 18hO que fica - 18h30O

POSITIVO - 17h30TODOS OS DIAS (Instalações)Encubo-me Procurador de sentido Objeto Suprematista Namoita Vending Machine Cozinha Cultural CURSO:"Discutindo a arte da performance" Daniela Labra


Período:: de 10 a 13 de Julho das 10h às 13h


Local:: Centro Universitário Maria Antonia

Rua Maria Antonia, 294 - 01222 010 - São Paulo - SP

Informações:: 11 3255 7182 - www.usp.br/mariaantonia


Partindo dos principais conceitos e teorias da arte do séc. XX, o curso discute peculiaridades da arte da performance e sua circulação em meio à diversidade da produção artística contemporânea, abordando seu surgimento e legitimação como linguagem autônoma. Daniela Labra é pesquisadora, curadora independente e colaboradora da mostra Verbo. É professora do Instituto de Arte da UERJ. Realiza, desde 2003, projetos com arte contemporânea no Brasil, na Holanda, Inglaterra, Alemanha e Finlândia.

quinta-feira, 3 de maio de 2007

domingo, 29 de abril de 2007

Fotografia analógica x fotografia digital

A invenção da fotografia perdurou de forma quase obsoleta por mais de cem anos. Somente no séc XX esta descoberta veio emergir na imprensa mundial e com este novo mercado, a procura pela profissão de fotojornalista também se intensificou. Neste momento grandes fotógrafos como Robert Capa, Cartier Bresson e Pierre Verger se destacaram pela sua ousadia e criatividade.


Fotos: , Verger, Bresson
e Capa.





No final dos anos 1980 surgem novas exigências no que diz respeito ao tempo na transmissão das imagens e nas dimensões dos equipamentos. Buscando atender estas necessidades surge a fotografia digital e inicia o período de declínio da fotografia analógica. Muitas fábricas que atendiam ao público da fotografia analógica fecham as portas ou diminuem essencialmente sua produção, dedicando-se a nova invenção. Como foi o caso da Empresa Kodak que atendia a 80% do mercado analógico e passou a dedicar-se exclusivamente ao público desta nova era.

A nova invenção trouxe, sem dúvidas, facilidades principalmente para a área de fotojornalismo, pois pôde trazer em tempo real ao fato os registros fotográficos. No entanto os questionamentos em relação a veracidade dos mesmos ficaram mais frequentes. Os novos avanços tecnológicos possibilitaram recursos de manipulação avançados e começou a ser utilizados de forma inescrupulosa por parte de alguns profissionais desta nova geração, que desprovidos de ética, passaram a manipular as imagens afim de distorcer os fatos, comprometendo assim a realidade dos registros fotográficos.

A fotografia digital também trouxe uma ruptura entre os profissionais da área em três tipos, segmentados em: fotógrafos veteranos, fotógrafos que adaptaram-se ao novo mercado e os que surgiram deste nova invenção. Eles divergem em pensamentos e qualificações. Os da primeira geração, dominam a técnica e são resistentes a esta nova descoberta, isso implica na perda de mercado. Os da segunda geração, são adeptos ao novo exprimento mas vieram da experiência analógica, porém desejam manter-se no mercado. E o da terceira geração surgiram através deste novo experimento e detém apenas a técnica digital além de desconsiderar a permanência da fotografia analógica nos tempos atuais, julgando-o desnecessária e atrasada.

Essas divergências são conflitentes e prejudiciais para a história e a continuação da fotografia, pois estão desprovidas de um consenso entre as gerações. Estas mudanças tem que prover de um bom senso entre os profissionais, permeados por um respeito recíproco, principalmente à origem da fotografia que se deu na forma analógica. Além de uma criação de um código de ética eficaz que possa limitar esta nova invenção digital no que diz respeito as manipulações que comprometem a veracidade dos fatos, pois só assim a imagem terá a credibilidade da qual precisa quando tiver que mostrar o fato real.

Não se pode descartar a invenção digital e muito menos abandonar a analógica, pois o que seria da memória do sec XIX e XX se não fossem as fotografias produzidas em negativos, que marcaram a nossa história? E toda uma filosofia quase que é eterna, se não posso chamá-la de eterna, do incrível processo da fotografia analógica desde a sua capturção até a obtenção da imagem. É possível que elas convivam juntas com o direcionamento das necessidades, utilizando a mais conveniente para cada momento. Só assim, com uma troca de experiências entre os fotógrafos das três gerações, possa haver uma preservação e fortalecimento da fotografia e do jornalismo sem que seja perdido a essência e a ética desta incrível invenção.

Carla Maciel

De Lagarto para o mundo

Este é o título da recente matéria do Pedro Barreto - jornalista carioca a respeito do artista plástico Tito Oliveira, publicada dia 27 de abril, sexta - feira.
Para conferir acesse: www.manifestoplural.blogspot.com ou http://www.overmundo.com.br/overblog/de-lagarto-para-o-mundo.
Comentem!!!

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Virada Cultural 2007

Programação da Virada Cultural em São Paulo - 5 e 6 de maio
TEATRO MUNICIPAL 18h RAUL DE SOUZA - Sweet Lucy 1977 21h JOÃO DONATO - A Bad Donato 1970 0h JOÃO BOSCO - 100ª Apresentação 1983 3h JARDS MACALÉ - Farinha do Desprezo 1972 6h CENTRAL SCRUTINIZER BAND - Overnight Sensation de Frank Zappa 1973 9h GERMANO MATHIAS - Ginga no Asfalto 1962 12h SÉRGIO RICARDO - Deus e o Diabo na Terra do Sol 1963 15h ZIMBO TRIO E FABIANA COZZA - O Fino do Fino de Elis Regina e Zimbo Trio 1965 18h PAULO MOURA - Radamés 1959 PALCO PRAÇA DA SÉ 18h ALCEU VALENÇA - Espelho Cristalino 1977 21h ANDREW TOSH 0h NAÇÃO ZUMBI - Da Lama ao Caos 1993 3h RACIONAIS MCS E CONVIDADOS PALCO BOULEVARD SÃO JOÃO / ANHANGABAÚ 18h AGUILAR E A BANDA PERFORMÁTICA 20h O TEATRO MÁGICO 22h SÉRGIO DIAS 0h CLUBE DO BALANÇO CONVIDA ERASMO CARLOS 2h ED MOTTA 4h GERSON KING COMBO 6h SKOWA E A MÁFIA - La Famiglia 1989 8h KARNAK 10h PATO FU 12h PREMEDITANDO O BREQUE 14h LÍNGUA DE TRAPO - Disco Azul 1982 16h MORAES MOREIRA E ARMANDINHO - Cara e Coração 1977 18h ZÉLIA DUNCAN PALCO BARÃO DE ITAPETININGA / REPÚBLICA (próximo à Galeria do Rock) 18h PERCYSBAND 19h45 TUTTI FRUTTI 21h30 SERGUEI 23h15 A PATRULHA DO ESPAÇO 1h MADE IN BRAZIL 2h45 A CHAVE DO SOL 4h30 GOLPE DE ESTADO 6h15 BEATLES 4EVER - Magical Mystery Tour 1967 8h ROGÉRIO SKYLAB 9h45 CÓLERA - Pela Paz em Todo o Mundo 1986 11h30 RATOS DO PORÃO 13h15 GAROTOS PODRES - Mais Podres do que Nunca 1985 15h OS INOCENTES 16h45 PLEBE RUDE PALCO VIEIRA DE CARVALHO (Viera de Carvalho com a Rua Aurora) 18h AS VOZES DE ÉBANO 19h45 EVALDO GOUVEIA 21h35 GAFIEIRA BRASIL 23h15 ÂNGELA MARIA 01h CAUBY PEIXOTO 2h45 FERNANDO FERRER 4h30 SAMBA DE RAINHA 6h15 YARA MARQUES 8h TRADITIONAL JAZZ BAND 9h45 SÃO PAULO HOMENAGEIA ANTONIO RAGO 11h30 ADEMILDE FONSECA 13h15 DORIS MONTEIRO 15h TITO MADI - Balanço Zona Sul 1966 16h45 ORQUESTRA TABAJARA PALCO DE DANÇA -ANHANGABAÚ 18h ESCOLA MUNICIPAL DE BAILADO - Les Sylphides 19h CIA. DE DANÇA IVALDO BERTAZZO - Milágrimas 20h CIA. DE DANÇA DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - Suíte Don Quixote 21h BALLET STAGIUM - Dança Chico Buarque 22h30 CIA. OMSTRAB - Fernando Lee 24h BALÉ DA CIDADE DE SÃO PAULO - Divinéia 1h CISNE NEGRO CIA DE DANÇA - Trama de Rui Moreira 2h GRUPO RAÇA - Tango sobre Dois Olhares 3h DISCÍPULOS DO RITMO / FRANK EJARA - Funk Fanáticos e Quemical Funk 5h FANTA KONATÊ E TRUPE DJEMBEDON - "A VOZ DAS ALDEIAS" 7h15 MOÇAMBIQUE DE SÃO BENEDITO DE CUNHA 8h30 ÍNDIOS PANKARARU - Toré 9h15 GRUPO Ó DE CASA - Pastoril 10h GRUPO BALANGANDANÇA - Entranças 11h40 OS FAVORITOS DA CATIRA 13h15 OGAWA BUTOH CENTER - Alma Portuguesa - Tudo Isto É Fado 17h MOÇAMBIQUE DA NOVA GAMELEIRA 17h30 CONGO FEMININO DA CABANA Praça Ramos 24h30 e12h30 CÉLIA GOUVÊA - Corpo Incrustado II PIANO NA PRAÇA - PRAÇA D. JOSÉ GASPAR 18h NELSON AYRES 20h DEBORA GURGEL 22h AMILTON GODOY 24h LEO MITRULIS 2h GUILHERME RIBEIRO 4h CHRISTIANNE NEVES 6h GIBA ESTEBEZ 8h ANDRÉ MARQUES 10h NELSON BERGAMINI 12h MICHEL FREIDENSON 14h MARIO BOFFA JR 16h LAÉRCIO DE FREITAS CALÇADÕES XV DE NOVEMBRO -TECHNO (esquina com a Rua da Quitanda) 18h DJ CARLOS D JUSTO 20h DJ DABOLINA 22h DJ GEORGE ACTV 00h DJ MAXWELL 2h DJ KAMMY 4h DJ RAMILSON MAIA 6h DJ SNOOP 8h DJ CAMILO ROCHA 10h DJ MARA BRUISER 12h DJ MAU MAU 14h DJ FELIPE VENANCIO 16h DJ ANDY RUA DIREITA -PSYTRANCE & PROGRESSIVE (altura do Largo da Misericórdia) 18h BARIZON 20h TATI SANCHES 22h COREJOY (Live) 23h JOKKE ILSOE - Dinamarca 1h SHAMAMIX 2h30 DEMONIZZ (Live) 3h30 DUOPHONIX (Live) 4h30 FABIO LEAL 6h30 PEOPLE 8h TEEN SLUTS (Live) - México 9h RODRIGO LEAL 11h BROKEN TOY (Live) - África Do Sul 12h VIDIGAL 14h VISUAL PARADOXX (Live) - Israel 15h SKULPTOR (Live) 16h GUI MILANI 18h PROPULSE (Live) 19h TRUE TO NATURE (Live) - Dinamarca BARÃO DE PARANAPIACABA 18h DUBVERSÃO IGREJA DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DOS HOMENS PRETOS (Largo do Paissandu) 11h MISSA CONGA Terno de Congo 13 de Maio de Goiânia - GO Banda de Congo de Ibiraçu - ES Moçambique da Nova Gameleira - MG Congo Feminino da Cabana - MG Moçambique de São Benedito de Cunha - SP PRAÇA DA REPÚBLICA 18h CIA. TEATRAL CONTROVÉRSIAS - Num meio dia de fim de primavera 19h30 TROUPE SERAPIÕES - O rapaz que apanhou das moças por não saber namorar 21h CLUBE DA SABOTAGEM - A Melhor Fatia ou o que Doroti Quer 22h30 GRUPO EXPERIMENTAL DE TEATRO - Aquele que diz Sim, Aquele que diz Não 0h A FORNALHA - A Praga 1h30 GRUPO ALMA - O Reveillon de 77 - O Apólogo do Pato Selvagem 3h30 TEATRO DA DYVERSIDADE - Vinicius, uma Homenagem a Mulher 5h GRUPO QUEBRA-CABEÇA - A Armadilha 6h30 SERIAL CÔMICOS - A Farsa do Boi 8h CIA. TETRAL A VACA TOSSIU - Contos de Ferver o Mar -Frei Valentim 9h30 DESENCONTRÁRIOS - O Ursinho que não Queria Dormir 12h30 CIA. DU XUXU - Circo do Xuxu 14h INVENTA - Desinventa 15h30 LA MÍNIMA - Reprise 17h ACROBÁTICO FRATELLI - Circorreria INTERVENÇÕES VOLANTES PELO CENTRO ARES ATELIÊ DE PERFORMANCE - O Grande Público LÍVIO TRAGTEMBERG - Dobrados Desvairados A MULHER CAIXA LENERSON POLONINI - Dante e Beatriz CIRCO E CIA - Banda Palhaçal RUSSO JAZZ BAND KERSON FORMIS - Guarda de Trânsito de Pessoas GRUPO MANIFESTA DE ARTE CÔMICA - O Fuscalhaço FURUNFUNFUM - Furufunfum Móvel RODRIGO RACY/CICOLANDO - Monociclo TÂNIA MELLO NEIVA E TATIANA TARDIOLI - Auto-Mútuo-Conhecimento ALEXANDRE ROIT - Quixote PAT E LINCOLN - Bicicletas IVO 60 CIA CARAPUÇA - Shakespeareando RASO DA CATARINA - O Circo Chegou OZ ACADEMIA AEREA - Dragão do Nó CIRCO CRIANÇA FELIZ - Mágicos Julio e Nicolas King CIA ESTRIPULIAS MÁGICAS - Show do Romiseta GRUPO PURURUCA - Ai que Saudade do Circo FOLIAS DE PICADEIRO - Alegria e Cidadania ARES ATELIÊ DE PERFORMANCE - Pandurados na Cidade ROCOKÓZ - TV Maluca/Risopatrulha TRUP TROLHAS - A Folia Pede Passagem RAFAEL LEIDENS - Teatro de Marionetes DARMA CIA DE ARTES - Pic Nic ABACIRCO - Fogança OS ITINERANTES - O Desejo de Catarina TEATRO RUANTE - Que palhaçada é essa aqui? A NEGA E O PALHAÇO FABIO PHANTOM ARKANUS VINIXSOUR GHOST AL SANTSU LEELOOSIONIST MÁGICO DOUG LUI RICK OZ ROBERT KELVIN MÁGICO ROJÃO MÁGICO PRIMU VALENTIM PALCOS CARDEAIS GUAIANAZES - PRAÇA DE EVENTOS - ZL Estrada de Itaquera, s/n 19h NOVA VERSÃO 21h RENÉ SOBRAL 23h GRUPO REDENÇÃO 1h ARLINDO CRUZ 3h LECI BRANDÃO PEDREIRA - SETE CAMPOS - ZS Estrada Alvarenga, 2.800 10h CIA. DO MIOLO - É De Cantar E De Brincar 12h AO CUBO 14h DUDU LIMA 16h CORDEL DO FOGO ENCANTADO 18h FARUFYNO PARADA DE TAIPAS - CAMPO DO CITY JARAGUÁ - ZO Estrada de Taipas, altura do nº 2000 10h CIA. PROVISÓRIO-DEFINITIVO - Histórias do Japão 12h TRILHAS E RAÍZES 13h ROTO ROOTS 14h PEIXELÉTRICO 16h EDU RIBEIRO 18h EXPRESSÃO REGUEIRA PARQUE DA JUVENTUDE -ZN Av. Ataliba Leonel, 500 10h PATRULHA CANGURU - Canópolis 11h30 ALGAZARRA TEATRAL - Cantigas e Brincadeiras Lusitanas 12h ARRUDA BRASIL 14h CARLOS DA FÉ CONVIDA ‘BLACK RIO' ORIGINAL (HOMENAGEM A LUIZ CARLOS BATERA, MORTO SEMANA PASSADA) 16h RAPPIN'HOOD 18h ALMIR GUINETO TEATRO NOS PARQUES PARQUE DO POVO -TEATRO VENTO FORTE Rua Brigadeiro Haroldo Veloso, 150 - Itaim Bibi 14h As 4 chaves 16h A Centopéia e o Cavaleiro PARQUE RAUL SEIXAS Rua Murmúrios da Tarde, 211 - Cohab II - Itaquera 15h GRUPO MÃO NA LUVA - A Princesa Africana e a Cobra Leão PARQUE GUARAPIRANGA Estrada Guarapiranga, 575 - Parque Alves de Lima / Campo Limpo 15h MANICÔMICOS - Perfeição - Quando a Tempestade Nasce das Luzes PARQUE JARDIM FELICIDADE Rua Laudelino Vieira de Campos, 265 - Jardim Felicidade - Pirituba 15h NAMAKACA - É Nois na Chita PARQUE SANTO DIAS Estrada de Itapecerica, altura do número 4.800 - Capão Redondo 15h CIRCO NAVEGADOR CEU's ALVARENGA Estrada do Alvarenga, 3752 - Balneário São Francisco / Pedreira 19h JORGE MAUTNER - aula show 16h DUOFEL ARICANDUVA R. Olga Fadel Abarca, s/nº - Vila Aricanduva / Cidade Líder 17h (sábado) NANÁ VASCONCELOS - aula show 17h50 (domingo) Espetáculo: O Fantasma em Cena BUTANTÃ Av. Engenheiro Heitor Antônio Eiras Garcia 1.870 - Jd. Esmeralda / Rio Pequeno 20h Espetáculo: Fernando em Pessoas 14h Espetáculo: teatro de bonecos casulo 17h30 CHICO CÉSAR CAMPO LIMPO Av. Carlos Lacerda 678 - Pirajussara / Campo Limpo 18h GERALDO AZEVEDO 11h Espetáculo: Idéia de Jerico 14h Espetáculo: O Soldadinho de Chumbo 16h BANDA VOCAL PERSEPTON CASA BLANCA Rua João Damaceno, s/nº - Vila das Belezas / Jd. São Luiz 19h DAVI e MORAES MOREIRA 14h Espetáculo: Um Dia Especial CIDADE DUTRA Av. Interlagos, 7.350 - Interlagos 16h Espetáculo: Dita Onça e Cabra Rita 15h MAURÍCIO PEREIRA 17h50 THEO DE BARROS e RICARDO BARROS INÁCIO MONTEIRO Rua Barão Barroso do Amazonas, s/nº - COHAB Inácio Monteiro / Cidade Tiradentes 19h ALAÍDE COSTA 11h Espetáculo: O Encantado Circo Estrela JAMBEIRO Av. Flores do Jambeiro, s/nº - Jd. Moreno / Lajeado 17h EDGARD SCANDURRA MENINOS Rua Barbinos s/nº - São João Clímaco / Sacomã 18h FERNANDA PORTO 10h Espetáculo: A menina que Descobriu a Noite NAVEGANTES Rua Maria Moassab Barbour, s/nº - Pq. Res. Cocaia / Grajaú 18h GABRIEL MOURA 10h Espetáculo: Simão e o Boi Pintadinho 16h TETÊ ESPÍNDOLA - aula show 17h50 Espetáculo: A Peleja de Deus e do Tinhoso Pru modi Cipriano PQ SAO CARLOS Rua Clarear, 141 - Jd. São Carlos / Vila Jacui 18h Espetáculo: Gandhi 11h Espetáculo: Cidade Azul 17h50 DANILO CAYMMI PQ VEREDAS Rua Daniel Muller, 347 -Chácara Dona Olívia / Itaim Paulista 18h TOM ZÉ 15h Espetáculo: O Catador de Lixo PAZ Rua da Paz, s/nº - Jd. Vista Alegre / Brasilândia 18h CIDA MOREIRA 15h ADILSON GODOY - Trios Brasileiros PERA MARMELO Rua Pêra Marmelo,226 - Jd. Santa Lucrecia / Jaraguá 20h CIDADÃO INSTIGADO 16h CHICO PINHEIRO PERUS R. Bernardo José de Lorena, s/nº - V. Malvina / Perus 18h JANE DUBOC - aula show 15h Espetáculo: Portinari Pé de Mulato ROSA DA CHINA Rua Clara Petrela, s/nº - Jd. São Roberto / Sapopemba 18h EDUARDO AGNI, FLAVIO VENTURINI e MARLUI MIRANDA 14h Espetáculo: Terreiro de Folia SÃO MATEUS Rua Curumatim, 201 - Pq. Boa Esperança / Iguatemi 18h THAÍDE 10h JUCA CHAVES SÃO RAFAEL Rua Cinira Polônio, 100 - Jd. Rio Claro 18h GAFIEIRA SÃO PAULO 10h Espetáculo: Levadas da Breca 16h Espetáculo: A Festa dos Pescadores TRÊS LAGOS Estrada do Barro Branco, s/nº - Barro Branco / Grajaú 18h ZÉ GERALDO E NO STOPA 14h Espetáculo: Boi do Mato 17h Espetáculo: Precisa-se de um Mané VILA ATLÃNTICA Rua Coronel José Venâncio Dias, 840 - Jaraguá / São Domingos 22h NANA VASCONCELOS - aula show 17h Espetáculo: Brasil de Cabelos Brancos VILA CURUÇÁ Av. Marechal Tito 3.400 -V. Curuçá 18h LUIZ VAGNER 15h Espetáculo: Tarde de Palhaçadas AUDITÓRIO IBIRAPUERA (Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº - Portão 2 - Parque do Ibirapuera) 00h Roda de Choro - com Luizinho 7 cordas, Alessandro Penezzi, Danilo Brito, entre outros MERCADO MUNICIPAL (Rua da Cantareira, 306) 18h Noite de Tango 01h ANAHÍ ROSA 7h BETO E FREDO 9h OS PAMONHEIROS 11h TINOCO E TINOQUINHO 13h PASSOCA CASA DAS ROSAS Avenida Paulista, 37 - Paraíso 18h Projeto Viva Arte 19h PEDRO OSMAR, ZULU DE ARREBATA, MALUNGO, ESSO, NAIMÃ, CELSO ALENCAR E OUTROS - Projeto Musiclube 21h MICHELINY VERUNCHK - Recital De Poesia 22h GRUPO VIVA VOZ - Recital A Letra da Rua 00h LUÍS GAYOTTO, LÚ HORTA, PAULO PADILHA E MARCELO FERRETI - Karaokê Poético 03h TRIO ZABUMBÃO 05h ROSÁLIA ALBUQUERQUE, LEO SALDANHA E VIRGÍNIA ROSA - Muitas Mulheres, Um Chico 07h CAFÉ DA MANHÃ PALCO PARQUE VILLA-LOBOS Av. Professor Fonseca Rodrigues, 1655 - Pinheiros 9h BANDA SINFÔNICA DO ESTADO DE SÃO PAULO 11h ORQUESTRA SINFÔNICA DO ESTADO DE SÃO PAULO 13h ORQUESTRA TOM JOBIM 15h JAZZ SINFÔNICA 17h ORQUESTRA SINFÔNICA MUNICIPAL TEATRO ITÁLIA, TD - TEATRO DE DANÇA Avenida Ipiranga, 344 - Centro 18h às 00h Manifestações da Cultura Urbana 14h às 18 h Dança de Salão MUSEU DA IMAGEM E DO SOM - MIS Avenida Europa, 158 (Exposições abertas 24h) 18h às 20h Visitas Orientadas às Exposições 18h às 00h Exibição de Videoarte 00h PAULINHO DA VIOLA 00h às 13h Exibição de Cinema e Vídeo Underground 11h "Contação" de Histórias Infantis 13h Oficinas de Artes Para Crianças 15h às 18h Sessão de Cinema Infanto-Juvenil MUSEU DA LINGUA PORTUGUESA Estação da Luz - Centro(Aberto das até as 24h do dia 5. Das 10 as 18h do dia 6.) 23h20 Intervenção de Grupo Afro PINACOTECA DO ESTADO Praça da Luz, 2 (metrô Luz) 18h às 00h Acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo 18h SERENATA & CIA - Serenata no museu 18h Grafiteiros realizando painéis 19h Mostra de Curtas Brasileiros 19, 21 e 23h Esculturas da Pinacoteca no Parque da Luz: Sob uma Nova Luz 20h CIA MANICÔMICOS - Perfeição, Quando a Tempestade Nasce das Luzes 21 ZÁFRICA, PERIAFRICANA E VERSÃO POLULAR COM ALEXANDRE ÓRION PALCO LUZ (Entre o Museu da Língua Portuguesa e a Pinacoteca) 20h ORQUESTRA DO MAESTRO ROBERTO FARIAS 10h ORQUESTRA DE VIOLEIROS DE MAUÁ 14 Festival Pia Fraus de Teatro Infantil THEATRO SÃO PEDRO Rua Barra Funda (próximo ao metrô e Praça Mar. Deodoro) 19h ÓPERA ESTÚDIO TOM JOBIM 21h SUJEITO A GUINCHO 00h ORQUESTRA BACHIANA JOVEM 11h CORAL SINFÔNICO DO ESTADO DE SÃO PAULO 13h JAZZ IN 4 15h MARIA ALCINA 16h FEIJÃO DE CORDA 18h SÃO PAULO ARTE TRIO Confira outros destaques da Virada Cultural na Sala de Imprensa dos sites http://www.viradacultural.com.br/sis/www.viradacultural.com.br ou http://www.lufernandes.com.br/

sexta-feira, 20 de abril de 2007

Tito Oliveira ministra curso de Arte Contemporânea na UNIFESP


Curso de Desenho Artístico e Pintura
Introdução a Arte Contemporânea

Curso credenciado
pelo PQV - Programa
de qualidade à vida da UNIFESP
Universidade Federal de São Paulo


O curso de Desenho Artístico e Pintura
Introdução a Arte Contemporânea será ministrado pelo artista plástico e pedagogo Tito Oliveira no Centro Cultural da Unifesp - Universidade Federal de São Paulo. Com início previsto para o dia 18 de abril de 2007. As aulas acontecerão todas as quintas e sextas feiras das 17:30 ás 19h. O Curso terá duração de seis meses e atenderá os funcionários da UNIFESP, conveniados e a comunidade local.
Segundo o artista o objetivo é criar um elo entre o universo comum de uma rotina de trabalho e familiar dos alunos, coesos com a apreensão das artes plásticas de uma maneira geral. Construindo através disso, um campo de conhecimento humano relacionado à criação e crítica de obras que evocam a vivência e interpretação sensorial, emocional e intelectual da vida em todos os seus aspectos.

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Pinacoteca do Estado promove Curso Livre de História da Arte no Brasil até junho


A Pinacoteca do Estado de São Paulo promove até junho o Curso Livre de História da Arte no Brasil. O primeiro módulo trata do século XIX e as aulas ocorrem aos sábados, das 15h às 17h. A coordenação é de Valéria Piccoli (Coleção Brasiliana/Fundação Estudar), Taisa Palhares (Setor de Pesquisa e Crítica em História da Arte) e Mila Chiovatto (Ação Educativa). A taxa de inscrição é de R$ 50. Há 140 vagas. As inscrições podem ser feitas pelos telefones 3227-1655 e 3313-4396, das 10h às 18h. Veja a programação do curso:
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31 de março: A iconografia dos artistas viajantes ; Coleção Brasiliana/Fundação Estudar
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14 de abril: A institucionalização do ensino artístico: a Academia imperial de Belas Artes
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28 de abril: As artes no Segundo Império
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12 de maio: O ideário nacional nas artes ; Prof. convidado Luiz Dantas (IEL-UNICAMP)
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26 de maio: A pintura de paisagem no Brasil
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2 de junho: A fotografia no século XIX ; Prof. convidado Tadeu Chiarelli (ECA-USP)
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16 de junho: O ambiente artístico em São Paulo na transição para o século XX ; Prof. convidada Ana Paula Nascimento
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- Pinacoteca do Estado de São Paulo: Praça da Luz, nº 2, São Paulo (SP), tel. (11) 3229.9844.

Solange Farkas, curadora do Videobrasil, é a nova diretora do MAM da Bahia



Solange Farkas, presidente e curadora da Associação Cultural Videobrasil foi convidada para dirigir o MAM da Bahia. O cargo, antes ocupado por Heitor Reis, será assumido por ela a partir de 26/02/07.Em entrevista concedida ao Mapa das Artes, Solange fala sobre os projetos para o Museu Baiano.

Como você vai conciliar a direção do MAM-BA e seus cargos de presidente da Associação Cultural Videobrasil e curadora do Videobrasil?

Solange Farkas: Com o auxílio da excelente equipe do Videobrasil , do Skype e da equipe que estou montando no MAM.

Como você vai se dividir entre Salvador e São Paulo?

Solange Farkas: Meu tempo físico será dividido igualmente entre a Bahia e São Paulo.

Quais serão suas prioridades no museu baiano?

Solange Farkas: O restauro das obras do acervo e a criação de mostras temáticas a fim de circularem pela rede de museus na capital e interior; construção de uma reserva técnica adequada; profissionalização da equipe técnica e criação de um conselho curatorial; informatização do museu e a imediata catalogação das obras; e climatização dos espaços expositivos.

Você já tem algum projeto definido para o museu?

Solange Farkas: Tudo ainda é muito recente, estou em fase de levantamento dos problemas e das condições de trabalho no museu, mas muito provavelmente meu trabalho será muito orientado no sentido de torná-lo um centro de convergências do pensamento e das práticas artísticas contemporâneas. Pretendo criar estratégias para facilitar o convívio entre artistas, curadores, museólogos, educadores e técnicos, provocando também a contribuição de outras disciplinas, como sociólogos, músicos, historiadores, ambientalistas, através da intervenção em seminários, palestras e nas exposições. Tenho a pretensão de fazer do museu um espaço relacional entre artistas, visitantes e as “coisas” do mundo, um espaço dinâmico, de reflexão , fruição e sobretudo de ampliação do repertório visual da comunidade.

Você vai incentivar a área de vídeo no museu?

Solange Farkas: Claro! A começar pela elaboração de um projeto para aquisição de equipamentos digitais que deverão atender as oficinas que em breve serão introduzidas na programação dos cursos, assim como a criação de um programa de residência para artistas visitantes

Link: www.mapadasartes.com.br

As Furnas Elétricas abrem inscrições para as Artes Plásticas

As Furnas Centrais Elétricas S.A. está com inscrições abertas até 30/04/07 para a pauta de exposições do Programa Furnas Sociocultural – Artes Visuais relativas ao exercício de 2007. As propostas devem ser encaminhadas via Correio para análise. Podem ser inscritas individuais com temática única dentre as modalidades de pinturas, esculturas, fotografias, desenhos, gravuras, videoarte e instalações; e também coletivas, com trabalhos de, no máximo, cinco artistas, com temática única. O processo de seleção dos portafólios será feita por um conselho curador, constituído por 5 membros. O resultado sai em 10/05/07. O Edital FURNAS Artes Visuais oferece os seguintes benefícios aos artistas selecionados: – Impressão de convites, modelo padrão, formato cartão postal, em policromia, incluindo as despesas com postagem para até 300 convidados. A critério do Espaço Furnas Cultural, também serão impressos catálogos ou folders para divulgação da exposição; – Coquetel de abertura; – Despesas com o transporte das obras no Brasil; – Despesas com passagem, hospedagem e alimentação de artista que resida no Brasil por ocasião da abertura da exposição; – Workshop de produção para preparação e montagem de exposições; – Apoio na produção e montagem das exposições, através de recursos que serão administrados por Furnas. Cada artista terá direito a uma verba máxima de R$ 15.000,00 (quinze mil reais) exclusiva para despesas destinadas a viabilizar a produção e montagem da exposição. Os portafólios deverão ser encaminhados, via Correio, registrados e postados até 30/04/07 para o endereço: - Espaço Furnas Cultural Rua Real Grandeza, 219, bloco A, sala 1101, Botafogo, Rio de Janeiro/RJ, CEP 22.283-900. - Mais informações: Tels. (21) 2528-3977 e 2528-4626. Site www.furnas.com.br / link Espaço Furnas Cultural E-mail furnascultural@furnas.com.br O regulamento e a ficha de inscrição estão disponíveis no site www.furnas.com.br / link Espaço Furnas Cultural .


CRONOGRAMA
Término das inscrições: 30 de Abril de 2007
Resultado: 10 de Maio de 2007

sábado, 14 de abril de 2007

Análise



Tito Oliveira conduz a arte em sua eterna mutação. A surpresa a cada pincelada, traz ao novo experimento, o alcance do melhor resultado. O surgimento de uma nova imagem sempre finalizada em sua melhor representação. A diversidade e simultaneidade de suas propostas estéticas inovadoras consistem em analogias peculiares.
Impressiona-me a velocidade de criação a cada nova obra, sem dispersar-se na infinitude do universo artístico que estebelece sua qualidade e conceito. A contínua exploração em novos experimentos contemporâneos repercuti na quebra de paradigmas, formando assim um caráter arredio e genuíno. Na linguagem pictórica o artista permea a condição humana em expressões diversas aplicadas em uma atmosfera que, embora existam expressivas explorações de cores, a limpeza e o minimalismo são elementos constantes em sua obra, proporcionando o prazer da contínua contemplação. A coerência dos traços e das formas resultam em uma definição autêntica em todas as propostas e linguagens, evidenciando maturidade e consciência expressiva.

Carla Maciel - jornalista

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Ciclo de debates no CCSP, o papel da mulher nas Artes

dia 17
Dança - O corpo feminino na dança: tópicos de como ele se transforma
com: Marta Soares (coreógrafa e dançarina premiada pela APCA) e Helena Katz (crítica de dança do jornal O Estado de S. Paulo)
Terça, às 19h - Sala de Debates
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dia 18
Artes visuais - crítica, criação e curadoria
com: Lúcia Koch (artista) e Lisette Lagnado (crítica de arte e curadora da 27ª Bienal Internacional de São Paulo)
Quarta, às 19h - Sala de Debates
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dia 19
Teatro - A mulher no teatro
com: Ligia Cortez (atriz) e Cláudia Schapira (atriz, diretora e dramaturga)
Quinta, às 19h - Sala de Debates
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dia 20
Encerramento - Mesa multidisciplinar
mediadora: Márcia Denser (escritora)
com: Amélia Toledo (artista plástica), Leci Brandão (música), Cida Almeida (atriz e diretora),
Mariarosaria Fabris (mestre em letras e doutora em artes pela USP), Marta Soares (coreógrafa e dançarina) e Walnice Nogueira Galvão (professora titular de Teoria literária e Literatura comparada da USP)
Sexta, às 19h - Sala de Debates

Realização: Comissão de Curadoria e Programação e Divisão de Ação Cultural e Educativa.
Centro Cultural São Paulo
Rua Vergueiro, 1000
Paraíso
Grátis, sem necessidade de inscrição

Otto abre a temporada das terças musicais do Sesi


A Temporada das Terças Musicais abre com a mistura rítmica do cantor pernambucano Otto. O show acontecerá nesta terça-feira, dia 17, ás 20h no Teatro Popular do Sesi na Avenida Paulista em São Paulo.

No repertório uma rica mistura que permeia o maracatu e o eletrônico resultando em um som autêntico. Influenciado pelas cirandas, maracatus e outras batidas típicas do folclore pernambucano, além da música de Jackson do Pandeiro e Luiz Gonzaga. A música de Otto equaciona suas influências raízes à influências atuais do que acontece de melhor do pop, do rock e da música eletrônica, drum´ bass e outras. Isso resulta em uma combinação de alta qualidade: uma música regional eletrificada.

Otto Maximiliano Pereira de Cordeiro Ferreira é pernambucano de Belo Jardim, cidade a 180 quilômetros da capital Recife. Fez nome no meio musical como percussionista da primeira formação do grupo Nação Zumbi, liderado pelo falecido Chico Science, e da banda Mundo Livre S/A.

A história de Otto é recheada de experiências interessantes e musicalmente enriquecedoras: passou dois anos na França, para onde foi com apenas 150 dólares no bolso, tocando percussão no metrô de Paris. De volta ao Brasil conheceu Chico Science e Fred 04, precursores e grandes nomes do Movimento Mangue Beat.

Tocou um tempo com a Nação Zumbi, e depois com o grupo Mundo Livre S.A., onde gravou seus dois primeiros discos, “Guentando a Ôia” e “Samba Esquema Noise”.

Recheado de idéias ousadas e experimentalistas, Otto decide seguir carreira solo, e lança o disco “Samba pra Burro”, considerado pela APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) o melhor de 1998.

No final de 2001, Otto lançou seu segundo e esperado trabalho, “Condom Black”, com participações especiais de Chorão, vocalista do Charlie Brown Jr. e Luciana Mello, filha de Jair Rodrigues, com uma sonoridade um pouco menos eletrônica e com batuques de terreiro e percussão bastante fortes.

Em 2003 chegou às lojas o terceiro álbum, “Sem Gravidade”, com repertório de qualidade, com destaque para “Amarelo Manga”.

O primeiro DVD do pernambucano, “MTV Apresenta”, foi lançado em 2005, numa retrospectiva da sua carreira-solo.

LETRA: Dedo de Deus (Otto)

Dedo de Deus tocou em mim
A Fé
E a Beleza dessa Mulher
Tocou em mim

A luz que ilumina a floresta
Conduz a u'a tribo em festa
Reluz a bela união
Oh minha vontade
Tu transmutação

A luz que ilumina a floresta
Conduz a u'a tribo em festa
Reluz a nossa união
Oh minha vontade,
Tu transmutação


Informações:

Local:Teatro Popular do SESI
Horário:Terça-feira às 20 horas
Duração Aproximadamente 80 minutos
Capacidade:456 lugares
Ingresso para terça-feira: R$3,00
Ingressos : Entrada franca às quartas, quintas e domingos. Sextas e sábados preço promocional R$ 3,00 (promoção não cumulativa - não dá direito a meia entrada). Vendas na bilheteria do teatro ou pela Ticketmaster, (11) 6846-6000 ou www.ticketmaster.com.br.
obs: Para os dias gratuitos, os ingressos podem ser retirados a partir da abertura da bilheteria, no dia do espetáculo. São distribuídos dois ingressos por pessoa.
(Confira os horários da bilheteria)
Indicação etária: Show livre para todos os públicos

quarta-feira, 11 de abril de 2007

Projeto Ser-tão Brasil

O projeto Ser-tão Brasil é uma iniciativa da ONG CRIA - Centro referência integral de adolescentes na Bahia, onde visa valorizar a cultura regional, origens e costumes de cada lugar do sertão baiano. Através da arte - educação são realizados oficinas, palestras e monitorias, que permeiam o teatro, a dança e as artes visuais.




terça-feira, 10 de abril de 2007

Projeto Moving no D- Edge


O projeto Moving acontece há mais de dois anos no D-Edge. Na noites de quinta, voltadas especialmente para o house e suas vertentes, novos talentos da música eletrônica sempre dividem as cabines com artistas já consagrados. Nesta edição, as mixagens precisas do australiano Kasey Taylor invadem a festa e dividem espaço com a discotecagem de Daniel Kuhnen (SC) e Propulse live act.

Taylor é um dos artistas mais influentes na cena de seu país. Nos últimos 10 anos, percorreu o mundo se apresentando nos mais badalados clubes e festivais, com sets que passeiam por deep house, progressive trance e electro.

Em 1997, fundou o label Vapour Records, que mais tarde viria a ser considerado um dos mais importantes do mundo. Além disso, o DJ e produtor também já trabalhou em gravadoras como a Bedrock, a Rhythm Syndicate, SOG, entre outras.

Informações

Local: D-Edge (INFORMAÇÕES)
Preço(s): M: R$ 10,00 ou VIP (com flyer ou nome na lista até às 3h); H: R$ 35,00.
Data(s): 19 de abril de 2007.
Horário(s): Quinta, 23h.

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Diretor da Gol de Letra fala sobre Terceiro Setor

Palestrante do 3º Encontro Catarinense do Terceiro Setor, em Florianópolis (SC), o diretor da unidade de Niterói (RJ), da Fundação Gol de Letra, Cezar Marques, conversou na tarde desta sexta, dia 30, com internautas do clicRBS sobre a atuação da instituição na inclusão social de crianças e jovens por meio do Esporte.
A Gol de Letra foi criada pelos ex-jogadores de futebol Raí e Leonardo e atende 1.300 crianças e jovens. A primeira unidade foi inaugurada em São Paulo, em 1999, depois em Niterói, 2001, e no Rio de Janeiro, 2005. A Gol de Letra é reconhecida pela Unesco como modelo mundial no apoio às crianças menos assistidas.
Segundo, Cezar Marques, Terceiro Setor significa a organização da soceidade com o objetivo de se pensar na coletividade pelo desenvolvimento. De acordo com ele, é de vital importância a participação do mundo corporativo, que “precisa cada vez mais perceber que sua lucratividade depende deste novo modelo de desenvolvimento sustentável”.
P: Cezar, você veio a Florianópolis para participar do 3º Encontro Catarinense do Terceiro Setor. De que maneira um encontro como esse pode criar resultados práticos?

Cezar Marques: Penso que encontros como esse possibilitam ampliar o debate sobre a questão da responsabilidade social empresarial, do desenvolvimento sustentável, da representatividade da sociedade civil no processo. Tudo isso, certamente, gera reflexões que se bem fundamentadas pode ser colocadas em prática.

P2: Qual caso de inclusão social mais te comoveu nesses quase 10 anos de existência da Gol de Letra?

Cezar Marques: Posso citar a experiência que tivemos durante 4 anos na cidade de Niterói, num projeto piloto chamado " Dois Toques" , com crianças de 6 a 14 anos. Ao final deste período já tínhamos jovens de 16 anos praticando oficina de vídeo e traduzindo em linguagem audiovisual as questões de sua comunidade que julgavam relevantes. Além disso, o envolvimento das famílias e da comunidade em si sempre nos mostram que vale a pena avançar com a metodologia desenvolvida. De fato, torna-se necessário gerar oportunidades.

P3: A Gol de Letra atua em São Paulo, Niterói e Rio. Há planos para novas unidades?

Cezar Marques: Em nosso planejamento apontamos manter e implementar os três núcleos de atendimento citados por você. Existem inúmeros convites para elaborarmos um diagnóstico em outras regiões e implantar a metodologia Gol de Letra. Porém, hoje estamos concluindo um processo de avaliação externa que durou 18 meses financiado pela Fundação Kelloggs. Com esse resultado, desejamos verificar o que temos de deficiência, ajustar o processo, sistematizar os projetos para que futuramente possamos disseminar essa " tecnologia social" - que é o ' jeito de fazer' da Fund. Gol de Letra. Num futuro próximo será necessário avançar em outros territórios com base neste processo.

P4: Como são selecionados os jovens que a Gol de Letra atende?

Cezar Marques: Temos uma área Social que atua em paralelo com a área Pedagógica. A área Social conta com uma equipe que desenvolve a seleção com base de alguns pré-requisitos: Verifica as condições de vida da família (visitas domiciliares), se a família é numerosa, se o pai ou responsável está desempregado, se a criança está matriculada na escola, se não está procura entender os motivos, conversa com Conselho Tutelar, com a Diretoria da Escola, com a Secretaria de Assistência Social, etc.

Cezar Marques: A área social é fundamental para o nosso programa pois ela atua diretamente com as famílias, as comunidades e seus diversos atroes sociais.

P5: São jovens de qualquer bairro das cidades onde existe a Gol de Letra ou somente de lugares mais próximas da sede da fundação?

Cezar Marques: Necessita que seja próximo da Fundação, pelo menos num raio de até 2 a 3 km, para que as crianças possam se deslocar com facilidade. Desenvolvemos na comunidade ou bairro uma ação de memória, pertencimento, auto-estima, em paralelo com as práticas sócio-educativas.

P6: A Gol de Letra trabalha com adolescentes e jovens adultos. Na sua opinião, o que pode melhorar nas instituições onde são internados jovens infratores?

Seja Honesto: Hoje em dia se fala muito em Responsabilidade Social, porém muito pouco se faz, na sua opinião qual seria o modelo ideal adotado pelo Estado juntamente com a iniciativa privada para se obter de uma maneira mais rápida a chamada Inclusão Social (Morro - Asfalto).

Cezar Marques: Na Gol de Letra trabalhamos com crianças e jovens em situação de risco social. Com relação aos jovens reclusos nas instituições, penso que deveria ser discutida uma política para revisão de procedimentos, condutas e medidas que nem sempre significam resultados como se imagina.
Qual sua opinião sobre a redução da maioridade penal?

Será que o Terceiro Setor não está tirando responsabilidades do Estado?

Cezar Marques: Na verdade a discussão da Responsabilidade Social Empresarial aponta avanços nos últimos anos no Brasil. O empresariado está mais sensível a compreender que os graves problemas do país não ficarão somente sob responsabilidade do Estado único, soberano e responsável sozinho pelo desenvolvimento social como era nos anos 30, por exemplo. O mundo corporativo precisa cada vez mais perceber que sua lucratividade depende deste novo modelo de desenvolvimento sustentável e gerar parcerias que contribuam com o desenvolvimento da Sociedade na qual ele pertence e nela, ele consegue o lucro mercadológico.

Cezar Marques: A discussão da maioridade penal passa pela discussão de colocar em prática o Estatuto da Criança e Adolescente.
13:56:31 - Mateus Boing: Quanto custa por mês manter a Gol de Letra e de onde vem o dinheiro?

Cezar Marques: Luli, na verdade o terceiro setor não deveria tirar as responsabilidades do Estado. Deveria sim, cobrar políticas públicas e que o Estado possa exercer o seu compromisso com a sociedade. O termo “terceiro setor" é uma expressão que nada mais é do que a sociedade se organizar e pensar na coletividade pelo desenvolvimento. Isso deveria ser sempre encarado com contribuir do que "tirar".

Cezar Marques: Os recursos da Fund. Gol de Letra para sua sustentabilidade e governabilidade são provenientes de diversas fontes tais como empresas, eventos, fundos internacionais e pessoa física (programa do sócio titular). No orçamento anual 2007 Rio, São Paulo e Niterói, gira em torno de 4 milhões de reais.

Comentários sobre a obra do artista Tito Oliveira



A arte não só abre ao homem uma pequena janela a respeito do que não se sabe sobre um vago infinito: ela nos guia incessantemente sua mão e seu espírito. É um dos caminhos pelos quais orienta e particulariza a ação de suas mãos. Sem a arte, a técnica seria apenas uma atividade vã. Sem técnica a arte não passaria de um inútil jogo de sombras fugidias.
A obra do artista plástico Tito Oliveira surge e permeia na estética, na técnica e no conceito sob um caráter arredio com pinceladas agressivas em projeções de imagens seguras.

quarta-feira, 28 de março de 2007

Mostra Fotográfica Ruas Vivas na FIB

Mostra Ruas Vivas vence 2° lugar na categoria exposição de fotojornalismo na Intercom 2007

acesse:

www.portcom.intercom.org.br/expocom/expocomnordeste/index.php/JOR-SUL/issue/view/4


MOSTRA REÚNE IMAGENS DAS RUAS DE SALVADOR

Os futuros jornalistas formados pela FIB lançam no próximo dia 30 de novembro a exposição de fotojornalismo “Ruas Vivas”, que reúne 70 flagrantes da arquitetura e de personagens das ruas de Salvador. Com orientação e curadoria do professor mestre Paulo Munhoz e Produção Executiva da acadêmica Carla Maciel, a mostra será montada na Área de Convivência da FIB, onde permanece até o dia 19 de dezembro. O acesso do público é gratuito. De centenas de fotografias feitas por estudantes da disciplina Fotografia Jornalística I, foram selecionadas 70 imagens (em 30x40 e 20x30) impressas em preto & branco ou coloridas que retratam os contrastes e a diversidade cultural da terceira maior capital do país. Ambulantes, mendigos, garis, repentistas e transeuntes anônimos foram alvo das sensíveis lentes dos fotógrafos, durante os ensaios promovidos nas ruas do Centro e da periferia da cidade este mês. A mostra conta com apoio da Coordenação do Curso de CS/Jornalismo, da Faculdade de Comunicação e Marketing, e patrocínio da Objetiva Fotografia. Mais informações pelo telefone 71 2107-8236 ou
e-mail mailto:jornalismo@fib.br.

Festival de Cinema na Universidade

UNIVERCINE ABRE SESSÕES COM DOCUMENTÁRIOS PREMIADOS
De outubro de 2006 á dezembro de 2006



O festival de cinema Univercine realiza mostra com quatro documentários, com sessões matinais (das 10h40min às 12h40min) e vespertinas (das 16h00min às 18h00min), nesta e na próxima semana. Estão em cartaz "Tiros em Columbine", "Ernesto Chê Guevara, Homem, Amigo e Companheiro", "Buena Vista Social Club" e o brasileiro "Ônibus 174", entre 30 de outubro e 08 de novembro, na sala 161 (bloco 6). A programação inicia com "Tiros em Columbine", um dos filmes mais premiados da história, na sessão matinal de segunda-feira, dia 30, e prossegue à tarde com "Ernesto Chê Guevara, Homem, Amigo e Companheiro". Cuba volta à tela com o documentário cubano, vencedor de dez prêmios internacionais incluindo Melhor Filme, "Buena Vista Social Club", a ser exibido na quarta-feira, dia 01 de novembro, às 10h40min. Ainda na quarta, dia 01, às 16h, o público poderá conferir o nacional "Ônibus 174". Cada semana do projeto é dedicada a um tema. Desta vez, a programação é voltada para "Documentários". Depois, serão promovidos festivais com sobre temas como "Grandes diretores", "Cult', "Hilários", "Grandes Atuações","Curtas", "Trilogias", "Marcos", "Documentários", "Trash" e "Vídeo Arte". Idealizado e implementado pela estudante de Comunicação Social/Jornalismo e Produtora Cultural Carla Maciel, o UniverCine visa a disseminação da cultura e construção do pensamento crítico-reflexivo dentro do centro universitário, através da veiculação de filmes e discussão de obras cinematográficas. O UniverCine conta com apoio do curso de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo e do Núcleo de Eventos e Cerimonial da FIB e é viabilizado graçasàs parcerias com a Escrita, a Casa de Cinema e a Alpha Vídeo.

Mostra Fotográfica Ruas Vivas na Câmara Municipal de Salvador

MOSTRA FOTOGRÁFICA
EM HOMENAGEM A SALVADOR

Setenta registros de personagens das nossas ruas compõem a exposição de fotojornalismo “Ruas Vivas”, a ser lançada no Memorial da Câmara Municipal de Salvador, na Praça Municipal, no próximo dia 27 de março, às 17 horas. Com curadoria do professor mestre Paulo Munhoz e coordenação executiva de Carla Maciel , a mostra reúne fotografias de cunho jornalístico feitas por estudantes de Comunicação Social/Jornalismo do Centro Universitário da Bahia – FIB e podem ser apreciadas até o dia 26 de abril. O acesso do público é gratuito.
Aprendizes da arte de fotografar, os universitários aceitaram o desafio do professor Munhoz e, como atividade da disciplina Fotografia Jornalística I, durante o semestre passado, capturaram centenas de cenas do cotidiano que revelam a beleza, a diversidade cultural e os contrastes da capital baiana. Em um processo de seleção rigoroso, o docente e os discentes escolheram as imagens que integram a exposição, adotando como critérios a qualidade técnica e principalmente a forma como os registros descortinam a cidade. Ambulantes, pedintes, donas de casa, trabalhadores, repentistas e transeuntes anônimos foram alvo das sensíveis lentes dos fotógrafos durante seus ensaios no Centro e na periferia.
As fotografias em exposição têm tamanhos variados (30x40 e 20x30) e são impressas em preto & branco ou em cores. O projeto conta com apoio da FIB, através do Curso de CS/Jornalismo da Faculdade de Comunicação e Marketing, e da Câmara Municipal, por meio do Memorial, e tem patrocínio da Objetiva Fotografia. Informações adicionais podem ser obtidas pelo telefone 71 2107-8236 ou e-mail :jornalismo@fib.br ou carlamcorreia@ig.com.br.

segunda-feira, 26 de março de 2007

um momento de março

A dor é tamanha que machuca alma. Os instantes repletos de aflição, angústia e tristeza. O tempo pára e os momentos imorredouros. Saudade absurda. Indiferença a toda essa tormenta. Tentativas de fuga. Doloroso sentimento covarde sedento por carinho, amor e proteção. Tudo parece ter sido em vão, a dor parece ser maior, cada vez pior. Pensamentos seqüenciais de uma mesma imagem. Nostalgia. Muita nostalgia de lembranças fugidias. A tristeza explícita demonstra a fraqueza impiedosa.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

Da fotografia analógica à ascensão da fotografia digital

A invenção da fotografia perdurou de forma quase obsoleta por mais de cem anos. Após esta descoberta a fotografia veio emergir na imprensa mundial no séc XX e com este novo mercado a procura pela profissão de fotojornalista também se intensificou. Neste momento revelam-se grandes fotógrafos como Robert Capa, Cartier Bresson e Pierre Verger que se destacavam pela sua ousadia e criatividade. Porém com a velocidade de informações surgem novas exigências no que diz respeito ao tempo na transmissão das imagens e as dimensões dos equipamentos. Visando atender estas necessidades, em 1980 inventa-se a fotografia digital. Além de proporcionar facilidades, os novos avanços tecnológicos possibilitam recursos de manipulação da imagem. Este recurso passa a ser utilizado de forma inescrupulosa por profissionais desta nova geração, que desprovidos de ética manipulam as imagens e destorcem os fatos.

sexta-feira, 6 de outubro de 2006

NOMÁDICA NA AD CULTURAL

O artista plástico Tito Oliveira expõe dia 26 de setembro, na Galeria AD Cultural, Shopping Itaigara a mostra Nomádica. São 11 telas de acrílico sobre tela apreendendo nas imagens analogias das transições no processo de criação artística com homem em instabilidade em seus desejos e anseios.

Segundo o artista esta expressão “Nomádica” surgiu à margem do absolutismo de uma banca julgadora da arte contemporânea e pós-moderna. Propondo um rompimento à imposição de verdades absolutas mitológicas que estagnam a expansão de novas linguagens e expressões artísticas. No projeto o artista coloca a importância dos sentimentos nômades como veículo para uma linguagem singular e transgressora de expressões estabelecidas como definitiva. Ressaltando que os rótulos são supérfluas necessidades de representação e que apenas nômades desfrutam minuciosamente dos experimentos.

“Diante disso, concluo que a única convicção que o homem provém é que sua certeza é incerta. E que o consentimento deste é admitir o tempo e negar a presunção de auto afirmar-se em verdades absolutas. Pois com sentimentos tão nômades e fases transitórias, suponho que o mundo pertence aos mais flexíveis ou aliados ao tempo.” Afirma Tito.

Trajetória: Tito Oliveira nasceu em 1978 na cidade de Lagarto interior de Sergipe. É radicado na Bahia e em 1999 aprimora seus estudos e pesquisas artísticas em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Buenos Aires e Viña Del Mar no Chile. Realiza diversas coletivas e individuais. Sendo selecionado em diversos Salões. Em abril de 2006 é premiado pela FUNCEB - Fundação Cultural do Estado da Bahia no Salão Regional de artes Plásticas 2006. Recentemente foi um dos únicos brasileiros selecionados na Bienal Mundial de Desenhos, a London Bienalle em Londres - Inglaterra.

O coquetel de abertura: dia 26 de setembro

Horário: 19 h.

Endereço: Galeria AD Cultural - Shopping Itaigara.

Visitação: de 27 a 23 de Outubro

(horário de funcionamento do shopping)

terça-feira, 12 de setembro de 2006

Revista Biena´rt

Um tema nobre e peculiar permeia o atual trabalho do artista plástico Tito Oliveira, denominado Identidade Nacional. O projeto é constituído numa abordagem à condição do homem em sociedade, refletida na colonização etnocêntrica do Brasil e sua miscigenação. O novo experimento contém sua representatividade na “Fotografia de Orifício Manipulada”, as imagens foram transformadas em vinil adesivo impresso e aplicadas sobre caixas de acrílico com iluminação interna. A Mostra contará com dez obras em dimensões variadas e um espaço expositivo com iluminação direcionada para um universo de penumbra, o que possibilitará a visualização das obras reluzentes. O projeto será viabilizado para São Paulo, com previsão de abertura para o segundo semestre de 2007.

Evocando a miscigenação através das noções de raça, cultura e região, o artista explora o universo proposto pela arte contemporânea através de novos experimentos, construindo em seu conceito, uma reflexão sobre a realidade cultural, social e artística do país. Observando as teses nacionalistas baseadas no atraso e subdesenvolvimento, sob um anglo de visão mais amplo.

Segundo o artista, a abordagem elucida dogmas a respeito da dependência cultural, sob duas atitudes aparentemente opostas e igualmente equivocadas. Essas duas tendências, referenciadas através das análises do escritor e sociólogo Antônio Candido em "Literatura e subdesenvolvimento"se traduzem respectivamente nas noções de cópia e rejeição.