Revista Biena´rt
Um tema nobre e peculiar permeia o atual trabalho do artista plástico Tito Oliveira, denominado Identidade Nacional. O projeto é constituído numa abordagem à condição do homem em sociedade, refletida na colonização etnocêntrica do Brasil e sua miscigenação. O novo experimento contém sua representatividade na “Fotografia de Orifício Manipulada”, as imagens foram transformadas em vinil adesivo impresso e aplicadas sobre caixas de acrílico com iluminação interna. A Mostra contará com dez obras em dimensões variadas e um espaço expositivo com iluminação direcionada para um universo de penumbra, o que possibilitará a visualização das obras reluzentes. O projeto será viabilizado para São Paulo, com previsão de abertura para o segundo semestre de 2007.
Evocando a miscigenação através das noções de raça, cultura e região, o artista explora o universo proposto pela arte contemporânea através de novos experimentos, construindo em seu conceito, uma reflexão sobre a realidade cultural, social e artística do país. Observando as teses nacionalistas baseadas no atraso e subdesenvolvimento, sob um anglo de visão mais amplo.
Segundo o artista, a abordagem elucida dogmas a respeito da dependência cultural, sob duas atitudes aparentemente opostas e igualmente equivocadas. Essas duas tendências, referenciadas através das análises do escritor e sociólogo Antônio Candido em "Literatura e subdesenvolvimento" – se traduzem respectivamente nas noções de cópia e rejeição.
“A relação entre a estética e a concepção é uma forma de conduzir uma retina idiossincrática das hierarquias étnicas, numa condição amoral através de um tabuleiro de xadrez. A opção por analogias que representem brancos e negros emerge do pensamento de que, em ordem decrescente, os brancos ocupam o topo e os negros a base. Asiáticos, árabes e latinos ficaram em algum lugar deslocados” afirma o artista.
Tito Oliveira
Nascido na cidade de Lagarto, interior de Sergipe, no ano de 1978, o artista plástico e pedagogo Tito Oliveira é Radicado na Bahia, onde realiza inúmeras individuais e coletivas. Em 2006 é premiado pela Fundação Cultural do Estado da Bahia, no Salão Regional de Artes Plásticas e participa da VIII Bienal do Recôncavo e constrói viés para o premio da Fundação Cultural Européia AMBAH,
